sábado, setembro 09, 2006

Whatever people say, thats what I'm not

Eu tenho um monte de idéias, 30, 40 por dia, e não consigo escrever nenhuma, porque no fim sempre acho que nenhuma delas é digna de um texto. E elas são!, sim elas são. Todas as idéias, nenhuma é menos digna de um texto do que a outra, nunca. As idéias, elas são sempre boas. Elas são imunes.

Hoje eu resolvi dar uma chance aos Artic Monkeys. Até que eles são divertidos. E ontem eu assisti V for Vendetta (V for Vendetta soa muito melhor do que V de Vingança) e é um filme incrível! Me lembra muito 1984, mas porra, muita coisa que eu vejo me lembra 1984. O fragmento de Foucault sobre o panoptismo me lembra 1984, e sem zueira, mas 1984 tem algo de mito da caverna nele, algo de Matrix. Po, que viagem. Mas é verdade. Essas coisas legais todas fazem referência entre si, porque não dá pra ficar criando coisas legais pra sempre, as coisas legais se esgotam (sim, elas são limitadas, tudo que é legal é limitado!), então se copiam e se reinventam. Todas as coisas legais que a gente fala, faz, cria, e tudo mais, provavelmente alguém já fez antes. Música? Nada mais é novo. Um estudo, li sobre ele há uns dois anos, dizia que matematicamente falando todas as combinações possíveis de acordes já foram usadas alguma vez. O que resta então pra fazer música boa é a criatividade nos arranjos, nas letras, e a esperança de que os fãs sejam burros pra não perceber quando há uma plágio ou alguma "homenagem", como os artistas caras-de-pau costumam chamar.

A Marina disse que sonhou que eu e ela e mais umas pessoas que a gente conhece estavam fazendo um teste pra ir pra algum lugar, tipo outro planeta. Quando eu era menor, eu tinha certeza que em alguns anos o juízo final chegaria. Quer dizer, nunca fui religiosa, mas eu já via o mundo indo pro buraco; eu tinha certeza que as coisas iam terminar e que as pessoas "capacitadas", evoluídas mentalmente e espiritualmente iriam pra outro planeta mais evoluído, viver lá; as menos evoluídas ficariam aqui. Eu era criança, tinha uns 9 anos, e não tinha medo por mim!, porque eu achava que a maioria das crianças eram puras e etc e por isso eu não precisava temer, mas eu tinha medo pelos meus familiares. Eu pensava "será que minha vó e minha mãe e meu pai e meu avô são bons o suficiente pra irem pra esseplaneta ou eles ficariam aqui na terra?". Mas, bom, depois de uns anos eu descobri que..

1. Se houver realmente o juízo final assim como eu imaginei, e se meus avós e pais não forem poupados da morte lenta e dolorosa (destinada a todos os espíritos nao evoluídos), então não há justiça no que chamamos de "universo" porque eles são as pessoas mais incríveis do mundo.

2. Não houve o tal juízo final então fodeu-se!

E eu penso muito nas coisas!, demais. Acho que todas as pessoas pensam muito, mas comigo deve ser acima da média. Todo mundo fica falando "nossa, vc fala muito rápido!", mas é que se eu não falar rápido eu me perco nos meus pensamentos. Eles correm mto rápido e eu preciso falar rápido pra acompanhar. Eu considero todas as possibilidades de todas as coisas, e penso em todos os "comos" e todos os "porquês" possíveis, sempre. E fico pensando sobre eles, em tudo. Meu irmaõ diz que eu me preocupo demais. Já eu acho ele muito despreocupado. E assim a gente segue. Eu sou Ana Paula, tenho 18 anos, eu amo minha família e me dou bem com eles, mas mesmo assim eu só queria um punhado de dinheiro pra poder fugir desse lugar, e ir morar em algum espaço do outro lado do mar, onde as pessoas falem uma língua que eu não entenda, onde elas comam coisas que eu não como, onde elas riam de coisas que eu não ache graça. Eu iria todo dia trabalhar num lugar onde essas pessoas estariam fazendo essas coisas que eu não faço, e depois de alguns meses eu as compreenderia completamente - não me refiro a compreender o que elas falam, mas compreendê-las na totalidade. E aí eu me mudaria pra algum outro lugar, onde também falassem outra língua que eu não entendesse e comessem coisas que eu não como e rissem de coisas das quais eu não acho graça; então eu ficaria alguns meses com eles e os compreenderia. E depois de 10, 20 anos fazendo isso, talvez eu compreendesse a mim mesma. Na totalidade.

Porque eu ainda julgo as pessoas pelo que elas gostam. E no fundo as pessoas são um pouco o que elas gostam; algumas são totalmente, e dessas eu quero distância!, apesar de eu achar que sou uma delas. Essa é minha grande dúvida, que me aflige desde que eu percebi que existiam outras pessoas no mundo e que a gente precisa se relacionar ou não com elas, e que com algumas a gente se relaciona melhor do que outras. A dúvida, enfim, é: As pessoas são o que elas são ou são os que elas gostam? E aí eu descobri que muitas pessoas gostam das coisas e são pessoas independentes das coisas que elas gostam; e descobri que algumas pessoas são o que elas gostam. E dependendo do que elas gostem isso é horrível!, mas ás vezes pode ser legal. Então a gente não pode pré definir padrões ou tentar adivinhar essas coisas porque essa é a graça de lidar com pessoas - não é como num videogame que vc tem 30 ações previstas e tudo o que pode acontecer está entre essas 30 ações -, é imprevisível! E embora eu paute um monte das minhas atitudes em cima daminha racionalidade e da minha necessidade ou pretensão de tentar adivinhar as atitudes alheias, me dá muito mais prazer quando eu erro do que quando eu acerto.

Só por curiosidade..:


You scored as Idealist. Idealism centers around the belief that we are moving towards something greater. An odd mix of evolutionist and spiritualist, you see the divine within ourselves, waiting to emerge over time. Many religious traditions express how the divine spirit lost its identity, thus creating our world of turmoil, but in time it will find itself and all things will again become one.

Cultural Creative


75%

Idealist


75%

Postmodernist


75%

Romanticist


69%

Existentialist


63%

Fundamentalist


50%

Modernist


44%

Materialist


44%

What is Your World View?
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Ana Paula Freitas at 4:48 PM


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