<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786</id><updated>2011-07-07T17:07:57.709-03:00</updated><title type='text'>Ana</title><subtitle type='html'>Um auto-retrato em forma de textos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-6532575078946486450</id><published>2007-09-09T19:38:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T20:44:36.241-03:00</updated><title type='text'>Um sonho</title><content type='html'>Tive um sonho ontem de noite. Dormi só três horas e acordei. Mas sonhei com o Julio - alguns devem conhecer o Julio, e por coincidência amanhã é aniversário dele. Eu não sonhava com ele há anos, provavelmente. Sonhei que estávamos perto da casa dele. Tinham tiros, a gente se abaixava. Sempre tem tiros por ali nos meus sonhos com aquele lugar. Eu me lembro da padaria, me lembro da gente perto do portão e do rosto dele perto do meu, lembro até da sensação da barba mal feita contra o meu rosto, da mão dele no meu pescoço e do beijo desajeitado, até das testas se encostando depois. Não sei porque sonhei que estava beijando o Julio, pareceu bom, e quanto acordei deu saudade. Se houvesse uma trilha sonora pro sonho, seria essa música que eu tô ouvindo, Pioneer to the falls, do Interpol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje de tarde tive um sonho. Era um lugar vazio, esquisito, um clube desses pra dançar, meio vazio. A música era boa mas não era específica. A Gabi estava lá, o Marcos também estava... um cara começou a distribuir um negócio colorido e pequenininho, um comprimido, ele abriu uma gaveta e tinha centenas cara! Era de graça e tudo mais. Resolvi tomar aquilo, joguei um na boca, a Gabi também... Não sei dizer o que era, tinha gosto de AAS. Meu corpo era leve, e eu queria dançar e dançar e dançar, dançava sem música até, e no fundo eu estava mais sensível, uma espécie de tesão meio puro, porque não existia um alvo, era só um tesão. O Marcos falou pra eu assinar aquilo, que tinha como fazer uma espécie de assinatura: toda terça à noite eu receberia um igual aquele na minha casa, então poderia me sentir daquele jeito toda terça à noite, de graça. Era bom, a perspectiva era boa, a balda estava muito boa, e estava tudo tão engraçado, muito engraçado... lembro de alguém falando algo no meu ouvido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corta. Uma escola, pra chegar até ela uma escada enorme. Muito grande, muito alta mesmo! Eu não era matriculada e não podia freqüentar, mas eu menti, disse que era aluna então eu fui à aula. Meu pai me ligou, eu menti sobre onde estava. Não sei porquê. Depois tinha um lugar, umas ruínas. Essas ruínas já apareceram outras vezes... eu não sei explicar o que elas são, mas sempre remetem à escola e aos amigos dos outros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe a sensação de que nada absolutamente faz sentido? E de que... você não sabe mais porquê? Eu tenho de tempos em tempos. Consigo contornar, preciso contornar pra viver. Mas vai e volta, eu não consigo evitar! Tem horas na semana que eu sinto que tá tudo bem, que é aquilo que é pra ser, mas se páro e penso... falta muito, faltam um monte de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu... na semana que vem eu vou ganhar um prêmio, um Ecosport, sabiam? E vai mudar minha vida. Porquê, vejam: eu trabalho para conseguir fazer o que tenho esperado por toda a vida. Quando ganhar o prêmio, vou vender e vou ter o dinheiro, a merda do dinheiro, pra poder fazer essas coisas que eu quero. Não vou precisar mais trabalhar. Vou largar essa merda de faculdade, essa coisa que tira meu tempo e só sabe me ensinar coisas técnicas que pouco acrescentam, e vou ver o mundo. Não é isso que importa no fim? Saber como as coisas são de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ter presentes pras pessoas. Queria ser boa em saber exatamente o que elas querem e poder dar isso pra elas. Queria que essa fosse minha principal habilidade: saber exatamente do que as pessoas precisam e poder dar isso pra elas! Sem que elas me digam. Em todos os setores: em casa, no trabalho, com os caras e com os amigos. Ah, os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que eu fosse mais transparente, ou queria não ser tão transparente assim? Eu nunca sei... acho que eu queria saber dosar a transparência nas horas certas. Tipo a porcentagem de opacidade das camadas do Photoshop. Como se fosse possível ajustar, diante das situações. Queria saber como agir - quando ser fria fria fria e quanto ser quente. Queria que as coisas não tivessem acontecido como aconteceram, coisas bestas mas que tiveram um peso enorme, enorme. Queria não culpar coisas que aconteceram pelos meur problemas atuais: assim fica fácil não querer resolvê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que meus momentos de felicidade e contentamento absoluto durassem mais que 8 horas por semana. Mas alguns diriam que isso é mais do que suficiente... Queria parar de acreditar em medicina, em ciência, em saúde. Em céu e inferno, queria poder comprar Heroína na farmácia, esquentar a colher e preparar a seringa - seria a melhor hora, preparar a seringa. Eu adoro antecipação - é de antecipação que eu vivo, a ansiedade. Pelo bom e pelo ruim. Todas as antecipações são intensas pra mim. Queria fumar 3 maços de cigarro por dia, queria ler 2 livros por semana e queria que cada um deles me dissesse algo que eu não fosse capaz de descobrir sozinha, queria poder dormir 8 horinhas, todas as noites - e queria que elas fossem frias, as noites, e queria sonhar a noite inteira, inteira, mas me lembrar só das sensações. Eu sempre me lembro bem das sensações dos sonhos - sempre os toques e os cheiros. As cores. É o que me marca nos sonhos. Sempre. Queria poucos números na vida, queria a porra-louquice plena, queria um pouquinho mais de cor, eu sempre acho que falta cor... adoro vermelho. Eu sempre gostei de vermelho sangue, é a melhor de todas as cores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um outro lugar, não tinha? Algum outro lugar mais legal, pra eu escolher ir, tinha que ter. Bem diferente de tudo isso, aposto que tinha, eu aposto... deve haver algum motivo pelo qual eu escolhi esse. Deve haver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-6532575078946486450?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/6532575078946486450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=6532575078946486450&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/6532575078946486450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/6532575078946486450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/09/um-sonho.html' title='Um sonho'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-3474326648004050374</id><published>2007-09-04T20:16:00.000-03:00</published><updated>2007-09-04T20:34:46.190-03:00</updated><title type='text'>O Luciferianismo</title><content type='html'>Eu sei que não é uma hora boa pra postagem, porque eu deveria estar na aula. Mas eu sempre chego meio tarde de terça, e a aula não é encorajadora sabe? Teorias políticas, quer dizer, seria encorajadora caso a professora passasse o conteúdo de forma interessante, e ela é tão chata que nunca me motiva. De maneira que eu mato toda primeira aula de terça e, pra ser sincera, não sei nem do que se trata a matéria. Eu tô um pouco relaxada esse semestre; mais do que os outros, pela falta de tempo. Não que justifique, mas assim, tem milhares de coisas pra fazer, milhares mesmo, e ninguém do meu grupo começou nenhuma. Eu já deveria ter tomado as rédeas da coisa, ido atrás, botado as caras como sempre faço, mas to adiando sabe? Pq passo a semana inteira trabalhando TANTO que no fim de semana não quero saber de coisas da faculdade... o que vai ter que mudar em breve, se eu não quiser pegar uma DP ou bombar, e eu não quero. Aliás, eu quase nunca penso nessa possibilidade, visto que nunca estive DE FATO muito perto dela. E porra, acabo de me lembrar que amanhã eu GRAVO uma reportagem de rádio, pra qual não tenho texto nem sonora pronta. Quer dizer, as sonoras tão prontas, mas não tão nem editadas, e não vou ter tempo pra fazer amanhã a tarde pq tô MUITO atolada de trabalho. Muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora, o que moticou a postar isso aqui. Estava 'de bobeira', ao matar essa aula chatíssima, e aí sentei aqui no lab da faculdade pra olhar e-mail, imprimir boleto do pagamento, essas coisas. Aí me sentei e vi que o cara do lado tava escrevendo no blog dele e fazendo uma pesquisa na Wikipedia pra isso. Ele é estranho; usa uma roupa militar (camuflada) e uma bandana preta na cabeça, e eu tô tentanto ver o resto da roupa discretamente, mas não consigo. Enfim. Dei uma espiada pra ver qual o assunto que ele pesquisa na Wikipedia e pego um trecho, de canto de olho: "...o Luciferianismo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ooops. Aí tento, discretamente, dar uma olhada no post dele. A primeira linha: "Lúcifer é o Senhor..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shite. Tô curiosa. Vou esperar ele postar e jogar a frase entre aspas no Google. Quer dizer, o cara é Satanista. Anticristo. Acho, pq não significa nada ele estar escrevendo isso no blog, significa? Enfim, o mais curioso é que nesse preciso momento ele digita tão freneticamente quanto eu, 50 cm na minha direita, e não faz idéia que eu estou fazendo um post sobre ele ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe a perspectiva mais preocupante? A de que tenha de fato percebido e agora tenha mudado o assunto do post, migrando para 'como as pessioas são enxeridas' e dissertando sobre o fato de uma garota bem estranha estar escrevendo sobre ele no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, sinto um certo medo de que ele peça a Lúcifer que me castigue - pela blasfêmia contra o próprio Lúcifer e pela blasfêmia contra um seguidor dele. Mas, sinceramente, acho isso bem improvável, de maneira que continuo tentando dar mais uma olhada discreta pra ver a quantas anda o post dele. Ele usa o al+tab freneticamente, alternando entre a janela da Wikipedia e uma semelhante a essa aqui na qual eu escrevo, e eu olhei de novo... consegui pegar só "..., um Deus", assim, com letra maiúscula. No segundo parágrafo. Não dá mais, vai ficar muito explícito se eu continuar espiando... quer dizer, talvez ele esteja tão entretido em sua adoração/pregação que não perceba meu interesse... peguei mais um pedaço, agora, que não diz muita coisa então não vou transcrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais algumas palavra... "...culto solar...", ele alterna pro Google no alt+tab e fica mais atento, não posso olhar... um site com fundo preto está na tela. Será que tá rolando uma pesquisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...através do sono." Ele alterna de novo pro Google, e eu começo a cansar da brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...como uma divindade solar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editado:&lt;/strong&gt; droga, é divertido. "Deus é alienação", é o título de uma das páginas na qual ele está pesquisando... Vou ficar por aqui, pegando trechos aqui e ali enquanto visito outros sites..:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Niilismo", na Wikipedia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Referências Nietzchianas", idem (nunca sei escreve Nietzche)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, agora já deu. Eu... e eu aqui, visitando sites de Harry Potter. Tsc tsc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-3474326648004050374?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/3474326648004050374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=3474326648004050374&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/3474326648004050374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/3474326648004050374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/09/o-luciferianismo.html' title='O Luciferianismo'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-6125710545517551639</id><published>2007-08-22T21:52:00.000-03:00</published><updated>2007-12-03T22:24:22.151-02:00</updated><title type='text'>Não sei como chamar esse post</title><content type='html'>Escrevendo no trabalho, pra tentar postar daqui (de um proxy, porque aqui no trabalho não acessa nada que contenha a palavra 'blog') ou da faculdade, quando chegar lá. Ou de casa, caso eu queira ir à aula mesmo e não possa ir até o laboratório postar. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu decidi que será meu dia de folga. Sim, tenho trabalho a fazer; é uma tradução do Francês, Titi et Grosminet, ou seja, Piu-piu e Frajola, uma revista de atividades; challenging. Mas minha chefe legal (mesmo, sem ironia) setou o prazo pra segunda ou terça, e mesmo sendo Francês (não manjo muito), em um dia de trabalho intenso eu termino. E como tenho trabalhado como louca, sem tempo pra porra nenhuma, decidi que hoje não cansaria minha cabecinha no trampo, a não ser que for realmente necessário (emergências e coisas de última hora aparecem aqui a todo momento. Thrilling.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, passarei o dia escrevendo e resolvi começar pelo blog, porque tive muitas idéias de coisas pra comentar aqui. Primeiro, gostaria de informar aos fiéis leitores que minha câmera está de volta. Sim, ela foi consertada sem nenhum custo adicional (ok, paguei o sedex até a assistência técnica, ida e volta, mas nada é perfeito). Não deu tempo de utilizá-la muito (OH NO NO KIDDING! Eu? Sem tempo? Bah!), mas liguei e ela tava funcionando. E desliguei e liguei e ela tava funcionando. Bom sinal, eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, no trem, um senhor caiu no vão. Acontece quase sempre, na realidade. Sabem, eu não ligo de pegar trem. Me divirto astante, prestando atenção nas pessoas completamente diferentes que passam por ele, as vezes pegando trechos de conversa curiosos, as vezes participando de papos animados com velhinhos empolgados. O que fode em pegar trem é que é muito lotado. E as pessoas literalmente matam pra conseguir um assento, porque enfim, derrubam pessoas no gap entre o trem e a plataforma, e indiretamente isso é matar, não? Quer dizer, se não tiverem outros pra tirar a pessoa de lá (sempre tem quem puxa, claro, as pessoas não são tão ruins assim), ela morreria, em tese, pq o trem partiria e ela estaria ali... enfim. É muito cheio pra embarcar e pra sair do trem; é muito cheio dentro do trem, e ele não tem janelas (NÃO!), e as vezes o maquinista sádico não liga a ventilação, e tá 13 graus lá fora mas dentro do trem tá 32, um cheiro nojento que parece de Cheetos. Não sei se alguém pega trem, mas o trem que eu pego todo dia em Santo André tem um cheiro permanente de Cheetos. E não é uma piada. Eu odeio Cheetos, à propóstio. Sempre odiei, mesmo antes de conhecer o trem que fedia como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, no trem, tinha uma mulher lendo O Segredo. A tal lei da atração. A essa altura todo mundo sabe do que se trata. Acho que falei disso no tópico anterior né? Não lembro. Bom, então vou dar uma pincelada: tipo, esse negócio de lei da atração não é novidade pra mim, na verdade até esse negócio estourar eu achava que era óbvio pras pessoas que pensamentos bons atraem coisas boas. Mas não é, me parece, é que na minha casa e na minha criação sempre foi tão natural pensar assim que eu achei que fosse óbvio. É que minha mãe é budista e isso é bastante parecido com alguns princípios do budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a mulher tava lendo, sabe? E eu ando muito sentimental. Tava na TPM semana passada, ai chorei por um monte de coisas estúpidas, mas de fato não estou mais na TPM, e continuo chorando. Acho que só estou mais sensível. Tipo, permanentemente. Tem umas coisas que tem me emocionado, geralmente relacionadas ao fato desse país não dar condições pras pessoas viverem com dignidade. Então a mulher estar lendo o livro me afetou bastante, tanto quanto ver uma filha gigantesca todos os dias na lotérica pra mega-sena ou ver um monte estranho de um cobertor tosco na calçada muito suja da barra funda e descobrir que tinha alguém embaixo dele. Ver que essas pessoas tão desesperadas, que elas ainda sonham sair dessa merda (o caso da lotérica e da mulher lendo O Segredo), e saber que delas, quase ninguém vai conseguir. Se alguém conseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo muita coisa por aí. Muita coisa fotografável, quero dizer. Mas não tenho coragem de tirar foto de desgraça. Sabe porque? Porque a impressão que me dá é que aquilo é sadismo... é tipo falta de respeito. Teria dado uma foto maravilhosa (merda, que ironia) o senhor infeliz dormindo entre o lixo que eu vi hoje na calçada. A câmera tava na mochila e eu hesitei, quase peguei. Mas não consegui. Seria como... como dizer que estou vendo e não estou fazendo nada. Se eu tirar a foto, fica impossível ser indiferente sabe? Porque ali está a prova que eu vi e inclusive me comoveu, pq eu registrei. Mas porque, então, não fiz nada a respeito? Então talvez por isso eu não tire as fotos. Sou uma hipócrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um comportamente absolutamente imaturo, se me perguntarem. Mas não sei se é exatamente isso que me incomoda sobre tirar fotos dessas situações, é só como eu avalio o incômodo que sinto, a sensação de voyeur cruel. Tenho admiração (mesmo) pelos fotógrafos profissionais, que conseguem afastar esses conceitos e fazer fotos de coisas muuuito piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em imaturidade, quando eu era menor, achava que eu viraria adulta quando dirigisse e tivesse vários cartões na carteira. Pessoal, venho comunicar que essa data chegou. Adquiri minha carteira de motorista em fevereiro e atualmente já acumulo uma bagagem razoável de trânsito, além do que meus cartões atingiram uma quantidade satisfatória, equivalente a um adulto de verdade, daquele sérios e bem-sucedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, se fosse tão fácil. 19 anos; trabalho, estudo, pago algumas das minhas contas. Compro minhas próprias coisas; nos dias dos pais e das mães, vou lá e compro presente no cartão de crédito, divido em 5 sem juros e fico feliz. Se preciso sair e o carro está disponível, pego a chave e vou. Aviso minha mãe aonde vou e com quem vou por respeito, mas ela jamais faz objeção. Me interesso por parceiros (do sexo oposto, no caso) e me relaciono (ou não, às vezes) com eles. É isso que é ser adulta né? Falta alguma coisa? Porque o tempo todo eu me sinto no auge (auge!) da minha adolescência. E às vezes me sinto bem criança. Parafraseando JK Rowling, I have the emotional range of a teaspoon. Tipo, sou mto boa pra entender as pessoas e a maneira como elas se sentem quando estão ao redor de mim; mas, se eu estiver no meio, é uma desgraça. Pareço uma menina de 13 quando se trata da arte da conquista. E nem é nisso que eu me sinto mais criança, não. Tem muitas situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico por aqui! Parece que me empolguei, hoje. Espero que o texto esteja, tipo, divertido o suficiente pra chegar até aqui. Eu ia falar do meu celular novo, de como passei de uma caipira pra uma tec freak, mas dane-se, guardo pro próximo post. Também ia falar de como me entristece abrir minha caixa de e-mails e não ver nenhum novo, quero dizer, nenhum novo pra mim, mesmo. Daqueles que um amigo escreve pra contar merdas ou falar as novidades. Adoro esses emails. Eles vêm, às vezes, mas queria mais freqüência. Sou carente. Viram como sou imatura emocionalmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, me mandem emails legaizinhos. Minha TPM agradece! Ah, preciso falar também da TPM, no próximo post. Só uma prévia: chorei como uma louca, no trem, diante da constatação que minha vida era muito ruim, e no fim do dia, saindo do trabalho, chorei de alegria porque o random do MP3 começou a tocar a música que eu adoro do Tokyo Police Club. Semana que vem tem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-6125710545517551639?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/6125710545517551639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=6125710545517551639&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/6125710545517551639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/6125710545517551639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/08/no-sei-como-chamar-esse-post.html' title='Não sei como chamar esse post'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-7270911036750599667</id><published>2007-08-04T12:23:00.000-03:00</published><updated>2007-08-04T13:02:32.448-03:00</updated><title type='text'>A minha zica com aparelhos eletrônicos: the quest</title><content type='html'>Certamente alguns de você já ouviram falar na teoria de que a energia/frequência do corpo humano podem afetar o funcionamento de aparelhos eletrônicos, até interferir neles. Isso pode ter um fundo de verdade: lembra quando a TV chuviscava e o problema era prontamente interrompido se você encostasse nela (aparentemente é possível servir como antena)? ou então, a história que me contou o técnico de um trabalho anterior, que dizia que uma moça travava todos os computadores pelo qual passava (essa é lenda urbana, quase história de terror pra contar em volta da fogueira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade ou mito, estou aqui para contar minha breve história de problemas com tecnologia/aparelhos eletrônicos. Sou fã de tecnologia. Adoro. O que significa que posso estar mais suscetível a esses problemas, já que adquiro mais equipamentos... errado. Aposto que a maioria das pessoas tem mais coisas tecnológicas que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema começou mesmo com o meu primeiro computador decente, um Athlon XP 1.8, 512 RAM DDR e 80 GB de HD. Ok. Isso em 2003 era uma bela configuração para alguém que só entrava no ICQ e usava Fireworks, Flash e Dreamweaver (conseguia manter os três abertos ao mesmo tempo!). Meu recém-adquirido PC também lia DVDs. Não comprei o gravador porque ele ainda custava uns 800,00 na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com DOIS dias de uso, meu irmão inseriu no drive um CD de procedência duvidosa. Uma versão pirata de The Sims. A mídia (Dr. Hank, aliás) explodiu dentro do drive, deixando partículas quase invisíveis de película de CD por todo o compartimento. Por sorte, a garantia da loja cobria hardware e eles abriram o drive e retiraram os pedacinhos. Com pinça. Perdi a garantia da LG, though. Até hje dá pra ver pedacinhos brilhantes quando abro a bandeja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, comprei uma câmera digital no Submarino. Ela nunca me deu grandes problemas (hoje em dia sim, o visor apaga toda hora, o intervalo de uma foto entre outra e o tempo pra bater a foto é um absurdo, mas enfim). Ainda assim, se mostrou uma péssima compra, pela qualidade da cam e o preço que eu paguei (não quero falar sobre isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois: em 2004, ganhei dos meus avós um CD player que tocava MP3. Ok. Na época já existiam MP3 players. Mas ainda eram muito caros e armazenavam pouca música. Preferi um CD player, nas Casas Bahia, onde minha vó poderia parcelar em tipo muitas vezes e não pesaria no bolso de aposentada-sem-reajuste-há-12-anos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após aproximadamente 6 semanas de uso, os botões começaram a apresentar problemas. Era como se o sensor que recebesse os sinais dos botões estivesse com problema: o botão de volume trocava de música, o play abaixava o volume e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistência técnica. Três semanas depois, produto de volta, 'resolvido'. Em dois dias, o problema apareceu. Não vour elatar a saga - só explico que enviei o prosuto de volta à assistência técnica 4 vezes, reclamei no serviço do Estadão que dá suporte a esse tipo de problema com o consumidor e NÃO OBTIVE SUCESSO. Cansei da canseira (hehe) e encostei o Discman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2005/2006. Meu celular já está velho. Ultrapassado. Minha mãe, num ato de extrema bondade e generosidade, resolve me presentear com um novo apaprelho. Escolhi um Motorola bonitinho, com uma câmera razoável pra época. VGA, mas dava pra brincar, sabe? 3 meses depois, a câmera pára de funcionar. Procuro a nota fiscal para levar na assistência técnica: não tem. Minha mãe não guardou. Quando sobra tempo, vou à loja em que comprei e peço segunda via de nota fiscal. Uma, duas, três semanas... Ligo lá e informam que já está pronta. Uma semana, vou buscar... Não está lá. Perderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra requisição de sgeunda via, mais três semanas. Puta da vida, entro na loja, pego a nota, dobro e enfio no bolso. Umas duas semanas depois, assistência técnica da Motorola... "Moça, aqui está a nota..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa não é a nota do aparelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MERDA. A nota era do aparelho do meu irmão. O FILHO DA PUTA que fez a requisição se enganou, a compra dos dois foi no mesmo dia. Desisti, encostei o aparelho e comprei outro. Desbloqueado, pelo Submarino. Nunca chegou a dar grandes problemas (ele desliga sozinho às vezes, e dá problemas fudidos de rede que eu tenho certeza que são do aparelho, mas tirando isso, funciona).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2006! No fim do ano, resolvo que preciso de um MP3 player. Na 25 de Março, compro um MP4 fake, que pára de funcionar cerca de 3 dias depois do fim da garantia de 3 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2007! Arrumo um emprego novo e, com o aumento de salário, decido que já é possível comprar uma câmera digital nova - algo que eu queria há muito tempo, um aparelho bom e básico que me permitisse aprender fotografia. Pela internet, fecho a compra na quarta-feira de uma Canon a530, ótima câmera pelos reviews que li. Com ela, tripé, bolsa, carregador e pilhas, cartão de 1gb - o kit completo. Até compro um guia bem legal de fotografia digital na banquinha. Não, não é daqueles ruins. É bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmera quebra. Puff. Aproximadamente 24 horas depois de eu ligá-la pela primeira vez. Aparentemente, é um defeito no CCD, ou seja, é como se tivesse algo escuro na frente da lente. O visor funciona, aparecem as coisas na tela, ele só não mostra a imagem que está na frente da lente. O defeito é comum em muitos modelos anterioes, mas não há RELATOS no Google do problema ter acontecido com o meu modelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais uma história, e essa é provavelmente a mais longa, e ela acontece num período muito grande então vou resumir: me mudei e, por motivos de junção de famílias, nossa nova casa tinha 3 PCs. Solução: uma rede wi-fi, claro! Minha mãe contratou uns VIADOS que cobraram os olhos da cara para instalar um roteadorzinho de merda e 3 placas de rede sem fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. O roteador não alcançava o meu quarto, que fica a 2 metros de distância (no corredor) do lugar onde o roteador estava... Eu fiz DE TUDO pra arrumar. Eu juro. E eu passei um ano sem internet em casa. UM ANO! Sempre que queria usar, tinha de pedir pro meu irmão, e era uma briga a cada 2 horas. Chegou a ficar insustentável - minha mãe fazia o que podia mas nada resolvia, eu ficava puta porque não resolvia e fazia o que podia mas não resolvia, meu irmão ficava fudido porque eu estava usando o computador dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente, pelo amor de Deus. Agora vocês acreditam que as pessoas podem interferir no funcionamento de aparelhos eletrônicos? Devo me benzer? E que tipo de pessoa benzeria você pra esse tipo de problema... O Steve Jobs? Eu tô pra trocar de celular e, juro, tô com medo de ir retirá-lo na loja. Fora o Ipod que encomendei... não tem garantia no Brasil, e é óbvio que ele vai dar algum problema. Tenho feito bolões mentais. Tipo, procuro na internet todos os problemas possíveis daquele aparelho e faço apostas de qual deles vai acontecer comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente é algum novo, misterioso e não-identificável, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Valeu pelos welcomes back.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-7270911036750599667?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/7270911036750599667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=7270911036750599667&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/7270911036750599667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/7270911036750599667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/08/minha-zica-com-aparelhos-eletrnicos.html' title='A minha zica com aparelhos eletrônicos: the quest'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-3469038489785053323</id><published>2007-07-28T14:28:00.000-03:00</published><updated>2007-07-28T14:52:56.441-03:00</updated><title type='text'>3 meeeses</title><content type='html'>Ultimamente tenho tido uma vontade recorrente de escrever aqui! Acho que o grande intervalo sem postar me deu assunto suficiente pra, digamos, umas oito páginas de post. Portanto, recoste-se em sua poltrona, acenda seu cigarro e vamos lá! Dããr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho passado por várias coisas aventurescas que dariam belax reflexões divertidas à-là-Hornby pro blog, mas é que no meu TRABALHO NOVO (UUUHH) não dá pra postar em blog. Não dá pra entrar em blog, anyway. Então eu acabo esquecendo de postar quando chego em casa. Mas tenho visto muitas coisas engraçadas, porque agora todo dia ando de transporte público na cidade de São Paulo, trem + metro, e vejo centenas de pessoas esquisitas e normais, mas todas bem diferentes, e passar por elas e imaginar quem elas são, porque se vestem daquele jeito, o que estão pensando etc me fascina e me entretém por todo o caminho. Tenho escutado bastante música, que acaba servindo como uma trilha sonora bem apropriada pra minha observação dessas pessoas. E todo o caminho de ida e volta pro trabalho é uma diversão.. até onde ir pro trabalho pode se ruma diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consegui um emprego numa editora e estou realmente feliz. Escrevo e traduzo textos pra revistas licensiadas, de filmes, séries, desenhos e essas coisas. O trabalho me agrada mesmo, as pessoas são legais, o ambiente é tranqüilo e finalmente vou poder guardar grana pra poder viajar. Na realidade, embora eu ainda tenha intenção de ir pro UK, cada vez mais tenho certeza que quero ir pra vários lugares e não pra um só... Me estabelecer em Londres, trabalhar e estudar, por mais tentador que possa ser, não corresponde àquilo que eu busco nessa viagem. A idéia é ir pra muitos lugares... conhecer as pessoas diferentes no mundo inteiro. Aprender a ser sozinha - a não ser que eu arranje algum doido/a que tope o esquema, também. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lido bastante, o que me deixa feliz. Não é prepotência, mas é que às vezes eu sinto como se meu texto não pudesse evoluir mais. Não é que eu me acho muito boa, só que eu cheguei no meu limite, seja lá qual ele for. E isso não me deixa feliz mas, sinceramente, acho que só lendo mesmo. Pra quem lia um livro do Pedro Bandeira por semana quando tava na sexta série, minha performance caiu consideravelmente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li também o último volume de Harry Potter. Não, meio que devorei; e achei realmente incrível, embora o epílogo seja fraquinho. No conjunto da obra, entretanto, gostei de tudo e tal. Mesmo. E quero reler, o que devo fazer hoje, já que Harry Potter 7 não é exatament eum pocket book e com os tren cheios e sem lugares, não dá MESMO pra ficar lendo Harry Potter neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui no show do Rakes e foi bem legal - não valia 50 reais, mas eu fui de graça então o saldo final foi positivo. Uma vez li um livrinho engraçado, Manual do Paulistano Moderno e Descolado, uma sátira da classe média alta moderna paulistana - oes estudantes de comunicação e artes, pessoal da imprensa, os pseudo-intelectuais. Só que li oi livro meio naquelas, quer dizer, entendi o que o cara quis dizer, mas não por experiência própria (exceto por uma festa de aniversário há tipo 6 anos, de um jornalista amigo do meu pai, que foi no consulado britânico e era cheio dessas pessoas, mas ainda eu não conseguia entender muito bem o que era aquilo). Bom, ontem no Funchal foi um festival dessas pessoinhas - rodinhas descoladas de gente super moderna falando das últimas viagens à Europa e à NY e... ignorando com veemência as bandas no palco, quer dizer, elas vão pra fazer SOCIAL e não pra ouvir a música. It's all about status. Eles só não percebem que são tão fúteis quanto eles gostariam de não ser.. argh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco antes das férias fui numa rave com uns amigos ravers. E um lugar desses poder merecer várias críticas, mas algumas coisas são LOUVÁVEIS: ninguém vai lá pra fazer social, pra ficar bonitinho e descolado entre os amiguinhos. As pessoas estão lá pra reverenciar a música - ela é a atração principal, it's all about music, ninguém se importa com nada (é tipo dance like nobodys wathcing mesmo), as pessoas de tribos diferentes realmente se respeitam... E, bem, é meio um mundo à parte. Não, não virei uma mina do trance... iria de novo, mas só caso fosse de graça (de novo). É divertido, acho, mas só uma vez na vida outra na morte. E o rocknroll ainda é o que gets me going. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços e desculpem esses posts biográficos, sem reflexões bizarras, mas tava numa pegada de contar o que aconteceu de diferente. Volto logo... ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Depois de tanto tempo sem postar, será que alguém ainda entra aqui?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-3469038489785053323?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/3469038489785053323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=3469038489785053323&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/3469038489785053323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/3469038489785053323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/07/3-meeeses.html' title='3 meeeses'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-1535478073866500963</id><published>2007-05-06T23:13:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T00:42:30.000-03:00</updated><title type='text'>Um motivo, um só</title><content type='html'>Eu não consigo conviver de forma harmoniosa com a consciência de que existe algo a ser feito. Eu enumero minhas obrigações e não consigo prosseguir se não tiver resolvido aquilo que está pendente. É por isso que vim até aqui hoje; como se fosse possível vir até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que essas coisas, esses textos, eles são frutos da necessidade. Dãr, óbvio. I mean, só dá pra vir escrever quando é realmente necessário. Quando eu realmente preciso colocar pra fora alguma coisa que tá na minha cabeça, essas coisas. E se você fizer tipo um gráfico, comparando minha freqüência de textos com  meu contentamento em relação às minhas amizades, verá que quanto mais feliz estou, menos escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, coloquemos assim: já que nos últimos tempos, 6 meses, tenho convivido com as companhias mais legais possíveis, e dá pra falar de tudo com elas - caralho, dá pra falar de lost e do harry potter, de inveja e de ódio, de sentimentos bizarros, e de putarias absurdas, e de noites cheias de drogas ou sei lá, de qualquer coisa -, então eu não preciso vir aqui e tentar escrever pra entender como eu me sinto. Tipo, é como se com eles fosse mais fácil sabe? É tudo tão difícil, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é tão difícil viver pro fim-de-semana&lt;/span&gt;, eu vivo prum eterno fim de semana. No literal e no figurado, minha vida chata faz com que durante a semana eu deseje o sábado e o domingo e viva pra eles, e num panorama maior, faz com que eu veja O GRANDE FIM-DE-SEMANA lá na frente. Sabe, aquele, bem longe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu decidi que... não decidi nada! E é impressionante como, puta merda, a música ajuda a gente a agüentar. Não quero me repetir, mas eu sempre me repito é normal. EU olho minha vida e vejo que as coisas a que eu me agarro pra viver são tão frágeis, umas felicidades idiotas e passageiras, sabe? Mas... droga, talvez seja isso mesmo né? Ir pegando uma coisa aqui, outra ali... É tipo evite a ressaca, mantenha-se bêbado: evite a infelicidade, mantenha-se fazendo pequenas coisas que te deixem feliz. Alguém ainda acredita em ser feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fundo, ainda bem que eu sou sei lá, compreensiva e paciente. E vou viver, daqui pra frente, me empenhando para falar frases de efeito. Sabe, aquelas coisas que a gente diz/escreve que fazem todo o sentido, que as pessoas repetem pras outras em segredo, ou põem no nick? Frases desse tipo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-1535478073866500963?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/1535478073866500963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/1535478073866500963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/05/um-motivo-um-s.html' title='Um motivo, um só'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-8597627296768084212</id><published>2007-04-01T01:33:00.000-03:00</published><updated>2007-04-01T01:54:26.652-03:00</updated><title type='text'>A trilha sonora do céu</title><content type='html'>Se o rabino, PUTA MERDA, O RABINO, rouba gravatas e não consegue explicar PORQUE, e os aeroportos do país são todos FECHADOS e NOBODY GIVES A DAMN, então o que há de errado comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cogitando seriamente parar de escrever aqui, porque tem soado como uma obrigação. Eu não tenho tido o feeling, talvez porque tenho escrito muito na faculdade então minhas capacidades... como, hum, escritora, estejam sendo totalmente utilizadas nos deveres acadêmicos. Ou talvez porque eu tenha perdido a sensibilidade pras coisas legais de escrever, é uma possibilidade, certo?&lt;br /&gt;Tenho feito muitas coisas dignas de... sei lá,  tenho vivido os melhores momentos da minha vida. E ontem rolou um negócio meio de filme, pela maneira como aconteceu. Eu disse pra Marina que eu estava perdida, que não sabia o que seria de mim. Eu tava na porta do Black Label, numa situação deplorável, quero dizer, de ebriedade. Não interessa como, mas eu tava. E ela me disse que não. Que eu tava enganada, que eu precisava rever meus conceitos. Que a perdida não era eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo então que minha vida é a eterna luta entre o fazer algo que está enraigado como errado e arrumar meios racionais de justificar esse algo. Nem tudo que a sociedade condena está essencialmente errado. O que é errado? Não, não sou homossexual. O que acontece é que... por mais que eu tente, eu sempre terei a consciência pesada por fazer coisas que sempre me disseram que eram erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é que eu vou conseguir fazer as coisas sem pensar que estou.. pecando ou que é super errado e decadentemente moral? Percebo que pra um montão de coisas não sou muito madura. Na verdade sou até um pouco irresponsável em alguns aspectos. Mas todo mundo é não é? A gente não amadurece de uma vez. Sei lá, tem aspectos da vida com os quais a gente sabe lidar melhor, outros não. As pessoas cobram, sabe. Amadurecimento. Precoce, de preferência. Aí eu não sei o que acontece. O efeito é esse: essa mulecada pagodeira fútil idiota, de corrente de semente no pescoço, que aos quinze pega o carro da vó e dá perda total (história verídica ok).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não acredito em mais nada. Não acredito no povo brasileiro, nem no Brasil, não acredito que seja possível mudar qualquer coisa. Sou a geração cansada de tentar sem ter tentado. Meu professor que disse isso, god bless him the man is hot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda vez em que escrevo um post, imagino final dele como o final de um filme no qual tomadas do dia-a-dia são mostradas pra dar a idéia de que apesar de tudo, e com tudo, e por causa de tudo, a vida continua, quase sempre. A vida sempre encontra meios, cara, não é fascinante? A natureza, não importa o que o homem faça, ela vai encontrar um jeito de se sobressair. Em todo lugar tem um ser vivo, você pode asfaltar e colocar prédios, mas se olhar mais perto vai ver uma carreira de formigas. Pode destruir tudo e modificar tudo, mas aí vai abrir o armário e vai encontrar uns carunchos no feijão (argh). Ou então você pode criar redes que canalizem todo o lixo que o ser-humano produz e lá estará a barata, o rato, que sobrevive desse lixo. Falando nisso, saiu o resultado do meu exame de alergia e eu tenho alergia a... baratas. Que tipo de pessoa tem alergia a baratas? Quero dizer, então eu tenho que parar de comer baratas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida sempre continua, ela tem os altos e baixos,  e como tem baixos, cara - mas os altos, tão curtos e raros, talvez (e só talvez) compensem os baixos.&lt;br /&gt;Eu juro, juro, que esse post todo sem-nexo é culpa do Jeff Buckley. E eu não tô exagerando quando digo que ele é um gênio. Tipo um cara que não era desse mundo, a música dele não é daqui cara. É algo meio... divino. É a trilha sonora do céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-8597627296768084212?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/8597627296768084212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=8597627296768084212&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/8597627296768084212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/8597627296768084212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/04/trilha-sonora-do-cu.html' title='A trilha sonora do céu'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-2238641685752565077</id><published>2007-03-09T11:56:00.001-03:00</published><updated>2007-03-09T14:27:48.397-03:00</updated><title type='text'>O desânimo</title><content type='html'>As vezes tenho uns pensamentos desanimadores. Porque manter um blog se eu não atualizo ele com freqüência, se não é um blog jornalísticos nem de comportamento nem de música e, portanto, não oferece nada realmente legal às pessoas que o lêem. Soa um pouco falso, mas é verdade. Queria escrever um blog que representasse algo - que informasse efetivamente, tipo o papelpop, o lostinlost, o popload, esses blogs que eu leio e que dizem something. Mas fico com receio; sempre que quero fazer algo novo, a idéia de que não vou fazer nada novo me impede. Vou explicar: fico pensando que dificilmente eu vou conseguir ser melhor do que os outros que já fazem algo parecido, e eu não consigo fazer nada se eu não for a melhor. É meio brega, não funcionava assim na escola (eu não precisava tirar sempre 10, pelo contrário), mas sempre foi assim com tudo com que me envolvi na vida - se for pra fazer, que eu seja a melhor naquilo que eu faça. Sempre. E esse pensamento me impede, as vezes, de meter as caras e fazer certas coisas que eu poderia fazer. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas últimas semanas foram um pouco conturbadas. Vou explicar: no carnaval fui pra Bertioga com os amigos mais legais do mundo. Lá, dormi de mau-jeito e adquiri uma pequena torcicolo no pescoço, que em vez de ir diminuindo até sumir, se tornou uma inflamação crônica dos nervos do pescoço que me impedia de dormir e me deu até febre. Aí comecei a tomar um antiinflamatório potente, mas os efeitos colaterais dele se manifestaram todos (desde vômito e tonturas até distúrbios do sono tipo insônia), e eu parei de tomar o remédio. Aí tudo bem, só que dois dias depois acordei com faringite, ou seja, aquela dor de garganta fudida que tem pus e dá febre. Aí tomei antibiótico, que acabou hoje, e passou a dor de um lado, mas aí começou do outro e eu vou ter que tomar de novo o antibiótico (chamado Astor, veja só) por uma semana. O importante é que no meio de tudo isso e do calor infernal que está fazendo (mais o calor do meu quarto que é ABSURDO), eu não estava dormindo direito. Acrescente a isso alguns problemas de ordem familiar (já resolvidos, mas enfim) e eu tive uma semana infernal. Não tive clima pra nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tudo passou (ou está passando), mas o problema é que eu não tô agüentando mais uma outra coisa. Mesmo. Meu trabalho. E as pessoas não ligam mto pra isso, quero dizer, ninguém gosta mto de trabalhar e todo mundo já passou por essa crise de desmotivação né? Mas é que no meu caso é um pouco diferente. Meu estágio foi feito pra durar seis meses, estourando um ano. Isso pq ele é na agência da faculdade e não tem pra onde crescer na agência da faculdade. Em 6-7 meses o cara já aprende tudo que dá pra aprender. Depois disso, é tédio. Rotina. MUITA. E aqui é muito rotativo - ninguém fica muito tempo, justamente por esse motivo. Então as pessoas vem e vão e eu vou ficando, ficando e ficando.. E procuro e procuro e procuro um emprego, todos os dias, mas nada dá certo. Eu tô absolutamente desmotivada do trabalho e isso têm me desmotivado da faculdade, embora eu não esteja deixando isso abalar meu desempenho acadêmico. Acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E peço perdão por só falar dos meus problema, mas tudo bem né. O que interessa é que eu não estava dormindo direito por causa de todos aqueles problemas (acho que fizeram macumba pra mim), e nos últimos 4 dias, nos quais tenho dormido até que bem, tenho sonhado coisas incríveis da maneira mais real que já aconteceu. Numa tarde, sonhei com um cara incrível que não conheço mas que seria o amor da minha vida - ou seja, pelo menos eu já sei quem vai ser se eu encontrá-lo por aí. Essa noite, um sonho assustadoramente real sobre um meteoro caído em São Paulo e com referências a um sonho que eu tive faz tempo que remetia ao fim do mundo. Vocês já ouviram falar em sonhos lúcidos? Eu já falei disso aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, sabe quando você sonha e de repente, no meio de uma situação de perigo, se dá conta que está num sonho? Normalmente, quando isso acontece, em pouco tempo o sonho termina. Pois bem, a técnica que desenvolve o sonho lúcido promete controle sobre essa consciência. Ou seja: você sonha 100% do tempo consciente que é um sonho, você sonha com consciência, o que te possibilita fazer o que quiser dentro do sonho, ou seja, viver uma outra vida à noite. Os especialistas garantem que é incrível e que não impede seu descanso à noite. Eu até já tentei desenvolver a técnica, mas envolve uma disciplina que eu não tenho, de diariamente descrever o que vc sonhou assim que acordar e outras coisas chatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito em positive vibrations no universo e acredito em outras coisas bizarras tbm, como que tudo que imaginamos existe de alguma maneira. Então eu peço que quem esteja lendo isso sejá lá onde for de alguma forma me deseje sorte nas coisas que eu quero. Todas elas, sabe; porque ultimamente, tá bem dificil acreditar nas coisas. :(&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-2238641685752565077?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/2238641685752565077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=2238641685752565077&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/2238641685752565077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/2238641685752565077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/03/o-desnimo.html' title='O desânimo'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-7302124035618374691</id><published>2007-02-26T13:33:00.000-03:00</published><updated>2007-02-26T13:34:21.226-03:00</updated><title type='text'>How quick the sun can drop away</title><content type='html'>Do céu ao inferno em algumas horas.&lt;br /&gt;Tipo uma montanha-russa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-7302124035618374691?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/7302124035618374691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=7302124035618374691&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/7302124035618374691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/7302124035618374691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/02/how-quick-sun-can-drop-away.html' title='How quick the sun can drop away'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-3280448264598253090</id><published>2007-02-13T17:29:00.000-02:00</published><updated>2007-01-28T23:46:03.700-02:00</updated><title type='text'>A pausa preenchida</title><content type='html'>O título foi uma inútil tentativa de me inspirar. Porque eu sentia uma necessidade de atualizar, mas não conseguia pensar em nada pra escrever (nossa, pra variar. Vou lançar a 1ª promoção do Blog da Ana: quem acertar o número de vezes em que eu comecei um texto dizendo que não sabia o que escrever ganha um Ipod Nano 4GB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, minha vida tem sido bem monótona. Tipo, eu resolvi mudar de vida. Acorda cedo e tal. Pra quem não sabe, meu trabalho é das 13h00 às 19h00, o que geralmente permite que eu acorde às 11h00 da manhã todo dia. Indo dormir à 01h00 da manhã, isso totaliza dez horas de sono diárias, mais do que suficiente pra repôr as energias do dia que passou. Contudo, dormir muito, como vocês sabem, traz mais sono - e eu fico assim, capotada no trabalho, mesmo tendo dormindo pra cacete. Aí resolví mudar de vida. Tipo, organizei uma agenda onde eu coloco todas as horas do dia e coisas a fazer. Coloco tudo, tudo mesmo, tipo "banho", "almoço", "trabalho". E cada vez que eu atinjo com sucesso uma tarefa eu coloco um "OK". O "OK" é simbólico, só pra eu ter a sensação que o dia está sendo produzido; e como são muitas coisas pra fazer, principalmente agora que estou de volta às aulas, assim eu fico mais animada a ir fazendo as coisas pendentes. Inclusive, a frase "escrever no blog" era o último dos tópicos na seção "trabalho" da minha agenda, do dia 13/02, e acabei de marcá-lo com um "OK". Pra não perder o costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei o post de uma pausa preenchida porque eu estava aqui, no trabalho, sem fazer nada. Explico: já executei todas as atividades de hoje, de maneira que tenho o resto do tempo livre. Assim é um estágio; você trabalha e sempre sobra um tempinho pra fazer nada. Ok, o meu é assim. Eu gosto - queria ficar aqui pra sempre, mas tenho mais ambições do que os aproximadamente 450,00 mensais me permitem. E foda-se se eu falei meu salário; sempre achei idiota isso de ser falta de educação perguntar quanto alguém ganha. Entendo que é uma questão de segurança, se um dia eu tiver um salário de tipo 8 paus não vou sair falando, mas enfim, por enquanto o meu salário mínimo não deve oferecer perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à minha agenda (ela não é precisamente uma agenda, são umas folhas improvisadas no meu novo caderno), no topo dela, assim que eu acordo (em tese), está "ler o jornal". Ou seja, estou me organizando pra ler o jornal todo dia. Da mesma maneira, agora saio com o MP3 ouvindo rádio, a CBN, e não música. É meio trash, porque na hora do almoço (hora que eu saio pro trabalho e, portanto, pego ônibus e ouço o MP3), os comentários são em maioria sobre economia, mas mais umas três semanas e eu vou estar por dentro das tendências do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que minha agenda não deu totalmeeeeeeeeente certo. Primeiro porque hoje eu acordei no horário (08h30), só que tava com brônquite; aí fiz inalação mas o remédio da inalação meio que dopa a pessoa, dá um puta sono. Aí capotei até as 11h05 (!), quando acordei, li o jornal, tomei banho, almocei e saí pro trabalho 12h10, o que, convenhamos, foi um puta aproveitamente do tempo. Enfim, se eu planejava fazer tudo isso acordando 8h30 e fiz acordando 11h05, talvez a agenda esteja dando certo sim e eu esteja aprendendo maneiras novas e incríveis de esticar o tempo. Minha tia é meio entendida de coisas esotéricas e ensinou um tipo de... simpatia, ou exercício, pra controlar o tempo. É meio doido, mas uma vez eu tentei no meu antigo trabalho, porque a hpra não passava de jeito nenhum (era impressionante), e não deu certo. Sem querer manchar a credibilidade da minha tia, mas assim, não rolou. Era bem louco, você tinha que se concentrar e imaginar que o Tempo (assim, em maiúscula) estava concentrada entre suas mãos. Aí você aproximava as palmas da mão bem devagar, bem concentrado, pra esticar ou alongar o tempo. Vou dizer pra minha tia que é mais eficaz acordar atrasada. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se contei (acho que não), mas passei no exame de direção. Não comprei, mas tive uma mãozinha do examinador porque minha o vô da minha prima (sogro da minha tia manipuladora do tempo) conhece o delegado de trânsito de SBC. Aí o examinador deu um puta boi, me avisava quando eu esquecia seta e até me avisou uma hora que eu quase saí em segunda. Mas não conta, eu tava nervosa. Aí no outro Domingo peguei o carro com a minha mãe e foi um desastre. Mesmo. Mas é também porque eu fiquei nervosa, vai. Porque com o Celta eu dirigia direitinho (o Celta da auto-escola). E também porque eu nunca tinha dirigido no percurso que minha mãe escolheu, e tinham muitas rampas, e o carro insistia em morrer em todas elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem pela pobreza do post (Outra promoção: quem acertar quantas vezes pedi desculpas pela idiotice do post ganha um Nokia C160 desbloqueado), e realmente eu achei ele meio fraquinho. Mas era só pra preencher. Quem sabe daqui uns dias eu não volto totalmente inspirada e com uma idéia incrível e inovadora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-3280448264598253090?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/3280448264598253090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=3280448264598253090&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/3280448264598253090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/3280448264598253090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/02/pausa-preenchida.html' title='A pausa preenchida'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116943881125117514</id><published>2007-01-22T01:46:00.000-02:00</published><updated>2007-01-24T19:15:37.186-02:00</updated><title type='text'>Aquelas imagens estranhas e aleatórias..</title><content type='html'>Ahn, a falta de rotina deveria estar me inspirando, com freqüência semanal, posts intensos e extensos (trocadilho infame uh?!) sobre todas as coisas que vem me acontecendo. Mas não há falta de rotina - porque se há uma repetição de falta de rotina, então essa acaba se tornando rotina, pra começar. Em segundo lugar, porque algumas coisas podem parecer diferentes, eu posso parecer diferente, mas no fundo muita coisa continua igual. Começo 2007 com alguns velhos novos e divertidos amigos, um piercing a menos (1 - 1 = 0), muito mais gergelim e castanhas na salada (culinária mediterrânea rulez), um emprego velho, nenhum desafeto - que eu lembre - e um monte de coisas engraçadas pra contar. É, no mínimo, um balanço elogiável. Só de começar 2007, mesmo que eu não tivesse nada disso, seria elogiável, porque nos dias de hoje eu considero vitoriosa (ou sortuda) a pessoa que sobrevive pro outro dia. I mean, é tão fácil morrer. Ou você morre de assalto, ou atropelado, ou num acidente de carro com seu amigo bêbado ou, quem sabe, o chão desaba sob você - as possibilidades são tantas que fica até difícil não morrer hoje em dia, de maneira que se você está lendo isso, rapaz (ou moça), sinta-se privilegiado. Saiba que você pode ser atingido por um enfarto a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zicas à parte, quero registrar que isso foi uma brincadeira de leve mau-gosto mas que se você considerar que  é uma brincadeira você estará a salvo da zica. Eu jamais me perdoaria se alguém morresse lendo isso, talvez eu nunca soubesse realmente, mas se eu soubesse seria estranho. Então, por favor, não morra agora. Nem nos próximos dias/meses, senão você vai associar com o texto do blog, e não vai ser saudável. Até porque estar morto não é saudável. É?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo me disse que essas tragédias são o que chamamos de .. controle populacional. Aprendi em geografia, era meio cruel mas aprendi. É, eu chamo de fim do mundo. Fiz um post sobre isso uns tempos atrás, não sei quando, mas enfim. Li uma coisa tão besta esses dias e que eu leio sempre, mas que de repente fez um sentido enorme pra mim. Estranho como a percepção pode mudar em função de todos os fatores ambientais. Enfim, a frase diz que a terra é um ser vivo e, como todo o ser vivo, tem instinto de sobrevivência. Ou seja, ela não vai permitir ser destruída, não sem se defender. Essas coisas que acontecem são a terra se defendendo. São a terra dizendo "aháá, te peguei", ou "venha cá, seu rato velho, tome esta! e esta", ou "vou acabar com vocês, miseráveis". Ok, foi horrível, desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a vida, se você olhar ao redor, é feita de gente com calças cigarrete e óculos ray-ban. A vida tem trilhas sonoras alternativas, tipo Interpol e She Wants Revenge, e alguma coisa de Arcade Fire pros momentos apoteóticos e de Queens of the Stone Age pras passagens sombrias/eróticas. Essa é a discotecagem da vida. Um dia eu faço a "videotecagem" da vida (existe videotecagem?), quer dizer, o VJ é aquele cara que n os shows põe as imagens no telão. Sacam? Aquelas imagens estranhas e aleatórias que só fazem um sentido enorme quando você está chapado. As pessoas falam mal das drogas, mas tem muita coisa que faz muito mais sentido quando você está chapado. E tenho dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como eu me tornei... isso. Uma zumbi, algo que não dorme nem acorda direito. Acontece que tem uma semana que eu não estou dormindo de forma propriamente dita. Que eu durmo 4 ou 5 horas e acordo. Aí, cansada, fico 4 a 5 horas acordada, um pouco mais talvez. Ai deito e durmo umas 3 horas. Aí acordo. E por aí vai. Isso faz com que eu nunca esteja totalmente cansada para dormir bem nem totalmente acordada para viver alerta, o que é estranho e cansativo e não muito saudável, mas eu não tenho muita culpa. As férias são loucas assim, principalmente se a gente sai pra chegar as 6 e tem aula de direção as 10. Falando em aula de direção, sim, as estou tendo. Já to terminando na verdade, só faltam duas, meu exame é na próxima semana. O único problema é o meu instrutor idiota, que fica insistindo pra que eu 'contrate' (é o eufemismo que ele usa para 'comprar') a carta. O cara é patético e corrupto e idiota. E ainda tem a cara-de-pau de me dizer que a auto-escola não fica com nada dos TREZENTOS REAIS do preço da carta. Que vai tudo pros fiscais. E eu sou idiota. Posso até ser, porque tenho que confessar - na primeira vez que ele me falou e ficou me oferecendo a 'contratação', como ele diz, eu fiquei tentada a comprar. Ele me botou um puta pânico e até agora eu estou meio tensa e convicta que não vou passar. Mas aí cheguei em casa e minha mãe me colocou nos trilhos novamente. Foi um breve lapso adolescente. Acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu espero que eu tenha mais inspiração antes de Setembro, porque está ficando difícil escrever sem ela. Agradeço o prestígio de vocês (sem piadas com o chocolate, sei que você pensou mas não diga porque não foi engraçado) e espero muitos comentários (mentiras) e... recadinhos (igualmente mentira) e... lembranças, também, e convites para festas doidas como a que eu fui ontem. A festa que eu fui ontem comprou minha passagem pro inferno. Na primeira classe, como diz o Kaiser Chiefs. Não importa que eu não tenha feito nada (muito) errado, mas só estar na festa já é pecado suficiente, acreditem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu conto sobre a tal festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, melhor não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: "Postei" isso dois dias atrás, mas percebi que não tinha postado, salvei como rascunho sem querer. Ou seja, está levemente desatualizado... Mas ainda vale, ninguém pode mudar tanto em dois dias. Ou pode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116943881125117514?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116943881125117514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116943881125117514&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116943881125117514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116943881125117514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/01/aquelas-imagens-estranhas-e-aleatrias.html' title='Aquelas imagens estranhas e aleatórias..'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116846692046997194</id><published>2007-01-10T19:30:00.000-02:00</published><updated>2007-01-10T20:08:40.603-02:00</updated><title type='text'>A incrível lista</title><content type='html'>As ironias, as ironias. A gente passa o ano inteiro clamando pelas férias e quando elas chegam fica sem ter o que fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, a síndrome do ócio me atingiu no início, mas eu prontamente tomei providências para erradicá-la. Agora falta tempo e eu durmo pouco, wow, isso não é incrível? Pra voc, que está também de férias, e se encontra entediado, chateado, perturbado, enfim, se encontra PERDIDO (adoro o humor dessa expressão, "se encontra perdido", é demais), vai o MANUAL PRÁTICO DE COMO ARRANJAR ALGO PRA FAZER NAS FÉRIAS DO BLOG DA ANA, VOLUME I, JAN/2007:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenha uma conexão tipo Speedy ou Velox, daquelas à cabo. É o primeiro passo para algumas das dicas abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Procure no Google expressões curiosas, como "cocô de cavalo", ou o seu nome completo, e veja os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se interesse por assuntos de nerd, como Harry Potter, Senhor dos Anéis, Jornada das Estrelas ou seriados de mistério, tipo Arquivo X e Lost. Você vai poder freqüentar centenas de milhares de fóruns/blogs relacionados e ler milhares de textos a respeito, fora os pod/videocasts. Você nunca vai ficar sem ter o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Torça para sua internet ficar sem funcionar, assim você pode ocupar seu tempo ligando para o Atendimento ao Cliente do seu provedor e ainda ouvir aquelas musiquinhas sensacionais de espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Suje pratos e louças diversas, assim você vai poder lavá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tome mais de dois banhos por dia (a escassez de água que se dane, tudo em nome do enforcamento sumário do ócio detestável)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À tarde, filmes incríveis e quase inéditos são exibidos na Seção da Tarde. Confira as confusões dessa turminha animada, que vai aprontar muito e causar muita confusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa é sensacional: pegue os manuais de todos os itens da sua casa - aqueles que você nunca lê, sabe? E leia-os, todos. Você vai descobrir coisas sensacionais sobre seus eletrodomésticos. Semana passada eu descobri um dicionário no meu celular e um joguinho no microondas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Abra seu MSN e clique em adicionar. No campo em branco, cole esse sufixo aqui: @hotmail.com - antes da @, escreva nomes como "joão", "maria", "renata", "carla" ou qualuer outro que você quiser. Você vai fazer amizade com pessoas maduras e que com certeza já conhecem as manhas e macetes desse mundão da internet há muitos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenha um blog e escreva idiotices nele toda vez que nenhuma dessas dicas funcionas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjs e abraços, pessoal, quando tiver mais inspirada coloco algo decente aqui, prometo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116846692046997194?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116846692046997194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116846692046997194&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116846692046997194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116846692046997194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2007/01/incrvel-lista.html' title='A incrível lista'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116752195035793203</id><published>2006-12-30T21:24:00.000-02:00</published><updated>2006-12-30T21:39:10.403-02:00</updated><title type='text'>We're going to hell anyway let's travel first class</title><content type='html'>Difícil escrever com música, difícil organizar os pensamentos depois de tanto tempo sem postar e tanta (?) coisa acontecida, tanta coisa pra falar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro que essas datas comemorativas significam cada vez menos e menos pra mim. Possivelmente vou passar o ano-novo sozinha - isso, em casa, só eu, minha mãe vai pra casa da família do meu padrasto e eu não tô afim. Aí fica um negócio de "ai como ela é anti-social", mas vejam bem, é apenas ficar sozinho em casa como eu faço em todos os outros dias, quer dizer, só é o ano novo, e daí??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas férias tediosas, aquelas que prometiam livros e seriados incríveis.. Não cumpiram a promessa. Os dias passam e eu sem nada pra fazer. Só tenho baixado música, mas nunca arranjo tempo pra ouvir tudo o que eu baixo e fico com a consciência pesada. Até porque eu sou meio chata pra ouvir música; quer dizer, eu OUÇO música, não gosto de ler enquanto ouço música ou fazer alguma outra coisa que exija atenção, eu gosto de dedicar-me toda à música. Por isso tenho dificuldade de escrever com música, de ler. De conversar no MSN tenho não, mas tudo bem. Aliás, tenho me sentido com 13 anos novam ente; quando ICQ era tudo que importava, e os grandes amigos e as grandes conversas vinham de lá, do ICQ. E tudo que a gente fazia era ficar no ICQ, rindo e conversando, falando merda, flertando (é um belo verbo, não?), essas coisas que arrancam risadinhas (giggles).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que quando eu tinha 13, embora tivesse uma amizadezinhas de 13 beeem venenosas, não rolavam umas falsidades homéricas pela internet, como a que eu presenciei esses dias. Uma amiga disse que HOMEM NENHUM PRESTA. E eu to começando a concordar com ela, tirando todas as merdas que a gente já sabe que os homens são capazes porque a gente se ferrou com eles, tem o machismo. E tem outra coisa também, que eles não assumem e creditam à nós, mulheres, mas que eles desenvolvem com matesria, também: fofoca e a tão falada em um post passado aí, a falsidade. Marmanjos falando mal dos outros pelas coistas, tsc tsc. E eu que achava que a música mudava as pessoas; mudou a mim, que sou boba, fraca, legítima, sei lá. Não a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu fico aqui; eu, o vídeo pornô do Colin Farrell, os livros lidos, relidos e rerelidos - os não-lidos também, LOST e Heroes, Harry Potter and the Deathly Hallows, o Prison Break que me espera, os CDs que eu ouço e os que eu não ouço, as coisas que eu ganhei de Natal e as que eu ganhei mas que não foram de Natal.. Espero uma atitude, algum lugar pra ir, alguma coisa pra fazer, uma noite agradável pra sair, essas coisas que todo mundo espera d eum jeito ou de outro. Mas nada aocntece, aí só fica nessas nerdices de Orkut MSN etc E ISSO ENCHE. Parece que deforma o cérebro. Deprime, indispõe. Dá vontade de dormir o dia inteiro. Então eu paro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E venho pro blog escrever. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha certeza que tinha mais, tinha.. tinha. Acho que não tem mais, então.&lt;br /&gt;Desculpem pela baaaaixa qualidade de conteúdo. É que a falta do que fazer, como eu disse, atrofia meu cérebro e priva de criatividade. Sorry. Prometo exercitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116752195035793203?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116752195035793203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116752195035793203&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116752195035793203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116752195035793203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/12/were-going-to-hell-anyway-lets-travel.html' title='We&apos;re going to hell anyway let&apos;s travel first class'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116564509215628518</id><published>2006-12-09T04:16:00.000-02:00</published><updated>2006-12-12T12:48:29.770-02:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a inveja (ou "O mundo me cansou")</title><content type='html'>To tipo cansada do mundo. Não cansada no sentido depressivo-quero-me-matar style, embora esse seja velho conhecido meu (sou emo). Cansada-indignada, cansada-não-aguento-mais-essas-pessoinhas. As pessoas falam de coisas horriveís e detestáveis como se elas fossem absolutamente normais e admitíveis. Inventam coisas que prometem facilitar nossas vidas e perdemos metades dessas vidas na fila da assistência técnica pra consertar essas coisas. Quero deixar bem claro que o que me cansa é o mundo; a vida, essa não me cansa. Ao contrário; quanto mais o tempo passa, mais amor tenho pela vida e pela minha vida, algo que é extremamente estranho a mim. Eu não costuma dar valor a minha vida. Sem brincadeira. Não que eu vivesse perigosamente; mas simplesmente.. eu não me importava. Tipo, fosse o que viesse (viesse o que fosse, viesse o que viesse ou fosse o que fosse), dane-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas metem o pau na inveja. Puta que o pariu. Falemos um pouco dessa merda. Inveja é a porra do sentimento mais abominado do mundo. Ninguém admite ter inveja e ninguém quer que os outros tenham inveja de si. Pergunte pras pessoas qual o pior sentimento do ser humano; alguns dirão pena, mas a maioria pensa que é a inveja. Nos blogs, Orkuts e flogs miguxos da vida, dá pra encontrar fácil fácil em uns 87% deles um "OdEiU: InVeJa, FaLxIdAdi". A Falsidade nem vou comentar pq pra mim ela tem um caráter interpretativo. Teatro mesmo. Não que eu seja a favor dela, naturalmente, e quem me conhece pode me dizer o quão oposta eu sou desse negócio de falsidade (quer dizer, sou absolutamente espontânea). Existe kinda uma moda de achar que tudo é inveja e que todo mundo tem inveja de você. Em quantos lugares vc já leu aquela fatídia (e nojenta) "A sua inveja é meu ibope"??? O negócio é o seguinte. A inveja move o mundo. E, c'mon again - o que é a inveja?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a inveja for "desejar ter algo que outra pessoa tem", que é uma definição plausível, creio (concordam?), então fudeu. Porque todo mundo tem inveja. Quer dizer, a gente sempre deseja ter o que os outros tem; é tipo normal, acontece todo o dia, desde o dia em que entendemos o conceito "dinheiro" e o conceito "bens consumíveis", ou seja, todas as coisas. Anyway. Se a inveja for isso, então, ela é boa; porque muitas vezes é o nosso combustível. Ver que alguém conquistou algo que nós não temos e queremos pode e quase sempre serve de estímulo pra lutarmos e conquistarmos também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora.. se a inveja for "desejar ter aquilo que a outra pessoa tem, exatamente aquilo; tirar dela e pegar pra você, OU, se você não pode ter ninguém terá", aí sim que é algo meio do mal. Primeiro porque é uma palavra incrível, quer dizer, IN VE JA pra dizer todas essas coisas ao mesmo tempo. Segundo, porque é muuuuito maligno. Meio de novela, né? Quando eu dizia pra minha mãe "isso é tudo mentira!", me referindo às novelas, ela dizia "é, mas existe isso aí na vida real simmm", e eu nunca acreditei muito. Essas caricaturas, estereótipos sabe? Meio lance da Paris Hilton lá embaixo. Existe gente ruim, mas essa coisa "Malhação", de arquitetar planos pra destruir a vida dos outros? I mean, existe, eu já ouvi falar e tudo mais, mas não é tão frequente quanto nas novelas. Ou é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa nada a ver, mas o blog é meu então c'mon. Eu fico meio deslumbrada, no Natal, com a decorações. Não tem essa de "aii odeio Natal, capitalismo barato, gente triste etc", eu tbm odeio o Natal nesse lance.. Não significa nada pra mim (simbolismo e tal), mesmo; só sei que quando chega o Natal, e aquelas luzinhas enchem a cidade (falo mais especificamente das luzinhas, não dos papais-noéis nem das renas - o que me agradam são as luzinhas), eu sinto no ar. Eu consigo respirar o Natal; sério. Achei que era com todo mundo. Alguém sente assim também? Me lembra coisas da infância e por isso eu consigo respirar o Natal. É tipo um trauma bom; ao contrário do trauma ruim de, por exemplo, nunca ter tido um cachorro. Gatos eu tive aos montes, mas nunca tive cachorro. Talvez por isso eu tenha dificuldade de lidar com criança. Quer dizer, eu adoro crianças, mesmo, mas não sei lidar com elas, porque não consigo ficar falando com aquela vozinha e de um jeitinho bunitchinho axim. Sei lá, sinto vergonha de mim mesma, vergonha pelos outros me vendo falar assim. É tosco. Aí falo com as crianças como se elas fossem quase adultas; mas eu acho legal, de certa forma. Se eu fosse criança, gostaria de ser tratada assim, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum.. That's all folks (for a while)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116564509215628518?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116564509215628518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116564509215628518&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116564509215628518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116564509215628518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/12/ensaio-sobre-inveja-ou-o-mundo-me.html' title='Ensaio sobre a inveja (ou &quot;O mundo me cansou&quot;)'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116536532243781917</id><published>2006-12-05T22:19:00.000-02:00</published><updated>2006-12-05T22:35:22.453-02:00</updated><title type='text'>Push me, pull me</title><content type='html'>Eu hostilizei o Chorão durante anos (pra quem não sabe, a maior comunidade do Orkut, a primeira, "Eu Odeio o Chorão", de 35 mil pessoas, era minha, mas eu a apaguei) porque, entre outras coisas, ele cantava o verso ridículo "eu não sei fazer poesia, mas que se foda". Mas agora eu me dei conta que me sinto quaaaase da mesma forma. Eu não sei fazer poesia, eu nunca soube. Mas eu realmente me importo com isso, ao contrário (aparentemente) do Chorão. Quer dizer, ao mesmo tempo que eu não me imprto, eu me importo. Porque eu sou ligeiramente capaz de fazer prosa poética, o que pra mim já é suficiente! Mas a poesia, aquela coisa metrificada, milimetricamente rimada, parnasiana.. eu nunca consegui. Meu irmão faz, sabe? Mas o lance dele é mais.. estético. Como ele. Pra mim tem que ter conteúdo. Olha que incrível, a gente transporta nosso gosto na vida real pras artes. Pra mim, tem que ter recheio e tal. Meu irmão escreve aquelas coisas dele, são legais, mas estéticas; ele procura palavras bonitas no dicionário e as harmoniza de forma agradável. Não posso negar que isso seja um dom, mas sou muito mais a prosa poética, e a prosa, porque não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, como as pessoas não percebem que saber lidar com as palavras é uma arte? O português é incrível, na boa. Eu já aprendi algumas línguas, mas nenhuma é tão incrível quanto o português. Aqui falo de inglês, francês, espanhol. Não conheço italiano mas imagino, por cima, que ele seja tão incrível quanto português. Cara! As palavras, elas têm vida própria. As pessoas que sabem domá-las, cara, é um dom. Eu já li textos que eram verdadeiras obras de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, olha que coisa injusta, não consigo dar continuidade ao texto porque fica vindo à minha mente a idéia de que estou devendo pro banco. Negativa e tal, e as contas tão aí. Aí eu tento desenvolver as idéias na cabeça, mas tudo que vem à mente é "preciso de dinheiro pra cobrir tal coisa". Eu costumo fazer listas das coisas que preciso fazer, preciso comprar.. Na verdade, preciso comprar a Piauí, assinar a Rolling Stone e a Piauí, comprar um pad de borracha e madeira pra estudar bateria, pagar a faculdade e pagar o cartão de crédito. Ah, e cobrir o crédito da conta corrente. Tudo isso com um salário de 500 pilas. Ahn, e juntar dinheiro pra viajar! (ops, não consegui vencer o desafio lançado no post abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, que coisa idiota. Desculpem, isso deve ser um porre, ficar falando dos meus problemas financeiros. Vamos lá, fechando o rexto, lembrando das coisas boas: tenho uma banda e ela vai virar, passei e estou no 2º ano de Jornalismo (eita, que rápido), entro de férias do trabalho dia 19, tenho dezenas de livros, filmes e seriados pra assistir nas férias - ou seja, começarei 2007 com uma bagagem cultural way larger. (existe iss0??)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só. :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116536532243781917?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116536532243781917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116536532243781917&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116536532243781917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116536532243781917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/12/push-me-pull-me.html' title='Push me, pull me'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116528962950844318</id><published>2006-12-05T01:04:00.000-02:00</published><updated>2006-12-05T01:33:49.573-02:00</updated><title type='text'>Save it for later</title><content type='html'>E você escreve e a força acaba! E você tenta de novo, motivada pelo medo. Medo de que todo mundo que lê isso aqui pare de ler porque não atualiza &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nunca&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse negócio de faculdade e trabalho em grupo, não sei quem foi que nunca teve a idéia de mencionar isso num guia de coisas mais difíceis da vida. Na verdade, não sei como ninguém nunca teve a idéia de escrever um guia desses - ao menos eu nunca ouvi falar de um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o negócio é que realmente não é fácil. Principalmente quando se tem um leve instinto de liderança, remanescente de algo bem forte que eu costumava ter aos 12 ou 13 anos. Resumindo: eu tenho algo para liderar, mas está meio ofuscado; dependendo da ocasião ele "desabrocha" (ui!), mas ultimamente tem andado hibernando. Que nem os jacarés que hibernam; sabiam que tem jacarés que vivem no deserto, e que nas épocas de seca (ou seja, durante o ano todo, já que no deserto só chovem umas semanas no ano), eles se escodem embaixo da terra (onde é fresquinho) e hibernam? O metabolismo dele fica mais lento e eles conseguem sobreviver daquele alimento que coletaram na época das chuvas. E você pensava que eram só os ursos né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não existe nada no mundo que prove mais que o fim-de-semana da pessoa foi average quando ela DESCARADA e DESAVERGONHADAMENTE conta histórias dignas do Animal Planet. Ou seja: significa que eu assisti Animal Planet no fim de semana, e isso é decadente. De certa forma, foi numa ocasião interessante - eu estava na casa da minha vó, não ia lá faz um tempo, estava com saudades etc. E as pessoas, meu pai e tal, assistem Animal Planet lá. Mesmo assim, quem tem um fim-de-semana muuuito legal não assiste Animal Planet. Ou assiste, né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao lance de trabalhos em grupo na faculdade. Passei uns dias bem estressantes. Hoje eu perdi uns 400 fios de cabelo. Mas agora passou; aparentemente eu passei em tudo, até em sociologia, matéria na qual tirei a nota exata que precisava para passar. E quanto mais você estressa nessas semanas finais, maior é a sensação feliz de relaxamento quando tudo termina. Eu trabalho até dia 19 e isso sux; mas, de qualquer forma, estarei em casa durante todo o mês de janeiro e isso é motivo de sobra pra comemorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No post anterior, eu estava REALMENTE dopada de sono. O mais legal é descobrir que é possível EFETIVAMENTE se dopar sem precisar tomar nada que te faça um criminoso. Eu tava com sono e ouvindo Lilly Allen, mas o sono me deixou num estado meio de "meditação" muito estranho. Outro dia, eu entrei em algum tipo de transe musical, algo incrível e estranho e medonho. Estava chegando no trabalho com o mp3 e aquilo parecia ser tudo. Quero dizer, o mundo era aquilo: eu, meu mp3 a música, e eu cantando, mais empolgada do que jamais (será?( poderia estar. Impressionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa mais besta da minha vida me aconteceu ontem. Eu fico envergonhada de contar essas coisas pros outros, porque é o tipo de coisa que eu leria e pensaria "meu deus, que pessoa idiota!", mas eu gostaria de compartilhar isso. E essa última oração foi total alcoólicos anônimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Whatever. O negócio é que ontem eu fui levar a Lili, que é a minha "madrasta" (é muito estranho chamar as pessoas assim), no aeroporto. Ela foi pra Suécia ou Suiça a trabalho. O vôo era pela British Airways, com uma escala em.. Londres. E, merda, como foi ridiculamente simbólico pegar aquela fila pro check-in de.. Londres. Eu olhava em volta e tinham vários ingleses, e também tinham brasileiros. E ao mesmo tempo que eu pensava que eles estavam indo e eu não estava, eu pensava que porra, era um treinamento. Tipo um estágio na fila do check-in.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu desafio é: dois posts sem falar de Londres / viagens pro exterior. Será que eu consigo? Ou, mais importante, será que eu quero conseguir? Talvez a única coisa que me faça continuar determinada e não desistir seja isso aqui..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ridículo, né? Se eu dependo do blog pra continuar determinada então é ridículo.&lt;br /&gt;E pelo amor de Deus, alguém me arruma um estágio onde se pague bem. Um emprego qualquer que me pague bem. Não aguento mais ganhar pouco e não conseguir juntar o dinheiro. Juntar o dinheiro..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116528962950844318?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116528962950844318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116528962950844318&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116528962950844318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116528962950844318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/12/save-it-for-later.html' title='Save it for later'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116442229350222630</id><published>2006-11-25T00:24:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T00:38:36.306-02:00</updated><title type='text'>Oh yeah I'm fine, everythings just wonderful, I'm having the time of my life</title><content type='html'>Escrevo sobre e perigosa e altamente viciante mistura de sono pesaaado e overdose de Lilly Allen. Há tempos não ouvia algo tão divertido quanto Lilly Allen. A menina é genial! É tudo tão divertido, as letras são sobres coisas cotidianas que acontecem com a gente, sensacional mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha tese de hoje é que a Paris Hilton não existe. É uma farsa. Não reparem em erros de português e nem se eu viajar muito ou algo assim. To mesmo entorpecida de sono, nunca vi nada igual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, a tese é que a Paris Hilton é um estereótipo extremo de uma figura. Puta, rica, fútil, loira, burra., americana. Tudo junto. Tá óbvio que isso é impossível. As pessoas são mais do que estereótipos, qualquer uma delas. PRA MIM, a Paris se finge de tudo isso numa atitude pensada. Ela faz isso pra testar a atitude das pessoas diante da maneira estúpida dela de agir. Paris Hilton cresceu rica e morrerá ridiculamente rica, provavelmente; de maneira que eu penso que na adolescência ele teve um lapso e leu muita filosofia e sociologia. Dessa maneira, ela forja esse comportamento para verificar que as pessoas a tratam muito bem do mesmo jeito, embora ela seja estupidamente esúpida. Faz parte de um estudo antropológico da própria Paris; tem algo a ver com interesse pelo comportamento humano, saberes do homem, LOST, Michel Foucault e Francis Wolff, entre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero escrever muuuito, porque faz tempo que não escrevo e minha cabeça tá explodindo de coisas, porque tive a semana mais atribulada da minha vida, porque to aprendendo a dirigir... Mas não vai rolar. Não agora. O sono me derruba, e eu o enfrento só pra ter a chance de escrever mais alguma coisa. E é só pra gravar no universo. Eu acredito na força das palavras. Muito.. é coisa do budismo. Mas.. London me espera; cedo ou tarde, e eu a vejo mais cedo do que tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116442229350222630?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116442229350222630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116442229350222630&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116442229350222630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116442229350222630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/11/oh-yeah-im-fine-everythings-just.html' title='Oh yeah I&apos;m fine, everythings just wonderful, I&apos;m having the time of my life'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116310658333973438</id><published>2006-11-09T18:34:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T00:14:57.153-02:00</updated><title type='text'>O mundo e os idiotas (ou: Texto chato pra cacete)</title><content type='html'>Pessoas idiotas existem e, pasmem - a gente cruza com uma porção delas no dia-a-dia. Algumas realmente me surpreendem. Ontem, indo à palestra dos caras da Globo aqui na Metodista, encontro uma idiota dizendo "Ai, não vou nesta merda, que coisa ridícula! É bem coisa de primeiro semestre, ainda tiram foto com o Kotscho e colocam no Orkut". Não sei nem o que ela tá fazendo no curso. Você, leitor incauto, entenda que eu não sou paga-pau da Globo, nem do Kotscho, nem de merda nenhuma. Nem o inverso. Mas esses caras são grandes nomes da profissão no país. Ouví-los falar nos ensina coisas que a gente não aprende em 4 anos de faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na palestra, outro idiota finge estar roncando diante do brilhante discurso do José Hamilton Ribeiro sobre Zé Bilico, o mineiro que ele escolheu como personagem pra sua grande reportagem no livro. Azar o dele, já que a história do Zé é, sem dúvida, algo que eu faria, assim como fez José Hamilton. Porque é história de gente e eu adoro contar história de gente (de bicho também, mas vocês entenderam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que eu me ache melhor ou pior por isso. Só acho idiotas as pessoas que não são capazes de aproveitar as grandes oportunidades que lhes são dadas na vida. Só ouvir aqueles caras falando já me acrescentou tanto, mais do que eu aprendi em um ano de Jornalismo. Aquela menina, de quem eu falei no começo - ela nem imagina o quanto ela perdeu. Falando nela, o Geneton, outro cara que deu palestra, falou de pessoas como ela. Que não são mais capazes de se expantar com as coisas da vida. Cara!, eu pirei quando ele falei isso. Quando eu tinha 10 anos eu li O Mundo de Sofia. Eu li que o grande filósofo jamais perde a capacidade de se expantar com o mundo - como a criança, que vê tudo pela primeira vez e se surpreende com todas essas coisas incríveis. E eu, a partir daquele dia, pautei minha vida em cima disso! De olhar o mundo com olhos de criança. E vem esse cara, ontem, e diz que o grande repórter é aqueçe que jamais perde a capacidade de se surpreender com o mundo. Puta merda, como fiquei feliz. Coisa besta né? Mas eu sou meio assim mesmo. Me surpreendo com um monte de coisas. Tudo me causa espanto, de alguma maneira! Eu meio que cresci assim. Com isso na mente, por causa do que o livro me ensinou e, depois, do que a vida me ensinou em cima disso. Lógico que não é isso que vai fazer de mim A REPÓRTER, mas pô, fiquei feliz que o cara disse isso.. ahh, vcs entenderam. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que o Geneton disse é que não existe assunto chato - existe jeito chato de contar o assunto. E, de novo, bateu em mim de um jeito diferente. Porque no fundo, meu exercício aqui é esse: tornar meu dia-a-dia chato em textos digeríveis. Não consigo chegar muito longe ainda, ou seja, comemoro quando os textos chegam a ser meramente digeríveis e sonho com os dias em que eles serão "devoráveis" (adoro neologismos). Mas fiquei feliz, novamente, de saber que eu estava exercitando algo que ele mencionou como importante pra profissão. E algo que me dá muuuito prazer: transformar banalidades em texto. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra fechar (eu acho), vou fazer uma coisa que eu nunca achei que fosse fazer em toda minha vida: agradecer aos leitores. Fico muito realizada (oooohhnnn) de saber que as pessoas lêem isso. Você nem imagina o quanto! Não importa se você comenta ou não - a idéia do comentário seria debater os temas do texto ou discutir a qualidade dele e embora eu não ache o primeiro tão dispensável, o segundo é, então tudo bem. Não faço questão de que todo mundo comente. De vez em quando, um ou outro "anônimo" se revela e eu me lembro que pessoas que eu nem conheço lêem isso às vezes. Muito obrigada, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fechei, afinal. A parte de cima foi escrita as 18h30 de hoje; essa frase aqui, já é as 00h03 do dia seguinte. Depois da aula e de perceber que eu estava certa sobre os idiotas: na minha sala tem uma porção deles! Sim, porque não tem outra palavra pra designar um cara que escolhe fazer Jornalismo, paga R$ 778,96 por mês e fica conversando EM TODAS AS AULAS DURANTE A AULA INTEIRA. Inclusive durante a aula de Pensamento Contemporâneo - uma das poucas que tenta fazer com que esses idiotas sejam menos idiotas. Mais uns dos que não aproveitam as oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acabou. Chato né? Não "chato ter acabado". "Chato" o texto, mesmo. Eu achei. Beeem fraquinho. Não é falsa modéstia não. Achei mesmo. Até porque, mesmo se fosse bom eu não acharia: passei a tarde inteira lendo a Piauí e depois de ler o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;How do you do, Dutra&lt;/span&gt;, do Antônio Prata, não tem como eu gostar de mais nada que eu lesse, muito menos meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116310658333973438?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116310658333973438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116310658333973438&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116310658333973438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116310658333973438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/11/o-mundo-e-os-idiotas-ou-texto-chato.html' title='O mundo e os idiotas (ou: Texto chato pra cacete)'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116271123186504073</id><published>2006-11-05T04:17:00.000-02:00</published><updated>2006-11-05T05:20:31.980-02:00</updated><title type='text'>As Spice Girls (ou: sobre as verdurinhas de plástico)</title><content type='html'>Cara, quando eu era pequena, eu era uma criança absolutamente peculiar. E eu ainda tô pensando se trato isso como um auto-elogio ou uma auto-crítica. Os itens que eu mais gostava era daquelas canetinhas, sabe? Aquelas diferentes, pequenininhas e fininhas assim, que vinham numa caixinha de plástico. Elas vinham em umas 20 cores mas o mais fantástico é que vinha uma canetinha extra que tinha o poder e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apagar&lt;/span&gt; as outras. Então você desenhava e pintava e criava do jeito que queria, porque depois você pegava essa canetinha mágica, tipo uma pária das canetinhas, que fazia o inverso de todas as outras. No auge dos meus 8 anos eu nunca parei pra pensar porque era preciso uma canetinha "inversa" pra apagar, porque se você quer apagar algo na pintura, é só não ter desenhado ali pra começo de conversa. Mas eu nunca pensei nisso, então eu pegava as folhas de papel e pintava o dia inteiro. Era o que eu mais gostava de fazer. Engraçado nunca ter passado pela minha cabeça seguir alguma carreira artística. Eu sempre desenhei, nem bem nem mal, mas de um jeito meu assim, sempre fiz essas coisas de criação artística - depois mais na internet, mas não deixa de ser arte. Mas aí eu pensei que eu tinha que escrever pros outros, que besteira, de onde veio essa idéia? É muita pretensão, é querer mudar o mundo, é querer influenciar. É querer botar as coisas na cabeça delas. Elas lêem o que você fala e aquilo é a verdade e sempre foi. E eu me odeio mais ainda por saber que é exatamente por isso que eu escolhi isso. Eu só escrevi a partir dos 6, 7 anos. Mas desenhar, eu sempre desenhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era uma criança nerd de um jeito estranho. Eu escrevi um livro sobre ets e mistério e um grupo de amigos que entrava numa casa mal-assombrada, e sobre uma bruxa estranha, e chaves com códigos, e investigadores misteriosos. Aos 7 anos, em 1995, ou seja, um protótipo do que viria a ser o Código da Vinci ou o Harry Potter. Mas eu perdi esse manuscrito, eu me lembro bem, eu escrevia num caderno brochura de capa vermelha, daqueles pequenos. Na capa, vinha escrito numa letra bem cursiva a palavra "Stilo" no canto superior direito. Era da gráfica em que minha tia trabalhava, eu lembro!, porque ela sempre trazia pilhas de cadernos pra casa, a gente nunca precisava comprar caderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em 1993 eu perguntei pra minha outra tia se o Natal era uma data comemorada em 1993 apenas e a cada um período de tempo 1993 voltava e junto com ele o Natal. Não sei se me fiz entender mas era isso mesmo, e minha tia confirmou (!), o que me faz pensar que eu falava demais e ela já tava de saco cheio então disse qualquer coisa, provavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu jogava tazo, jogava Magic e lia a revista Wizard, aquela dos quadrinhos, e eu tinha 7 anos e ficava desenhando as capas da revista. Desenha o Wolverine, o Homem-Aranha, às vezes copiava de outros lugares, de revistas, eu desenhava o Sonic pra mandar pro jornalzinho que eu recebia do fã-clube do cheetos ou algo assim, desenhei um Bobby Generic (É GÉneric) do Fantástico Mundo de Bob. Eu lia aquele jornalzinho, o diarinho, do jornal daqui de Santo André, lia uma revista que eu não lembro o nome, e eu mandava desenhos e poemas praquela revistinha. Eu assisti Tin-tin, Glub Glub, Babar e Beakman, assistia o desenho do Glub Glub dos caras de massinha. Assistia o programa de ciências que passava à tarde, com um cientista japa e umas crianças, e assistia O Mundo da Lua, e ficava com medo de quando pai do Lucas Silva e Silva era "comido" por um ser invasor de outro planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro CD da vida assim, que consigo me lembrar, foi da Eliana. Tinha os dedinhos e todas essas pérolas do indie-infantil contemporâneo, e eu tinha algo como 4 ou 5 anos. Eu ganhei um CD do Pearl Jam quando tinha quase 12 anos, depois ganhei um do Offspring, e uma vez quando me deram um do Backstreet Boys com uns 13 eu até que tentei gostar!, eu juro, mas parece que não rolou. Tinha uma música das Spice Girls que eu gostava, eu tinha comprado um CD na banca, Disco Hits ou DJ Hits, e vinha essa música das Spice Girls. Aí depois eu ia brincar com a minha feirinha, minha mãe tinha comprado essa feirinha, uma banquinha de plástico pra montar, caralho, com umas verdurinhas de plástico! e eu vendia verduras na minha banquinha, mas um dia a haste da barraquinha acidentalmente quebrou o vidro da sala e meu vô, ele quebrou a banquinha de tão puto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu assinava revistinhas da Turma da Mônica! Vinham todo mês pra casa da minha vó, vinham todas, o problema era que em dois dias eu já tinha lido todas e tinha que esperar mais um mês pelas outras. E depois de um tempo eu tinha essa caixa cheia de revistinhas, aí eu improvisava e montava uma banca d ejornal que só vendia revistinhas, mas ninguém nunca comprava de mim então eu meio que desisti. Depois meu passatempo era brincar de circo no quintal. Eu pegava aquela bicileta que eu tinha, que era um triciclo afinal, tinha duas rodas atrás, e ficava no quintal me equibilibrando, de pé no banco, fazendo essas coisas, e cantava a música do circo, eu brincava que estava no circo, sozinha no circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img242.imageshack.us/img242/3426/clowncopyio9.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://img242.imageshack.us/img242/3426/clowncopyio9.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Circo. A minha vida sempre foi um circo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WMA é uma das canções mais poderosas de todos os tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116271123186504073?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116271123186504073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116271123186504073&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116271123186504073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116271123186504073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/11/as-spice-girls-ou-sobre-as-verdurinhas.html' title='As Spice Girls (ou: sobre as verdurinhas de plástico)'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116262048062469286</id><published>2006-11-04T02:41:00.000-03:00</published><updated>2006-11-04T03:08:00.643-03:00</updated><title type='text'>puta merda</title><content type='html'>quer saber o mais &lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;bizarro&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu nunca olho o calendário do blog. nunca nunca nunca. mesmo. e hoje eu olhei.&lt;br /&gt;cara!, o &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);font-size:180%;" &gt;aniversario &lt;/span&gt;do blog. é &lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hoje&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu hein. "não confunda coincidência com &lt;span style="color: rgb(204, 102, 204);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;destino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;", diria locke.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu diria, &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;foda-se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 204);font-size:78%;" &gt;curioso . o post debaixo é o oficial - esse foi só uma observação pós-post.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img153.imageshack.us/img153/3955/day0703birthdaycakecopykn1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://img153.imageshack.us/img153/3955/day0703birthdaycakecopykn1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 204);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;caralho! sou ou não sou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;artista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 204);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt;????? (hahaha isso foi irônico ok)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116262048062469286?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116262048062469286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116262048062469286&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116262048062469286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116262048062469286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/11/puta-merda.html' title='puta merda'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116261805976775524</id><published>2006-11-04T02:06:00.000-03:00</published><updated>2006-11-04T02:27:39.790-03:00</updated><title type='text'>E a verdade sempre sai no final</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A &lt;span style="font-size:180%;"&gt;poesia&lt;/span&gt; não parece &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;verdade&lt;/span&gt;. Tudo soa &lt;span style="font-size:180%;"&gt;artificial&lt;/span&gt;, fabricado - a poesia também, essa inclusive. E quem falou em poesia? Quer dizer, isso não é poesia porque eu nunca escrevi um texto poético e nunca vou escrever um texto poético.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mas e se a &lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;vida é poesia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e a vida é poesia. É a &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102); font-style: italic; font-family: georgia;font-family:trebuchet ms;font-size:180%;"  &gt;vida que imita a arte&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt; &lt;/span&gt;e você vive situações&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;cinematográficas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e se você imagina a vida dessa forma poética? você vê tudo com fotografia digna de oscar, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;qualquer barulho é trilha sonora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - qualquer borrão na foto foi um pincel mal-usado. E você vive e vive e vive e vive e vive e vive e vive (e eu não copiei e colei) em busca de algo que &lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;preencha &lt;/span&gt;algo que você não tem. E procura o carro e a casa, o Ipod e o videogame, e o computador, e procura algo pra cheirar, ou procura algum &lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lugar pra pregar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. E disso você vive vive vive. Vive am função de algo que vai te pedir outro algo e você vive enquanto tiver algo sendo pedido pra você, é só aí que faz &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:webdings;" &gt;sentido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e se você vê a vida como música? cada problema um harmônico, as situações doces são os teclados, &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;as intensas são a percussão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e o que conduz são as notas das cordas. e porque você é louco se fizer issow e se isso tudo FOR música??? e é música.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;o importante é que tudo seja &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);font-size:78%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tão diferente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de um dia pro outro. e que você possa terminar e dizer que foi melhor, não porque as coisas foram &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 0);font-size:180%;" &gt;melhores&lt;/span&gt;, podem até ter sido &lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;piores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; - mas delas você &lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aprendeu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; muito. é passar cada dia desses aí, essas &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 102);font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;terças ensolaradas&lt;/span&gt; e essas quintas quando caí um &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 102);font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;dilúvio&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;,&lt;/span&gt; com a certeza de que amanhã vai ter por que &lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-size:190;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lutar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. e que você pode pode sempre fazer valer a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;desculpem. o fim pareceu letra do cbjr?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;/&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116261805976775524?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116261805976775524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116261805976775524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116261805976775524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116261805976775524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/11/e-verdade-sempre-sai-no-final.html' title='E a verdade sempre sai no final'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116180012357576579</id><published>2006-10-25T14:38:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T18:01:41.906-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Daniel Pinchbeck disse que "não queria aquilo que as outras pessoas queriam, mas não sabia como encontrar o que precisava".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, me identifiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei a vida inteira, desde que eu percebi a vida e as coisas nela, tentando ser diferente. Não porque eu achava bonitinho mas porque eu sentia que eu.. era diferente? Ou sou diferente, sei lá. Mas ao mesmo tempo, durante todo esse tempo, diferente ou não, eu percebo tentativas inconcientes de ser igual. E aí eu percebo que não é que eu quero ser diferente de ninguém ou igual a ninguém, eu só quero ser aquilo que eu tenho vontade de ser e foda-se. Uma coisa muito legal é quando você realmente aprende que não deve se importar com etiquetas e rótulos e denominações e padrões pré-estabelecidos - não no sentido clichê da coisa, mas no sentido que você pode criar seu próprio estilo em tudo. E daí se eu to com uma saia de hippie e uma bandana do Metallica? Quer dizer, se eu ouço salsa não posso ser fã do Zezé di Camargo? Ou, se eu leio Paulo Coelho, não posso ler Nietzche? Não posso assistir Sabadaço e Provocações? Alguns (eu inclusive, talvez) diriam que uma coisa é oposta da outra, que é impossível as duas coexistirem, mas não é. E quando você compreende isso, o mundo fica uns 2% mais apto à viver nele. É a famosa Metamorfose Ambulante, a minha máxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ser amiga de todas essas pessoas famosas. Hang around with Axl Rose? Não, sem Axl Rose. Mas acordar e ir, tipo, tomar um café com Russel Crowe e Meg Ryan (Eu sei que eles não tão mais juntos, mas eu também não vou tomar café com eles então e daí?), depois ligar pro Noam Chomsky e chamá-lo pra ir até uma livraria, depois ligar pro (que Deus o tenha) Johnny Cash e faze rum rolê até uma loja de discos. Aí, de noite, falar com o Jude Law e ir beber alguma coisa com ele. Sabem? Consolar a Jennifer Aniston pelas duas decepções amorosas seguidas, ou assistir a uma seção de heroína com Pete Doherty e Kate Moss, depois sugerir algo pras composições do Eddie Vedder, ir a um show de rock com Eddie Argos e da ruma volta na Paulista com Alex Kapranos. Mas se eu fosse amiga deles eu nem ia achar isso tudo tão legal, ia ser natural, então eu prefiro ficar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2012, o mundo como conhecemos vai acabar; eu já li isso em um monte de lugares e, sinceramente, eu acredito. A gente tá meio que indo pro buraco, e todo mundo percebe, mas nem todo mundo tem coragem pra admitir. Eu leio gente dizendo "ah, o mundo não está tão ruim assim" e eu penso "Sim.. está?!, e você não vê". E todos os teóricos e videntes e religiosos que dizem que o mundo como conhecemos acabará em 2012 dizem que as pessoas que conseguirem enxergar essa verdade do mundo irão se salvar - com "essa verdade", quero dizer algo como uma iluminação, uma consciência espiritual de que há algo errado e que algo deve ser feito. Essas pessoas estarão convidadas a reiniciar a construção de um planeta decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério? Acho que isso é até otimista. Se essa "chance" nos for permitida, estamos até que bem. Eu não acredito que vou viver pra ver e fazer TUDO que eu quero, e não porque eu vou ter problemas de saúde, mas porque o mundo tá perto do fim. E a gente sabe disso..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parou o carro, girou a chave na ignição e respirou fundo. Agora recostado no banco, procurou no bolso o maço de cigarros e tirou um bastonete. Colocou-o na boca sem acênde-lo e permaneceu lá, olhando pra vitrine do lugar durante o que lhe pareceram horas. Finalmente esticou o braço e alcançou o isqueiro dentro do porta-luvas. Acendeu o cigarro e a tragada foi o estopim para a realização do quão poética era a cena. Um cara de 23 anos, dentro de um carro, em frente a um, digamos, "american bar", àquela hora da noite - com um cigarro na boca e a hesitação estampada na cara. "Hesitação não", foi a primeira coisa que lhe veio na cabeça. Não podia hesitar - decisões como aquela não permitiam hesitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu outra tragada no cigarro, abriu a porta. Os vidros fechados não lhe haviam permitido perceber o quão frio estava lá fora. Enrolou o cachecol no pescoço e fechou a jaqueta que vestia. O all-star tocou o chão e espirrou água da poça pra todos os lados e ele xingou alto, sem pensar, chamando a atenção dos seguranças. Entrou no lugar e dali pra frente só consegue lembrar de um borrão; a pistola, a gritaria, o estalo e o chjeiro de pólvora (?). E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém atira de uma pistola, não sai cheiro de pólvora, porque a pistola, quadrada, quase não permite o vazamento de resíduo do tiro. Eu sabia disso quando escrevi, mas relevem. Se eu não tivesse falado, alguém ia perceber?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116180012357576579?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116180012357576579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116180012357576579&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116180012357576579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116180012357576579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/10/daniel-pinchbeck-disse-que-no-queria.html' title=''/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-116096523518409114</id><published>2006-10-15T22:58:00.000-03:00</published><updated>2006-10-15T23:20:35.256-03:00</updated><title type='text'>That's all, folks</title><content type='html'>A vida é curiosa! A primeira "viagem com os amigos da minha vida" deveria motivar posts que falassem como é bom ter amigos ou como é bom passar um feriado no campo, numa cidade pequena e calma, com um sol de 40 graus de dia e um agradável vento à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o post não fala disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fala sobre todas as pessoas que em toda a minha vida me decepcionaram. Todos aqueles que se diziam amigos e de um dia pro outro (ou de uma semana pra outra, ou de um mês pro outro) viraram-se de costas pra mim. Que me deixaram com (mais) cara de idiota, que me deixaram com complexo de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;eu devo ser chata pra caralho mas as pessoas só percebem isso depois de 4 ou 5 meses de convivência&lt;/span&gt;. Essas pessoas não imaginam nem de longe o mal que elas me causaram. E talvez, se elas fizessem idéia, não teriam feito o que fizeram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse post também fala de pessoas cujo gosto musical é duvidoso. Depois de alguns anos de vida você aprende a disassociar o que a pessoa é do que ela gosta. Ainda assim, dá pra fazer certas previsões com margem de erro alta (por exemplo, "todos os grandes fãs de charlie brown jr. são idiotas", ou algo assim), só que nunca é verdade absoluta, de maneira que fica muito difícil você dizer que uma pessoa não é muito legal me tornou mais intolerante em relação à esses "gêneros" musicais (não acho o forró tããão ruim assim, talvez ele seja o menos pior dos três).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, consideração final:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ô MÚSICA RUIM DO CARALHO! AS PESSOAS DEVERIAM SER OBRIGADAS A OUVIR SÓ MÚSICA BOA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é só isso, por enquanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-116096523518409114?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/116096523518409114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=116096523518409114&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116096523518409114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/116096523518409114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/10/thats-all-folks.html' title='That&apos;s all, folks'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115989596932360835</id><published>2006-10-03T13:26:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T14:19:29.393-03:00</updated><title type='text'>O post mais interativo de todos os tempos!</title><content type='html'>Como blogueira, digo por experiência que tem alguns fatores mundanos que estimulam uma postagem - embora a qualidade do texto não dependa muito da inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas coisas podem ser, no meu caso, um livro legal que eu li, ou uma coisa engraçada que me aconteceu, ou uma coisa curiosa ou triste que me aconteceu, ou uma música que eu ouvi, ou uma eleição pra presidente no fim de semana, ou uma modelo que é pega metendo na praia, ou um acidente de avião que mata 155 pessoas, ou uma professora filha da puta de sociologia. Ou uma avalanche de comentários no post anterior, ou o graaande intervalo desde a última postagem. De todos esses fatores, tenho que dizer que o que mais me inspirou a escrever hoje, aqui, agora, foi o último mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é, são tantas coisas que poderiam - de fato - me encorajar e contribuir na confecção de um belo e agradável texto, e mesmo assim, eu não consigo desenvolver nenhum. Querem ver..?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Se "sim", continue lendo. Se "não", pule para a figura lá embaixo)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A idéia é fazer tipo aqueles livros-rpg que dava pra comprar há milianos nas livrarias.. "Aventura-solo" era o nome. Sensacional!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O livro legal que eu li/to lendo:&lt;/strong&gt; Diário de um Skinhead. Um jornalista espanhol se infiltra durante um ano no movimento nazi da Espanha. Foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Viram? o que mais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma coisa engraçada que me aconteceu:&lt;/strong&gt; dêem um desconto porque vocês sabem que eu costumo achar graça em coisas que não tem graça. Mas, deixa eu pensar.. Bom, meu computador quebrou de novo. Chega a ser engraçado, não? Já sei, melhor: fui trocada na maternidade, sabiam? Sério. Pára de rir. Depois eu fui destrocada. Aí eu fico pensando na pessoa que eu teria sido se eu não fosse eu.. deu pra pegar? Onde será que tá essa menina.. Como será que ela é, onde será que ela tá morando? Será que ela é micareteira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma coisa triste que me aconteceu:&lt;/strong&gt; idem acima (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma música que eu ouvi:&lt;/strong&gt; Crazy, do Gnarls Barkley. E a versão com Steady as She Goes (que fica Crazy as She Goes), então? Fantática!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A eleição pra presidente no fim de semana:&lt;/strong&gt; eu quase apertei 13, acreditam? De qualquer forma, o que importa é que não apertei. E tive que anular meu voto de deputado federal.. tsc tsc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A modelo que é pega metendo na praia:&lt;/strong&gt; cada um dá o que é seu, né? Ela errou em não ser, diagmos, discreta, mas só nisso. E a gente tem direito de querer ser voyeur sim. Todo mundo fica curioso pra ver, é normal, não é porquê a gente "não cuida da nossa vida" (Cicarelli disse) ou porque a gente "tem inveja do amor deles" (Contardo Calligaris disse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O acidente de avião que mata 155 pessoas:&lt;/strong&gt; triste. :(&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A professora filha da puta de sociologia..:&lt;/strong&gt; fazer o quê, né. Agora é estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os comentários: &lt;/strong&gt;obrigada, pessoal. Fico feliz de saber que as pessoas lêem meu blog, sabiam? E arrisco dizer que vocês me conhecem melhor do que muita gente que é "próximo" de mim mas não lê isso aqui. Na verdade meu objetivo principal é fazer amigos. Sou carente etc. Mas acho que muito mais gente lê do que comenta. Pelo menos é o que diz meu medidor. Será que nem ele é sincero comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Considerações finais (coisas que me irritam): &lt;/strong&gt;gostaria de falar de algumas coisas que me irritam. Eu sou uma pessoa beeem tranquila, mas algumas coisas realmente me irritam. Vou listá-las:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1. Pessoas lendo por cima do meu ombro:&lt;/em&gt; me irrita e ponto.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2. Pessoas que fazem questão de me cumprimentarem com um beijinho no rosto, mesmo quando iso é absolutamente dispensável ou quando, por exemplo, eu estou concentradamente imersa em algum afazer:&lt;/em&gt; desde a sexta série, quando aquelas crianças idiotas achavam que era bonitinho e adulto cumprimentar com um beijinho no rosto, eu já achava isso idiota. Porra, eu via eles todo dia. Até hoje, eu acho besta. Mas se não faço sou vista como mal-educada, anti-social - o que não é o caso, sinceramente. Mas se tem algo que me irrita é pessoas que não tem "se-tocômetro" pra perceber que tem horas que a gente tá ocupado e que não vai ficar bravo se não nos cumprimentarem. Ao contrário, é um favor.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3. Gente que me pergunta o que eu estou ouvindo:&lt;/em&gt; me irrita porquê as chances da pessoa conhecer o que eu to ouvindo são remotas, de maneira que a reação é sempre "aaahhhhhhh.. não conheço", ou "que lixo", ou "aaahhhh.. sei, sei."&lt;br /&gt;&lt;em&gt;4. Gente que se acha:&lt;/em&gt; é um saco. Desperta em mim um certo instinto assassino. Juro.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5. Falta de praticidade:&lt;/em&gt; porque eu aprendi na faculdade e nos grupos de trabalho que a vida é fácil e sem dúvida somos nós que a complicamos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;6. Gente idiota:&lt;/em&gt; do tipo que fala "com propriedade" sobre aquilo que não sabe, ou do tipo que nem falar sabe e não liga pra isso. Me irrita porque.. futilidade me irrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu seja o exemplo mor do engajamento cultural e político, né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.alphaworld.com.br/campanha75/caneta.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.alphaworld.com.br/campanha75/caneta.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, se você não quis ler meu texto, não acredito que tenha perdido muito. Sério, não é falsa modéstia. Mas tem uma coisa engraçada que você perdeu: quase que eu não sou eu mesma. "Como assim?", você diz. E eu digo pra você voltar e ler porque eu não to afim de explicar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, FIM!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115989596932360835?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115989596932360835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115989596932360835&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115989596932360835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115989596932360835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/10/o-post-mais-interativo-de-todos-os.html' title='O post mais interativo de todos os tempos!'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115904454786038653</id><published>2006-09-23T17:44:00.000-03:00</published><updated>2006-09-26T13:39:17.126-03:00</updated><title type='text'>Your eyes are bright with life and life is bright with you</title><content type='html'>É a vida que imita a arte ou é a arte que imita a vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo diz que a vida é muito mais interessante que a arte!, mas eu não sei. Acho que depende. Acho que eu me sinto tão perdida porque tudo o que procuro é pessoas que me façam sentir a vida como eu sinto a arte. A vida, em si, ela é meio chata; ela é repetitiva e em alguns casos previsível. Eu quero coisas e pessoas e lugares que não sejam nem previsíveis nem repetitivos, eu quero coisas que eu olhe e diga: "isso poderia estar num filme e esse filme seria inovador, não algo da sessão da tarde."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ponto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115904454786038653?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115904454786038653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115904454786038653&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115904454786038653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115904454786038653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/09/your-eyes-are-bright-with-life-and.html' title='Your eyes are bright with life and life is bright with you'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115881324255757189</id><published>2006-09-21T01:32:00.000-03:00</published><updated>2006-09-21T01:34:02.583-03:00</updated><title type='text'>There's a hole in my pocket..</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Eu quero que vocês se fodam...&lt;br /&gt;Quero que se foda o que vocês pensam e falam do meu modo de agir, pensar, falar ou vestir...&lt;br /&gt;Quero que se foda seu sistema, suas regras, quero que se foda essa sociedade capitalista e egoísta...&lt;br /&gt;Quero que se foda seu egoísmo, de pensar só em você e achar que não existe mais ninguém com problemas no mundo...&lt;br /&gt;Quero que se foda essa sua vontade de humilhar, de me diminuir, de pisar em mim...&lt;br /&gt;Quero que se foda o que você acha de mim. Guarde pra você.&lt;br /&gt;Quero que se foda o julgamento que você faz das coisas que eu faço e penso.&lt;br /&gt;Não me julgue, não julgue meus atos, não julgue meus pensamentos e idéias, você não é ninguém pra ditar o que é certo ou errado...&lt;br /&gt;Quero que se foda sua mania de querer estar certo sempre, mesmo estando totalmente errado...&lt;br /&gt;Quero que se foda esse seu orgulho, que é o que mais te corrói...&lt;br /&gt;Quero que se foda essa sua mania de criticar as situações e nem sequer levantar do sofá pra fazer a tua parte...&lt;br /&gt;Só quero ser eu mesma, ser o que sou, sem nenhum tipo de influência dos conceitos dessa sociedade capitalista fdp...&lt;br /&gt;Só quero ser livre, viver minha vida e poder falar, pensar e agir do meu jeito, sem interferência de ninguém..&lt;br /&gt;Queria que todos pudessem ser livres como eu gostaria de ser...&lt;br /&gt;Só queria que todos tivessem um teto pra morar, que todos tivessem comida na mesa, que todos tivessem direito à educação..&lt;br /&gt;Queria que todos tivessem acesso às mesmas coisas e as mesmas oportunidades in this fuckin life.&lt;br /&gt;Queria igualdade, liberdade e fraternidade pra todo mundo, e foda-se todo o resto.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha 13 anos quando escrevi isso. Achei agora perdido no computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tsc tsc. Que emo.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115881324255757189?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115881324255757189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115881324255757189&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115881324255757189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115881324255757189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/09/theres-hole-in-my-pocket.html' title='There&apos;s a hole in my pocket..'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115869728339463468</id><published>2006-09-19T16:54:00.000-03:00</published><updated>2006-09-19T17:24:05.576-03:00</updated><title type='text'>All for you</title><content type='html'>O que eu faço aqui não é Jornalismo. É só algo que me ajuda a me manter viva e bem, é pessoal e chega até a ser meio poético, literário - ou seja, contribui pra satisfazer a minha ambição de ser escritora, que eu tenho desde pequena. Acontece que desde sábado eu percebi algumas coisas na minha vida; percebi que faço jornalismo porque quero fazer jornalismo musical, ir em shows de graça, ganhar cds das gravadoras, ganhar credenciais pros shows, conhecer os caras da banda. Porque quero juntar as duas coisas que mais me dão prazer no mundo inteiro: a escrita e a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que se eu quero chegar em algum lugar, eu preciso fazer algo a respeito; aproveitar essa era da informação, onde eu posso criar um blog e divulgar aquilo que eu penso. Preciso aproveitar as ferramentas de busca, talvez usar um pouco de marketing colocando os álbuns resenhados pra download. Não sei, mas a decisão por hora é: vou criar um blog onde escreverei uma texto semanal sobre música e cultura pop. Não, não quero concorrer com o Lúcio Ribeiro - ao menos não por hora. Até porquê é desleal, não sou nada, não vou conseguir me credenciar pros shows, não vou conseguir CDs das gravadoras pra sortear e nenhuma merda dessa. Mas eu preciso começar de algum lugar; acho que no fundo eu tenho medo, porque penso que não sei escrever sobre músic e acho que ninguém vai gostar. Mas eu preciso começar pra desenvolver um estilo e é claro que tem os que vão gostar e tem os que não vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí vamos ver se dá em alguma coisa. Vou virar jornalista 24 horas por dia (acho que ainda falta isso em mim); desenvolver meu faro pra notícia, levar sempre câmera fotográfica, gravador e bloco de anotações na bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês leriam um blog feito por uma pessoa que desde domingo anda com um broche do Franz Ferdinand na lapela? Ok, sério agora. Vcs leriam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Pensando melhor, "escrever e música" não são as duas coisas que me dão mais prazer no mundo inteiro, não. Mas hum, eu gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115869728339463468?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115869728339463468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115869728339463468&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115869728339463468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115869728339463468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/09/all-for-you.html' title='All for you'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115858898538486920</id><published>2006-09-18T10:46:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T11:26:01.073-03:00</updated><title type='text'>Darts of pleasure</title><content type='html'>Dizem que a vida é vivida nas pequenas coisas. E então eu tenho esse fim de semana incrível, e inusitado, e confuso de certa maneira, e paro pra pensar o que vale a pena na vida. Eu sou chata e complicada demais; eu não consigo simplesmente aproveitar as coisas. Eu tenho que pensar sobre elas e criticá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me encanta a maneira como a música une e desune as pessoas.. São 8.000 pessoas cantando ao mesmo tempo, e o cara no palco, ele tem total domínio sobre as oito mil pessoas. E ele sabe disso; ele influencia todo mundo que gosta dele e da música dele. O Eddie sempre dizia pra amar a música e não os músicos e ele estava certinho; mas a gente confunde as coisas. E como a gente ama (e ama!) um cara que a gente nunca conversou? A gente só sabe que a voz dele é incrível, que ele tem trejeitos incríveis, que é simpático e.. engraçado, e tem o sotaque mais estimulante do mundo inteiro. E que toca numa banda que faz músicas bem legais, e que no palco a banda junta põe tudo abaixo. E por isso você confunde as coisas.. Você pensa que gosta do cara, mas você gosta da música dele E daquilo que ele aparenta ser pra você. O que realmente está longe de ser o que ele realmente é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uh?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, agora sobre a tietagem. Nunca tinha feito isso, nem com o Pearl Jam. Cara, eu não tenho nada com o Franz Ferdinand. É uma das minhas bandas preferidas, conheço todas as canções E SÓ; não sei cantá-las, não sei as letras e os nomes e até ontem eu só sabia o nome de dois integrantes. Bob Hardy e Paul Thomson pra mim eram "o baixista" e "o guitarrista". Foi a mesma coisa com o Los Hermanos, acho; você assiste um show e a performance ao vivo da banda faz com que você se apaixone e você vicia durante algumas semanas. Depois passa e você volta àquela que é sua primeira banda ever, mas cresce a admiração por um outro grupo. O problema é que quando a admiração cresce, as expectativas crescem, e inevitavelmente você se decepciona - de forma estúpida, é claro, porque apesar de eu pagar o CD deles, eles não devem mais nada (além disso) pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, você vai até o hotel(!) dos caras e treme porque está os vendo na sua frente; e ao mesmo tempo você pensa "porra, como eu sou idiota, eles são pessoas como eu". E você pede pra tirar uma foto, e sim, uma foto é legal!, mas também é idiota. Uma foto com a minha mãe é, na essência, muita mais significativa do que uma foto com Nicolas Augustine McCarthy (embora eu tenha que admitir que a diferença básica é que o Nick eu pegaria, a minha mãe não).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí você conversa com o cara daquela outra banda, a menor, que vai abrir o show. E o cara é.. normal! É um cara normal que toca numa banda. Sabe aquele seu amigo que toca numa banda? Então. Coloque nele um sotaque britânico e, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voilá&lt;/span&gt;, você tem Eddie Argos e sua trupe. E eles falam sobre as letras, comem batatas, perguntam se você gosta do som da guitarra deles, param amúsica pra acrescentar diálogos do Jay-Z e dizerem que se alguém que você gostaria que estivesse com você não estiver, é porque não é pra estar (uh?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu, no meio do show, olho praquilo tudo - praqueles caras tocando de forma incrível, cantando coisas engraçadas, e penso de uma forma incrivelmente verdadeira - "Porra. Thats what im talking about, man!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeira..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E penso: "Shite, é isso que eu quero pro resto da minha vida!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, droga! Que coisa pequena pra querer pro resto da vida. E afinal.. O que é que eu quero pro resto da vida? Assistir uma banda dessa? Um namorado desse? Um amigo engraçado assim pra conversar? Um lugar onde tenha um monte de pessoas que fale assim e se vista assim? Conhecer esses caras e virar amiga deles e escrever sobre eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no final, todas essas coisas parecem pequenas. E eu me deprimo, porque sei que quando eu pensei que era isso que eu queria pro resto da vida, eu estava falando sério. então eu realmente quero pra minha vida algo que é realmente pequeno e que eu nem sei direito o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu peguei uma palheta; não significa muito pra mim, mas uma menina lá tava querendo dar uma grana nela. Não vendi, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões finais..:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A gente sempre sai dos shows fodas meio deslumbrado, mesmo. É normal que no momento eu só ache que serei feliz se casar com Alex Kapranos; depois do Pearl Jam, me senti da mesma forma com Mike McCready. Passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os rockstars também podem ser muito legais. Os Art Brut e os Franz são ótimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Quero ser fotógrafa de shows de rock, pro resto da minha vida.. Na verdade, no fim, pareceu mais legal ter tirado aquelas fotos incríveis do que ter assistido ao show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Os shows foram ambos incríveis. Assisti a alguns shows na minha vida, não dá pra me exibir porque são poucos. Mas tirando o Pearl Jam, que por razões óbvias foi meu preferido, nunca vi, nem pela TV nem ao vivo, nada igual àquilo que eu vi na noite de sábado pra domingo. Não me emocionei como me emocionei no Pearl Jam, mas foi muuuito mais.. energético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma geral, me dei conta que eu preciso de amigos que gostem das mesmas coisas que eu. E que eu sempre me atraso pro trabalho quando resolvo postar no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De zero a dez, quanto esse post ganha? :/&lt;br /&gt;Não consegui expressar o que tava querendo dizer.. Ainda não saiu, embora eu não saiba exatamente o que é. Mas pelo menos eu tentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.flickr.com/photos/anabsf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115858898538486920?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115858898538486920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115858898538486920&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115858898538486920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115858898538486920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/09/darts-of-pleasure.html' title='Darts of pleasure'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115783327464488268</id><published>2006-09-09T16:48:00.000-03:00</published><updated>2006-09-09T18:13:06.500-03:00</updated><title type='text'>Whatever people say, thats what I'm not</title><content type='html'>Eu tenho um monte de idéias, 30, 40 por dia, e não consigo escrever nenhuma, porque no fim sempre acho que nenhuma delas é digna de um texto. E elas são!, sim elas são. Todas as idéias, nenhuma é menos digna de um texto do que a outra, nunca. As idéias, elas são sempre boas. Elas são imunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu resolvi dar uma chance aos Artic Monkeys. Até que eles são divertidos. E ontem eu assisti &lt;span style="font-style: italic;"&gt;V for Vendetta&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;V for Vendetta&lt;/span&gt; soa muito melhor do que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;V de Vingança&lt;/span&gt;) e é um filme incrível! Me lembra muito 1984, mas porra, muita coisa que eu vejo me lembra 1984. O fragmento de Foucault sobre o panoptismo me lembra 1984, e sem zueira, mas 1984 tem algo de mito da caverna nele, algo de Matrix. Po, que viagem. Mas é verdade. Essas coisas legais todas fazem referência entre si, porque não dá pra ficar criando coisas legais pra sempre, as coisas legais se esgotam (sim, elas são limitadas, tudo que é legal é limitado!), então se copiam e se reinventam. Todas as coisas legais que a gente fala, faz, cria, e tudo mais, provavelmente alguém já fez antes. Música? Nada mais é novo. Um estudo, li sobre ele há uns dois anos, dizia que matematicamente falando todas as combinações possíveis de acordes já foram usadas alguma vez. O que resta então pra fazer música boa é a criatividade nos arranjos, nas letras, e a esperança de que os fãs sejam burros pra não perceber quando há uma plágio ou alguma "homenagem", como os artistas caras-de-pau costumam chamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Marina disse que sonhou que eu e ela e mais umas pessoas que a gente conhece estavam fazendo um teste pra ir pra algum lugar, tipo outro planeta. Quando eu era menor, eu tinha certeza que em alguns anos o juízo final chegaria. Quer dizer, nunca fui religiosa, mas eu já via o mundo indo pro buraco; eu tinha certeza que as coisas iam terminar e que as pessoas "capacitadas", evoluídas mentalmente e espiritualmente iriam pra outro planeta mais evoluído, viver lá; as menos evoluídas ficariam aqui. Eu era criança, tinha uns 9 anos, e não tinha medo por mim!, porque eu achava que a maioria das crianças eram puras e etc e por isso eu não precisava temer, mas eu tinha medo pelos meus familiares. Eu pensava "será que minha vó e minha mãe e meu pai e meu avô são bons o suficiente pra irem pra esseplaneta ou eles ficariam aqui na terra?". Mas, bom, depois de uns anos eu descobri que..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Se houver realmente o juízo final assim como eu imaginei, e se meus avós e pais não forem poupados da morte lenta e dolorosa (destinada a todos os espíritos nao evoluídos), então não há justiça no que chamamos de "universo" porque eles são as pessoas mais incríveis do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Não houve o tal juízo final então fodeu-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu penso muito nas coisas!, demais. Acho que todas as pessoas pensam muito, mas comigo deve ser acima da média. Todo mundo fica falando "nossa, vc fala muito rápido!", mas é que se eu não falar rápido eu me perco nos meus pensamentos. Eles correm mto rápido e eu preciso falar rápido pra acompanhar. Eu considero todas as possibilidades de todas as coisas, e penso em todos os "comos" e todos os "porquês" possíveis, sempre. E fico pensando sobre eles, em tudo. Meu irmaõ diz que eu me preocupo demais. Já eu acho ele muito despreocupado. E assim a gente segue. Eu sou Ana Paula, tenho 18 anos, eu amo minha família e me dou bem com eles, mas mesmo assim eu só queria um punhado de dinheiro pra poder fugir desse lugar, e ir morar em algum espaço do outro lado do mar, onde as pessoas falem uma língua que eu não entenda, onde elas comam coisas que eu não como, onde elas riam de coisas que eu não ache graça. Eu iria todo dia trabalhar num lugar onde essas pessoas estariam fazendo essas coisas que eu não faço, e depois de alguns meses eu as compreenderia completamente - não me refiro a compreender o que elas falam, mas compreendê-las na totalidade. E aí eu me mudaria pra algum outro lugar, onde também falassem outra língua que eu não entendesse e comessem coisas que eu não como e rissem de coisas das quais eu não acho graça; então eu ficaria alguns meses com eles e os compreenderia. E depois de 10, 20 anos fazendo isso, talvez eu compreendesse a mim mesma. Na totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu ainda julgo as pessoas pelo que elas gostam. E no fundo as pessoas são um pouco o que elas gostam; algumas são totalmente, e dessas eu quero distância!, apesar de eu achar que sou uma delas. Essa é minha grande dúvida, que me aflige desde que eu percebi que existiam outras pessoas no mundo e que a gente precisa se relacionar ou não com elas, e que com algumas a gente se relaciona melhor do que outras. A dúvida, enfim, é: As pessoas são o que elas são ou são os que elas gostam? E aí eu descobri que muitas pessoas gostam das coisas e são pessoas independentes das coisas que elas gostam; e descobri que algumas pessoas são o que elas gostam. E dependendo do que elas gostem isso é horrível!, mas ás vezes pode ser legal. Então a gente não pode pré definir padrões ou tentar adivinhar essas coisas porque essa é a graça de lidar com pessoas - não é como num videogame que vc tem 30 ações previstas e tudo o que pode acontecer está entre essas 30 ações -, é imprevisível! E embora eu paute um monte das minhas atitudes em cima daminha racionalidade e da minha necessidade ou pretensão de tentar adivinhar as atitudes alheias, me dá muito mais prazer quando eu erro do que quando eu acerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por curiosidade..:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table style="width: 326px; height: 349px;" border="0" cellpadding="5" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; You scored as &lt;/span&gt;&lt;b style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Idealist&lt;/b&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;. Idealism centers around the belief that we are moving towards something greater. An odd mix of evolutionist and spiritualist, you see the divine within ourselves, waiting to emerge over time. Many religious traditions express how the divine spirit lost its identity, thus creating our world of turmoil, but in time it will find itself and all things will again become one.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="300"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-family: georgia;"&gt;&lt;p&gt;Cultural Creative&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="width: 75px; height: 2px;" bgcolor="#00dddd" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial';"&gt;75%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-family: georgia;"&gt;&lt;p&gt;Idealist&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="width: 75px; height: 1px;" bgcolor="#00dddd" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial';"&gt;75%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-family: georgia;"&gt;&lt;p&gt;Postmodernist&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table style="width: 75px; height: 1px;" bgcolor="#00dddd" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial';"&gt;75%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-family: georgia;"&gt;&lt;p&gt;Romanticist&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table bgcolor="#00dddd" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" width="69"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial';"&gt;69%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-family: georgia;"&gt;&lt;p&gt;Existentialist&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table bgcolor="#00dddd" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" width="63"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial';"&gt;63%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-family: georgia;"&gt;&lt;p&gt;Fundamentalist&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table bgcolor="#00dddd" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" width="50"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial';"&gt;50%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-family: georgia;"&gt;&lt;p&gt;Modernist&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table bgcolor="#00dddd" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" width="44"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial';"&gt;44%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-family: georgia;"&gt;&lt;p&gt;Materialist&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;table bgcolor="#00dddd" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" width="44"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-family:'Arial';"&gt;44%&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);" href="http://quizfarm.com/test.php?q_id=23320" q_id="23320''" target="_blank"&gt;What is Your World View?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);font-family:'Arial';" &gt;created with &lt;a href="http://quizfarm.com" target="_blank"&gt;QuizFarm.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115783327464488268?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115783327464488268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115783327464488268&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115783327464488268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115783327464488268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/09/whatever-people-say-thats-what-im-not.html' title='Whatever people say, thats what I&apos;m not'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115717239264040177</id><published>2006-09-02T01:42:00.000-03:00</published><updated>2006-09-02T01:46:32.640-03:00</updated><title type='text'>Gang of Four!</title><content type='html'>Caralho. E eu consegui colocar o template aqui, aquele que eu queria colocar há anos. E eu vou no show do Los Hermanos amanhã e no Franz Ferdinand no dia 16. E eu consegui colocar o template no blog meu e da Gabi tbm, o Streets of London. Ah, foi graças à Thaís (Do In-Green, aqui do lado). Esqueci de colocar de volta o contador mas foda-se. Depois arrumo os detalhes.&lt;br /&gt;E aluguei uma câmera na facul e tirei váárias fotos, e ganhei uma porra dum ingresso pro show do Gang of Four na coluna do Finas (na Dynamite). E acho que isso é o suficiente pra eu encerrar por aqui.  Porque não há mais nada a dizer, exceto que eu estou gostando cada vez mais do Alta Fidelidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115717239264040177?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115717239264040177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115717239264040177&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115717239264040177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115717239264040177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/09/gang-of-four.html' title='Gang of Four!'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115705941016693113</id><published>2006-08-31T18:07:00.000-03:00</published><updated>2006-08-31T18:23:30.223-03:00</updated><title type='text'>The waiting drove me mad</title><content type='html'>Usei meu bloquinho e anotei todas as coisas interessantes/engraçadas do dia pra ver se conseguia transformar alguma delas em texto. Na verdade, se eu tiver inspirada, dá pra escrever um livro inteiro só falando das coisas de um dia na vida de uma pessoa - se você esmiuçá-las bem e fazer relação com outros fatos. Vai ser tipo um 24 horas literário: um livro inteiro, umas 500 páginas, só sobre um dia de uma pessoa. Do momento em que ela acorda até a hora em que ela se deita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava no carro da minha vó (tive um dia muito bom com ela ontem) e tive mais uma das minhas brisas (ou sonho-real). Tipo aquela da Hello Kitty e das mortes. Era relacionada ao fim do mundo e à relógios. Uma coisa que sempre me fascinou de alguma maneira foi o tempo! Então tem uma coisa meio mística que eu imagino, que é, quando o mundo tiver acabando, os relógios vão parar. Os mecânicos. Tipo um segundo eterno! Um segundo eterno, é estranho, paradoxal, mas no meu sonho funciona. Então eu imaginei os relógios parando e as pessoas percebendo, no naipe de "Fulano, que hora são por favor? Meu relógio parou!" e "Ué, o meu também.. que estranho!", e dali a alguns minutos (que não existiriam mais, se é que vocês me entendem) os meteoros de fogo começariam a cair. Esse negócio de relógio parar me lembra Lost, que me lembra Triângulo das Bermudas. E eu ainda não assisti Lost...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ontem minha vó comprou uma coisa que eu queria ler faz teeeempo, anos talvez: Alta Fidelidade. E eu comecei a ler e não consigo parar!, e cheguei à conclusão que sempre fui influenciada pelo Hornby sem saber. Quero dizer, o texto dele sempre foi uma inspiração forte sem ter sido, porque eu só o conheci ontem. Deu pra entender ou ficou confuso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio esses posts onde eu falo, falo, falo e não falo nada; onde os pensamentos são curtos e ocupam no máximo 6 linhas cada, que não têm coesão nenhuma e os parágrafos não fazer referências entre si. E eu os escrevo o tempo todo! O quão.. esquisita eu sou? E quantas vezes já me perguntei isso na história desse blog?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ontem a gente tava discutindo umas mortes imbecis. Alguém falou duma mulher que foi cortada ao meio porque estacionou o carro em lugar proibido e o segurança do lugar não gostou. E eu pensei que é horrível morrer por tão pouco, pras pessoas que vivem deve ser muito frustrante, pra que vai deve ser ruim também mas eu não sei. Mas tão ruim quanto morrer por pouco é viver por pouco. Essas pessoas que vivem por coisas pequenas, cujas vidas são pequenas e os horizontes são pequenos, e tudo é pequeno. Deeve ser ruim viver assim. Mas elas são tão pequenas que nem isso percebem né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se a minha vida fosse a maior coisa do mundo.. tsc tsc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115705941016693113?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115705941016693113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115705941016693113&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115705941016693113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115705941016693113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/08/waiting-drove-me-mad.html' title='The waiting drove me mad'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115677667483281930</id><published>2006-08-28T11:38:00.000-03:00</published><updated>2006-08-28T11:51:14.850-03:00</updated><title type='text'>That's all folks</title><content type='html'>Ao contrário do que eu pensava, descobri que eu funciono muito melhor sob pressão. Por exemplo: na maioria dos dias, tenho mais vontade e inspiração pra escrever aqui quanto estou de saída, ou seja, se tenho um prazo a cumprir. Praminhaprofissão isso é bom, né? Pra minha ansiedade, não. Sonhei que eu ia tomar ácido. Disseram que a viagem era longa e quase sem volta.. Vinha num vidrinho, tipo remédio, e não era um comprimido e sim uma cápsula. De qualquer forma, eu não tomei no sonho pra ver qualéqueera, então..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que eu também constatei no fim de semana (responsável, aliás, por várias constatações!), é que uma "balada" não muito boa tem a vantagem de proporcionar boas reflexões sobre comportamento humano e um possível bom post. É que eu não gosto de jogar sinuca, nem de beber, mas gosto de dar risada e nunca vou esquecer da cena do meu grande amigo Bokka roubando um cone do shopping A PÉ e saindo pela saída PRINCIPAL. Sabe aqueles videogames que você tem que passar de uma sala pra outra sem ser visto pelos seguranças? Tipo ir se esgueirando? E você pensa "po isso não é possível, todo mundo tem visão lateral!". Pois é. Milton Leal provou que sim, é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá na Augusta tá cheio de gente moderninha, já disse isso. Eles são legais mas o engraçado é todo mundo querendo ser diferente e no fim sendo igual. São os famosos PIMBA (Pseudo-Intelectuais-Metidos-à-Besta-e-Derivados), grupo do qual, aliás, 87,4% dos estudantes de Jornalismo se encaixam com maestria e portanto, não irei me excluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria de fato FALAR alguma coisa. Comentar realmente. Mas sério, quando começo a escrever, tem coisas que não saem. Então fico por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115677667483281930?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115677667483281930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115677667483281930&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115677667483281930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115677667483281930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/08/thats-all-folks.html' title='That&apos;s all folks'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115619285678778008</id><published>2006-08-21T16:49:00.000-03:00</published><updated>2006-08-21T17:44:23.186-03:00</updated><title type='text'>Work, Work Work (Pub, Club, Sleep)</title><content type='html'>O Google comprou o Blogger, num dos grandes passos para a definitiva e consolidada conquista do mundo virtual - e conseqüentemente, do real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tive nada com bandas britânicas. A única coisa inglesa que eu ouvia, que imprimia características da cultura da grã-bretanha no som, era The Who - e mesmo assim, eram características dos anos 60 e 70 etc. Todas as bandas das quais eu era ou sou fã eram americanas. E de meses pra cá venho ouvindo rock inglês em abundância. Não existe o preconceito do tipo "só ouço se vier do reino unido", mas têm sido minhas preferidas. Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Idlewild, Young Knives, Art Brut, Rakes, Bloc Party, Hard Fi, Futureheads, Gang of Four. Fora isso, tenho ouvido She Wants Revenge, Radio 4, Afghan Whigs, Raconteurs, Panic! At the Disco, We Are Scientists e Wolfmother - essas americanas. Mas as que mais me atraem são as do reino unido e sabe porquê? Por que essa nova safra de pequenas grandes bandas inglesas (odeio Artic Monkeys, btw) imprimem nas letras, nas roupas, na atitude, nas melodias, o urbanismo das cidades européias de onde eles vêm. Eles trazem junto cultura e não são só música. Elas são produtos do ambiente onde vieram e suas letras e seus modos são diretamente relacionados à isso. E a cultura européia em geral me atrai mais, bem mais, do que a americana. Gosto muito muito de Rakes e a certa altura me dei conta que eles são muito parecidos com os Strokes (claro que com um sotaque muito mais atraente). Mas eu nunca gostei de Strokes!, o que tava acontecendo comigo? A única música do Strokes que eu gosto é aquela nova.. Juicebox? É, isso. É a única que eu realmente acho incrível. Eu já assisti o Strokes ao vivo e mesmo depois disso não consegui gostar deles. Acho que é isso: quando ouço música de lá, por aqueles momentos as letras e as guitarras acabam me transportando pra lá por alguns segundos. Aí eu vejo como é bom e tenho vontade de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu voltar de lá (e eu nem fui de verdade ainda), quero conhecer o Brasil. Já passou pela cabeça conhecer o Brasil antes mas não, não. Quero fazer algo que vai precisar de uma grana que eu pretendo juntar lá no UK. Quero fazer mochilão pelo país inteiro. Tipo Norte, Sul, Leste e Oeste mesmo. Quando eu tiver com uns 30 anos vou ter viajado pra maioria dos lugares que quero conhecer hoje, mas aí eu já vou querer conhecer outros, então nunca vai ser suficiente. E provavelmente eu serei uma viciada em viagens e trabalharei para viajar exclusivamente. Então já tenho alguns planos bem fixos; as outras coisas irão se formar aos poucos na minha cabeça, como se formou essa idéia de conhecer o meu país, que eu gosto tanto e por isso me sinto tão triste que ele esteja tão.. sucateado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sábado teve churrasco das pessoas dos 3c1, e eu tenho algum carinho pela maioria delas, e acho que nunca vou esquecer algumas das pessoas que se formaram comigo (algumas inclusive eu pretendo manter na minha vida pro resto dela), mas das que eu tenho me afastado, três tem algum significado pra mim. E acho que nenhum deles três vai ler isso nunca, mas foda-se. O primeiro deles chama-se Bruno Ribeiro e é um dos poucos caras que me entendeu tão completamente na vida. Nem sei se ele sabe disso. O outro chama Yuri Braga e ele tá aqui porque se parece muito comigo - não fisicamente, ok, vocês entenderam. E acho que ele não sabe disso. O outro se chama Gabriel Batista (isso é nome de anjo + nome de apóstolo, né? Um pouco a ver com ele, talvez) e é porque ele foi um dos meus únicos amigos - amigos - no colegial inteiro. Porque me mostrou um monte de bandas e me contou um monte de coisas!, e porque foi responsável pela total ruptura e reconstrução da minha cabeça no sábado. Desculpem, não posso ser mais específica - isso é internet. Acho que eles não vão ler isso nunca, também, mas aqui fica a homenagem pra eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, que bonito. Vocês sabem que eu sou uma pessoa sensível, não? Quero dizer, sou meio idiota e tudo mais, mais idiota que o comum, mas sou bem sensível, bem mais do que o comum, também. Eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E (quase) fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez seja falta de sono, ou o porre de ontem. Agora meus olhos doem, e se esse idiota tossir de novo na minha nuca eu vou estourar a cara dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, é isso, respira fundo. Eu preciso sair daqui, preciso esfriar a cabeça. E todas essas palavras, essas idéias e esses argumentos diferentes - tem sempre alguém falando quando eu to tentanto fazer com que isso tudo faça sentido. E todo stress que constantemente me atinge, eu só vago por aí, sem foco ou intenção nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deita, olha pro céu. Eu só vago sem foco ou intenção. Eu tô com a mesma camisa faz dois dias, tem shoyu seco nela então todo mundo percebe; posso tomar banho e esfregar ela. Ainda to com o cheiro de cigarro do Weatherspoons pub. Vou almoçar mais cedo, colocar um pouco de açucar no sangue. Minhas roupas ainda cheiram a ontem à noite; preciso esfriar a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todas essas palavras, essas idéias e esses argumentos diferentes - tem sempre alguém falando quando eu to tentanto fazer com que isso tudo faça sentido. E todo stress que constantemente me atinge, eu só vago por aí, sem foco ou intenção nenhuma. Deito, olho pro céu. Eu só vago sem foco ou intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque esses turistas andam tão devagar? Principalmente agora que eu tenho algum lugar pra ir? E tem uma garota chique, falando e falando sobre o cachorro dela e o Sr. Morgan. Soa tão engraçado quando eu ouço você chamando! Minha mãe é do tipo "moleque o que você está fazendo?" Por favor, cala a boca e tenta parecer confiante no seu trabalho, quando você terminar o cursinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todas essas palavras, essas idéias e esses argumentos diferentes - tem sempre alguém falando quando eu to tentanto fazer com que isso tudo faça sentido. E todo stress que constantemente me atinge, eu só vago por aí, sem foco ou intenção nenhuma. Deito, olho pro céu. Eu só vago sem foco ou intenção. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115619285678778008?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115619285678778008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115619285678778008&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115619285678778008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115619285678778008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/08/work-work-work-pub-club-sleep.html' title='Work, Work Work (Pub, Club, Sleep)'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115586947462251445</id><published>2006-08-17T23:37:00.000-03:00</published><updated>2006-08-17T23:51:14.636-03:00</updated><title type='text'>Coisas de faculdade</title><content type='html'>Então eu tenho que terminar um texto de 3.800 toques (e eu só escrevi 1000) cujo deadline é amanhã, e eu tenho que tomar banho, e tudo isso em meia hora. E como se não bastasse eu uso essa meia-hora pra escrever no blog. Quão idiota eu sou?&lt;br /&gt;Vim aqui pra falar de coisas que acontecem só na faculdade - coisas que eu achei que mereciam um post, já que eu estou lá há quase 8 meses e nunca as mencionei. É óbvio que em um post eu não falo de nem 1/10 das coisas engraçadas/curiosas/incríveis e meio banais que acontecem e aconteceram por lá, mas.. foda-se, cansei de introduções. (uuuhh)&lt;br /&gt;Acontece que eu tive uma belíssima aula de Pensamento Contemporâneo com o também belíssimo professor Marcelo Carvalho. O cara menciona que é corinthiano e eu penso "lógico: bonito, inteligente etc, tinha que ter algo assim de bem ruim pra contrabalancear". Afora com os comentários de natureza estética (parafraseando ele próprio), comentamos na aula um fragmento de Foucault sobre o panoptismo e as estruturas de controle na sociedade, para as quais fomos tão eficientemente adestrados que nem nos damos conta que estamos tão profundamente nela inseridos. E no meio da aula sai da sala a Carol, cabisbaixa, irritada. E no fim da aula eu pergunto: "Carol, querida. Por que saístes tão afoita de tão incrível espetáculo do aprendizado?" e ela "Pô, não dá pra ter aula nessa estrutura!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí minha mente tipo deu uma cambalhota. Poha, como assim? Estaria Carol revoltada com a explicitação descarada do professor a respeito da estrutura de controle exercida por ele sob a sala? Essa revolta teria então se agravado quando Carol constatou que ela é controlada em todos os setores de sua agradável vida burguesa? Ou estaria Carol aborrecida com a hipocrisia da sociedade e com a inversão de valores proporcionada pelos meios de comunicação????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(considerem esse trecho narrado com uma voz apreensiva e misteriosa e com "ooooohhhhsss" entre as frases)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu disse, finalmente: "Como assim, Carol? Vc está insatisfeita com.. -"&lt;br /&gt;Interrompida por Carol, eu prendi a respiração e ela bradou: "É meu, assim não dá! Assistir aula no chão, pô? Eu pago 800 paus!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei uma risadinha pra mim mesma e respirei aliviada. Era melhor que Carol estivesse preocupada com a falta de cadeiras, mesmo. Dá até menos trabalho - pra mim e pra ela e pro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, droga. Eu tava tomando banho quando pensei em diversas coisas da faculdade pra contar!, mas esqueci tudo. Mesmo. Só lembrei o primeiro lance, que tinha a ver com a Carol e com o panoptismo. Eu tamém queria falar do professor bonitão que está saindo com a aluna misteriosa, mas hum, acho que isso não merece um texto já que.. não merece, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fiquemos por aqui..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115586947462251445?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115586947462251445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115586947462251445&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115586947462251445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115586947462251445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/08/coisas-de-faculdade.html' title='Coisas de faculdade'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115556843214812053</id><published>2006-08-14T11:45:00.000-03:00</published><updated>2006-08-14T12:19:50.163-03:00</updated><title type='text'>That´s why we only work when we need the money</title><content type='html'>O mais engraçado é que eu quero ser crítica cultural e jamais em toda a história do blog eu fiz alguma crítica de livro/filme/álbum whatever. Além de ser muito estranho, é preocupante. Primeiro porquê (por quê? porque? porquê? por que?, nunca aprendi esta merda) o blog deveria servir pra eu exercitar minhas "habilidades jornalísticas" (bela expressão, huh), e não pra eu ficar me perguntando o sentido da vida ou quando usar "por quê" separado e com acento. Em segundo, por quê (shit) se eu nunca escrevi um texto assim, de crítica e tal, como eu posso saber que eu quero fazer isso pro resto da vida? Só porquê (de novo poha) eu gosto de música e de cinema e de livros? Isso não quer dizer nada. Meu amigo César é médico e escreve altas resenhas dos discos que ele ouve. E ele só ouve música boa, aliás, o blog dele tá aqui do lado (Indienation). Qualquer dia eu vou zoar ele por causa do nome desse blog, afinal indie que é indie não se auto declara indie. É igual a ser emo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em emo, indie e essas frescuras de gente estranha, vocês já ouviram falar dos chavs? Não, não é o chaves do oito (Ok, sou infame). Eu tinha ouvido falar deles há meses, na época li que eram tipo uma tribo lá do UK. Os caras usam roupas claras (branco) e xadrezes, chapéus (boinas etc), correntes e roupas esportivas, com listras (adidas?). Hoje estava fazendo minha visista diária ao you tube e achei um director video de uma menina, era "como ser um chav" ou algo assim. Assisti e resolvi pesquisar sobre eles de novo na Wikipedia (que junto com o Google vai dominar o mundo. By the way, essa semana uma professora minha falou mal da Wikipedia, fiquei puta!) e descobri que além de tudo isso, eles ouvem hip-hop e estão, para os jovens britânicos, como os emos estão para os jovens brasileiros: ou seja, quem é chav tem muito orgulho disso; quem não é os odeia com todas as forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisou disso tudo pra eu me dar conta que essas.. tendências, digamos assim, são coisas naturais da adolescência. Quer dizer, eu já tinha percebido, mas é estranho ver como o que muda é só o nome e os acessórios e que no fundo, o princípio é o mesmo - ser diferente dos demais mas ser igual a quem é diferente (O.o), porque é sempre necessário se encaixar em algum lugar quando você é adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ih, me confundi. O que importa é que esse é o tipo de coisa típicamente típica (hahaha) da adolescência.  Quem era emo ou chav não vai ser emo ou chav aos 30 anos, com raras exceções, porque a pessoa vai crescer e amadurecer e ver que tudo aquilo era bullshit. A pessoa "Indie" talvez dure até os 30, vide os grups. Mas essas coisas "mais de moda" e que não têm uma "ideologia" relacionada à contexto social tendem a se extinguir à medida que a pessoa for amadurecendo. Se até as ideologias políticas se esvaem, por resignação ou cansaço, quem dirá essas, que não são nada.. O cara com 30 anos não vai continuar a ouvir Simple Plan e Good Charlotte, não faz sentido. Mas ainda faz sentido ele ouvir Franz Ferdinand e Death Cab For Cutie, por isso existem os grups né. Falando nos grups, no dia da padaria, eu a Gabi e a Marina nos demos conta que iremos usar All-Star até morrermos. Foi uma espécie de pacto. Eu quero ser enterrada de All-Star.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra fechar, piadinha infame tiradado Blog da Val (beesbilhotando, tá aí do lado):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um sádico, um masoquista, um assassino, um necrófilo, um zoófilo e um piromaníaco estão sentados num banco de jardim dentro de um sanatório, sem saber como ocupar o tempo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Diz o zoófilo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;- E aí, vamos transar com um gato?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Então diz o sádico:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;- Vamos transar com um gato e depois torturá-lo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;E diz o assassino:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;- Vamos transar com um gato, torturá-lo e depois matá-lo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Diz o necrófilo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;- Vamos transar com um gato, torturá-lo, matá-lo e depois transamos com ele outra vez!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;E diz o piromaníaco:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;- Vamos transar com um gato, torturá-lo, matá-lo, transar com ele outra vez e atear-lhe fogo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Segue-se um silêncio, todos olham para o masoquista e perguntam:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;- E aí?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;E diz o masoquista:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;- Miauuuu..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Só pra fechar, o título do post é uma homenagem dupla. Primeiro, porque (AAAHHRRGHHH) ru comprei o ingresso pro Motomix (Franz Ferdinand E Art Brut). Segundo porque (-) eu não me esqueço do discurso da Lu sobre essa música. A Lu é a cunhada do meu pai, minha quase tia - mas é estranho falar que ela é minha tia. Na penúltima vez que ela veio pro Brasil (ela mora na Espanha) a gente ficou conversando sobre FF e ela falou com entusiasmo de como aletra de Jacqueline é verossímil. É uma coisa óbvia mas que ninguém fala. Porque por mais que eu seja apaixonada pelo que eu faço, eu só trabalho porque preciso do dinheiro. E ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Todo mundo fica falando de Lost, Lost pra cá e Lost pra lá. E eu tô com vontade de assistir mas.. Preciso começar do começo! Alguém me empresta a primeira temporada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2.: Pensando bem, eu já escrevi textos de crítica musical, sim. Eu era colunista do osite.com.br. Falava de música de maneira geral e em alguns textos fiz crítica de álbum. Mas agora, relendo os textos, puta merda. Que coisa tosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3.: Quantas vezes eu comecei um parágrafo com "Pra fechar", "Só pra fechar" e não fechei poha nenhuma?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115556843214812053?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115556843214812053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115556843214812053&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115556843214812053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115556843214812053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/08/thats-why-we-only-work-when-we-need.html' title='That´s why we only work when we need the money'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115535714821137990</id><published>2006-08-12T01:05:00.000-03:00</published><updated>2006-08-12T01:34:16.896-03:00</updated><title type='text'>You'll see dragons after 3 or 4</title><content type='html'>Tem vantagens e desvantagens de ficar um monte de tempo sem postar. O ruim é que as pessoas param de entrar, porque elas pensam que você não vai mais atualizar. O bom é que na hora de escrever aparecem um monte de idéias porque elas se acumularam durante algum tempo.. Coisas pequenas, porém felizes: meu "fundo londrino", que está bem próspero; o show do Franz Ferdinand, que se aproxima e o ingresso que eu vou comprar amanhã, no Posto Ipiranga Gravatinha - o mesmo onde eu comprei o Pearl Jam, ah, o Pearl Jam; o meu curso de francês, que começa amanhã. Ou o jornal pro qual eu estou escrevendo; também, a minha intensa procura por um emprego numa redação - porque estou escrevendo prum jornal da faculdade, e o trabalhoé voluntário ainda que a visibilidade seja grande (o jornalzinho é veiculado no país inteiro); os amigos novos que tenho feito, as coisas novas que tenho sentido e percebido (uuuhhhh que coisa tocante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias eu fiquei me lamentando - pra mim mesma, obviamente - sobre estar perdendo a habilidade com as palavras. Po, escrever sempre foi um prazer. Eu gostava de coisas impactantes, coisas marcantes. Conseguia escrever coisas que marcassem as pessoas, ou por ser engraçado, ou por ser forte, ou por ser único, seilá. Costumava até gostar do que eu escrevia? Agora, não sai nada. Aí me preocupei. Po, to fazendo Jornalismo. Ser não consigo mais botar as coisas no papel, melhor sair daprofissão. E nem é drama, é mais um desespero mesmo, uma constatação. E desde então eu rezo todos os dias, antes de dormir, pra que a luzinha da escrita me seja devolvida. Porque eu acredito que tudo que a gente tem, de bom e de ruim, é uma luzinha. Cada uma tem uma cor ou várias cores combinadas. A da escrita é azul e branca e verde. E alguém me roubou essa luzinha, ou eu a deixei em algum lugar - eu sou bem esquecida. Vai ver deixei lá no outro lugar onde eu trabalhava, aquele lugar me traumatizou tanto, deve ter sido isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho umas aulas muito boas agora, no segundo semestre. Achei que ia odiar Assessoria e estou adorando, o professor é muito bom (entendam como quiserem). E eu tenho uma eletiva que se chama "Usos e Abusos do Poder", no qual a professora fica falando umas coisas.. nada a ver. Isso, ela não manja, aí a aula fica estranha e eu viajo. E na última viagem que eu tive, foi a coisa mais bizarra e perturbada que eu já imaginei. Eu tava na aula e comecei a imaginar que dali apouco entraria um cara na sala. Ele perguntaria: "Quem aqui tem algum acessório da Hello Kitty?" e algumas meninas levantariam a mão. Esse cara teria barba e cabelos negros, olhos  também. Ele usaria óculos e uma boina. E um suéter de lã cinza escuro, uma calça preta e um all star. O cara pediria para as meninas que tivessem qualquer acessório da Hello Kitty formarem uma fila na frente da sala. Elas se levantam e ele se posiciona de frente pra elas, de braços cruzaodos. Nisso, entra uma mulher na sala: ela usa um vestido vermelho de bolinhas brancas, um óculos de sol e um lenço na cabeça. Ela também tem um colar meio emo, aquele de bolinhas, e uma bolsa à tiracolo. Ela apaga a luz da sala e ninguém vê mais nada. Em coisa de segundos, percebe-se uma movimentação e tiros, muitos tiros. Começa a muvuca e os outros alunos, sentados, começam a gritar e a fugir - nisso, a luz acende-se e as meninas que tinham acessórios da Hello Kitty estão todas mortas no chão da sala. Os acessórios sumiram e o casal sumiram, mas alguém percebe queamoça deixou a bolsa - que é rosa e tem uma Hello Kitty gigante na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não tinha tomado nada. Juro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Poucas coisas me dão mais prazer do que noite + brisa com vento na cara. Sério. Eu me sinto como se.. o mundo fosse perfeito. Eu sinto saudades de algo que não sei o que é. O cheiro.. eu não sei explicar. Alguém me interna?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115535714821137990?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115535714821137990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115535714821137990&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115535714821137990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115535714821137990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/08/youll-see-dragons-after-3-or-4.html' title='You&apos;ll see dragons after 3 or 4'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115423484999513071</id><published>2006-07-30T01:33:00.000-03:00</published><updated>2006-07-30T01:47:30.010-03:00</updated><title type='text'>Don't forget the alcohol</title><content type='html'>O que é ter um melhor amigo? Quando a gente é pequeno o melhor amigo é aquele com quem a gente anda e compartilha todos nossos.. segredos. Ou todos os segredos que uma criança pode compartilhar. Aí a gente vai crescendo e as coisas vão mudando, de alguma maneira. Quando eu tava na sétima série meu melhor amigo era um menino, e nosso tipo de relação nao permitia que eu contasse TUDO pra ele - principalmente numa idade meio estranha, essados 13-14 anos. Aí eu arranjei uma "melhor amiga" menina. Ok, digamos que ela é o mais próximo que eu já tive de uma melhor amiga, já que enquanto eu a concedia esse título silenciosamente, ela costumava dizer que "não tinha melhores amigas". Isso fez com que eu criasse um.. escudo e eu nunca mais chamei ninguém de melhor amigo na vida, achando que - como ela - as pessoas se sentiriam mal se eu colocasse "tamanha responsabilidade" sob seus ombros. E acho que hoje eu não acredito mais nessa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bullshit&lt;/span&gt; de melhores amigos. Eu tenho alguns bons amigos, cada qual excelente pra determinadas coisas e muito ruim em outras. Algumas pessoas são promissoras nesse sentido de se tornarem.. digamos, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;completas&lt;/span&gt; e preencherem o quesito "melhor amigo", mas daí até passar o trauma.. Ah, o trauma. E eu ssó sobrevivo por causa deles, e você também, mas agora aqueles surtos de "não tem ninguém pra conversar comigo sobre o que eu quiser AGORA" estão se tornando bem mais frequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que você faz quando sente vontade de enfiar sua maldita cabeça dentro da terra e não sair de lá nunca mais? Você enfia a maldita cabeça na terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que eu passo por todas essas coisas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esquisitas&lt;/span&gt; - porque a palavra é essa mesmo - porque eu vou ter um futuro incrivelmente feliz se eu souber reagir bem a essas coisas. Ou é só minha imaginação e essa mania de pensar que Deus não deixaria que as coisas fossem.. assim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esquisitas&lt;/span&gt;, pra sempre né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Só uma ressalva quanto ao post anterior. O dia da padaria não foi o melhor da minha vida. Mas foi memorável; sem dúvida o melhor das minhas férias e um dos dias mais legais que eu já tive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115423484999513071?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115423484999513071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115423484999513071&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115423484999513071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115423484999513071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/07/dont-forget-alcohol.html' title='Don&apos;t forget the alcohol'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115415004730675563</id><published>2006-07-29T02:04:00.000-03:00</published><updated>2006-07-29T02:14:07.326-03:00</updated><title type='text'>Nobody was saved</title><content type='html'>De todas as pessoas estranhas que eu conheço eu sou a pior. A única que é capaz de passar meia hora tomando vento na cara numa sexta-feira à noite e sentindo o cheiro da chuva simplesmente pq passa um sentimento incrível de algo que eu tenho saudade e que não sei bem o que é. Sou a única pessoa capaz de sair prum lugar e chegar em casa pensando que teria me divertido mais se tivesse ficado no MSN conversando com uma pessoa que eu nem conheço pessoalmente. Sou a única pessoa que considera um dos melhores dias da vida aquele que eu passei na padaria com duas das pessoas mais fodas que eu já pude conhecer. A única que tem certeza que precisa escrever todas essas coisas idiotsas num blog pq senão vai explodir, a única que fica 5 noites sem dormir e sem entender bem porquê uma insônia surge do nada e vai embora mais do nada ainda; a única pessoa no mundo e no universo inteiro que se olha e acha incrível que ela possa pensar e acha isso uma habilidade única e aí nessa hora percebe o quão insignificante é diante das coisas tão maiores e do universo inteiro. Uma das únicas que é capaz de sentir prazer quase sexual (sim!) por causa de música. A única pessoa que é capaz de falar tanta coisa que ao mesmo tempo não faz sentido e faz todo o sentido sem usar nenhuma droga; a única pessoa que acha que as pessoas se interessam por textos tão pessoais e baratos e repetitivos, a única pessoa que não usa vírgula na expressão "pessoais e baratos e repetitivos" e faz isso porque acha que o texto fica mais intenso e mais falado. A única que se preocupa com esse tipo de coisa idiota, a única que passa três semanas tentando achar temas pra escrever três textos, acha, escreve os textos e na hora de os mandar pra seleção não manda porquê.. não manda. A única que sorri pra desconhecidos, aúnica que.. a única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou aúnica que faz essas coisas mas de alguma sou porque ninguém faz nada igual ao que eu faço, porque o que eu faço EU faço. Mas sem dúvida nenhuma eu sou a única pessoa que termina de escrever o texto e fica pensando se ele tem, predominantemente, a função poética ou a metalinguítica ou um pouco dos dois, ou qualquer outra que eu não lembro os nomes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115415004730675563?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115415004730675563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115415004730675563&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115415004730675563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115415004730675563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/07/nobody-was-saved.html' title='Nobody was saved'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115357993852916764</id><published>2006-07-22T11:34:00.000-03:00</published><updated>2006-07-22T11:52:18.546-03:00</updated><title type='text'>Martin Luther King Syndrome</title><content type='html'>Eu tive um sonho e nele tudo era diferente. No meu sonho o mundo era mais etéreo, menos palpável e mais surreal mas de uma maneira até plausível, e algo diferente corria no meu sangue, eu não sabia o que era mas corria. E esse algo diferente fazia com que eu visse o mundo como ele deve ser visto: com olhos de criança, ou seja, como se você o estivesse vendo pela primeira vez. Mas de uma forma muito intensa e real. Quando eu tinha 10 anos eu li "O Mundo de Sofia" e eu aprendi que a gente tem que se surpreender com tudo, porque o mundo deve ser visto assim. Eu devo ter aprendido mesmo; dizem que o que causa humor é o inusitado e eu dou risada de várias coisas das quais a maioria das pessoas não ri. Entenderam o raciocínio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, no sonho aquilo que corria no meu sangue fez com que todas as sensações se intensificassem, se tornassem mil; uma risada eram 100, um toque permanecia lá, uma tristeza ou uma preocupação se tornavam a grande ruína da vida - mas isso no meu sangue também me fazia esquecer tudo muito rápido então não tinha problema. Também, as coisas super complicadas do mundo e da vida ficavam mais complicadas, e as coisas fáceis ficavam muito mais simples. E eu via as pessoas e via mais do que o corpo delas, a figura delas; eu conseguia ver o que elas eram realmente, se era bom ficar perto delas ou não. Um ambiente ganhava uma significação absurda, como se eu pudesse sentir todas as energias de tudo que jápassou por ali, tudo que já aconteceu naquele lugar. E eu poderia vir aqui nesse blog e falar de tudo que eu passei na semana, tudo que eu passei na minha vida. Poderia falar das coisas que vi nas viagens de ônibus; das coisas que vivi e percebi e realizei. Mas eu resolvi falar de um sonho, que nem é verdade; é uma coisa que eu inventei e representa a metáfora de uma coisa muito maior e muito mais bonita mas a liberdade de expressão não existe então eu tranformo ela em poesia e faço como os músicos faziam durante a ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse negócio de "I have a dream" eu chamei de Martin Luther King Syndrome. Que tal?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115357993852916764?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115357993852916764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115357993852916764&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115357993852916764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115357993852916764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/07/martin-luther-king-syndrome.html' title='Martin Luther King Syndrome'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115291580617053430</id><published>2006-07-14T18:14:00.000-03:00</published><updated>2006-07-14T19:23:26.216-03:00</updated><title type='text'>Delight in our youth</title><content type='html'>Quando eu era menor, há uns 10-11 anos atrás, eu lia muita revista em quadrinhos. Eu estava no início da minha formação como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nerd&lt;/span&gt;: Meu programa preferido era o Beakman, e no dia das crianças, nada de bonecas ou casinhas. Eu queria é aqueles kits de alquimista. Eu assinava os gibis da Turma da Mônica; eles vinham uma vez por mês e deviam ser uns 5, mais ou menos (Mônica, Magali, Cebolinha, Cascão e Chico Bento). Aí eu lia todos em um dia, devorava, e tinha que esperar mais um mês pra ler os outros 5 em um dia (claro). Foi então que fui na banca e comprei uma revista que falava de histórias em quadrinhos - a Wizard. Foi por ela que eu conheci o RPG e o Magic e aí descambei pro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nerd way of life&lt;/span&gt;. Na Wizard, também soube, no auge dos meus 8 anos, que as pessoas faziam fanzines. Os fanzines tinha desenhos, tiras, textos e eram distribuídos de graça ou por um valor bem pequeno. Aí eu quis fazer um fanzine; mas acho que esse não era o objetivo dos meus amigos. Eles não queriam saber de fanzines, nem de cartas de Magic - muito menos de RPG. Alguns até tinham interesse nos gibis da Turma da Mônica, mas ainda assim eram poucos. E o fanzine ficou só na idéia, apesar de eu ter esboçado algumas capas e títulos. Comecei a desenhar bastante nessa época, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ler a Wizard com frequência mensal, e na falta de gibis da Turma, migrei para o Homem-Aranha. Acompanhei durante um bom tempo as aventuras de Peter Parker até que, por motivos financeiros (minha família não pôde mais prover os aproximadamente R$ 3,00 para a compra da revistinha) parei de ler. Continuei, contudo, jogando Magic e lendo livros de RPG. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;My nerdness&lt;/span&gt; migrou, poucos anos depois, pra outro setor: o da música. Mesmo assim, não deixo de ser uma. A idéia do fanzine, contudo, deve ter permanecido no subconsciente: vai ver que eu, frustrada por não ter conseguido fazer um jornalzinho, tenha então escolhido essa profissão maldita e bendita. Quando eu tinha uns 13 anos, fiz com mais duas amigas minhas do prédio um jornal lá pro condomínio. Teve duas edições, mas foi um sucesso. Não deixou de ser um fanzine, mas acho que não era exatamente aquilo que eu tinha em mente então minha psiquê continuou secretamente frustrada. Freud explica, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, toda frustração acumulada pelo meu profundo desejo não-realizado de escrever para as pessoas lerem culminou na minha escolha profissional. O blog também ajuda a descarregar um pouco a tensão. Reverti um pouco da obsessão pra música e pra vontade de conhecer o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando das motivações das pessoas. O quanto as coisas são importantes pra uns e tão desimportantes pra outros. Tenho esse sonho (acho meio piegas falar "sonho", acho que é mais "objetivo" - "sonho" soa meio inatingível, enquanto objetivo é mais palpável) de viajar pra Europa, primeiro, mas de conhecer o mundo e as pessoas do mundo. Principalmente as pessoas. Eu já disse isso - mas foda-se, o blog é meu e eu vou dizer quantas vezes quiser (acho que no fundo eu não prezo tanto a democracia) - me fascina lidar com gente, ver as pessoas e o comportamento delas diantes das coias, como elas lidam com diferentes situações sendo diferentes, e é principalmente por isso que eu quero conhecer outros lugares. Quero ir pra esses lugares, observá-los, observar as pessoas neles e escrever sobre isso. Essa é minha descrição de vida ideal no momento. Eis que, na minha usual "passada de olhos" pelo caderno deempregos de domingo, encontro dois anúncios curiosos. Um era pra filmes adultos e não exigia experiência; o outro, oferecia chance de trabalho voluntário na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro anúncio me lembrou imediatamente de um amigo meu, que sempre disse que queria ser ator pornô quando crescesse. O segundo também me lembrou ele e outros dois amigos meus - pessoas incríveis, mas que estão meio sem rumo na vida, sem emprego, sem faculdade e sem perspectiva pra nenhum dos dois. Afinal, pensei comigo, "você está indo pra África pra fazer trabalho voluntário, imagina o tipo de coisa que você vai enfrentar e aprender, e é uma putaoportunidade", e quem recusaria uma proposta dessa? Eu mesma iria tranquilamente se não estivesse estudando - se estivesse só trabalhando, iria sem pensar duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liguei pra esse meu amigo. Só tive coragem de falar do primeiro, porque na hora percebi que ele ia achar que o segundo era piada. Liguei pra outro e falei do segundo. Ele riu. "Como assim? Na África?" E eu: "É, caralho, na África! Voluntário e tal!". E ele riu de novo. E eu ri, não de verdade, e falei "Ok, só pra você saber". E disse até mais. Fiquei me perguntando como alguém poderia recusar algo assim. Eu to num nível de obssessão, num nível em que se eu pudesse largava tudo e ia. Não posso largar tudo porque não tenho dinheiro; coragem não me falta, e nunca fui as bold as Im being now. Mas as coisas parecem estar caminhando na direção certa, se bem que esses são só os primeiros 4 ou 5 degraus. Mas o tempo passa rápido, sempre mais rápido - eu espero que cada vez mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra fechar, o post abaixo foi uma meio homenagem ao Syd Barrett e uma meio homenagem ao dia do rock. Pink Floyd nunca significou muito pra mim, e confesso que durante muito tempo eu achava tudo deles um porre. Demorou pra eu captar a genialidade da coisa. E ainda assim nunca cheguei a ser grande fã. Mas é só pra simbolizar o rock n roll como partícula de.. de.. revolução. Como uma faísca que serve pra acender tudo aquilo que precisa ser liberadi, tudo aquilo que é certo ou que é legal e precisa e deve ser feito e a gente não tem coragem. Tudo aquilo que precisa ser falado, out and loud. Lembro de uma frase do Vedder de um show de 96, um show inebriante aliás, em que ele diz na jam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porch&lt;/span&gt; que se você quer mudar algo ao seu redor você tem que começar mudando você mesmo - clichê, ok, mas depende do seu nível de percepção faz um puta sentido - e que é pra começar agora, e se você tem algo a dizer, algo que poder mudar você e as pessoas a sua volta, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;shout it out&lt;/span&gt;! Porque isso que é o rock. Um brinde ao rock n roll, que mudou minha vida e contribuiu fundamentalmente na construção da minha personalidade e de tudo aquilo que eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, que profundo. Nãolevem a sério não. Alguém consegue me imaginar falando umas coisas bregas e sérias assim?&lt;br /&gt;Como complemento ao texto, uma pérola (entenderam o trocadilho?? heim, heim??):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Leash - Eddie Vedder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Troubled souls unite, we got ourselves tonight, oh...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I am fuel, you are friends, we got the means to make amends&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I am lost, Im no guide, but Im by your side&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I am right by your side, yeah...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Young lover I stand, it was their idea,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I proved to be a man&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Take my fucking hand, It was their idea,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I proved to be a man&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Will myself to find a home, a home within myself&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;We will find a way, we will find our place&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Drop the leash, drop the leash...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Get outta my fuckin face &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Delight, delight, delight in our youth..&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115291580617053430?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115291580617053430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115291580617053430&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115291580617053430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115291580617053430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/07/delight-in-our-youth.html' title='Delight in our youth'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115281330560782537</id><published>2006-07-13T14:31:00.000-03:00</published><updated>2006-07-13T14:55:05.676-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Então você acha que é possível dizer a diferença entre o céu e o inferno? A diferença entre o céu azul e a dor profunda, a diferença entre um prado esverdeado e infinito e uma chuva fria como aço entrando na pele? A diferença entre um sorriso e um véu,você acha que dá pra saber?&lt;br /&gt;E eles conseguiram fazer com que você transformasse seus heróis em fantasmas? Cinzas quentes em árvores, ar quente em brisa fresca?  Conforto frio por mudança, você trocou sua caminhada na guerra por um papel principal numa cela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu queria que você estivesse aqui. Somos duas almas perdidas, nadando num aquário, ano após ano. Correndo pelo mesmo campo, e o que achamos? Os mesmos medos de sempre... Como eu queria que você estivesse aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wish You Were Here, Pink Floyd&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115281330560782537?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115281330560782537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115281330560782537&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115281330560782537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115281330560782537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/07/ento-voc-acha-que-possvel-dizer.html' title=''/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115204661875123038</id><published>2006-07-04T17:29:00.000-03:00</published><updated>2006-07-04T17:56:58.810-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Shite. Never felt so miserable and so empty. O que eu tenho no fim das contas? Se só posso contar com um blog pra poder falar das coisas quando eu to.. hopelessly miserable, pela falta de melhores palavras no meu belo idioma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nada. E minhas tardes são vazias e eu percebo que eu só não surto no dia-a-dia porque me ocupo com as coisas: me ocupo com o trabalho e me ocupo com a faculdade.. queria me ocupar com outras coisas, mais legais talvez, ou mais agradáveis. O problema é que se eu olhar minha vida assim, de cima, eu percebo que o problema é.. comigo. Ou sei lá. Não mudou nada na minha vida de cinco dias pra cá; ainda assim, há cinco dias eu não estava tão.. down. Não é nada novo, nada que eu não tenha sentido antes.. Mas a cada dia que passa e a cada coisa que acontece, eu vejo o quanto eu não pertenço a esse lugar, o quanto as coisas não são como deveriam ser - e quem sou eu pra dizer como elas deveriam ser? A gente assiste aqueles filmes que no final tudo dá certo e é tão bonito, e sabe porque eles existem??? Pra gente achar que pelo menos de alguma forma aconteçam coisas felizes e que dêem certo. Porque de verdade nada acontece como acontece na fantasia. Nada. É tudo mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu quisesse agora ligar pra alguém pra poder chorar durante horas eu não teria ninguém com quem fazer isso. Porra, eu tenho grandes pessoas ao meu lado das quais eu realmente gosto, parece que tá sendo meio estranho pra me libertar dos meus antigos amigos e move on, deixar que essas pessoas novas definitivamente entrem na minha vida. Mesmo assim eu vou permitir, mas isso é algo que toma tempo. Leva tempo até você ser cúmplice de alguém de uma maneira completa, leva tempo até você achar um amigo que te entenda com o olhar e que você entenda com o olhar. Eu não  posso simplesmente ligar pras pessoas e falar dos meus problemas até porque.. eu não deveria falar deles.. Eu deveria ter amigos que pudessem entender o que tá acontecendo só de me observar durante uns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só o ócio que me arrasta de volta pra depressão e pra essa ansiedade de não-sei-oquê. É outro sentimento que é na verdade, por acaso, desencadeado pelo ócio: o de solidão. O de total ausência de qualquer coisa realmente válida. Nessas horas eu entendo que fodam-se todas as coisas plásticas que eu tenho, e nessa hora que eu entendo realmente, sem clichê nem nada que nada do que é posse realmente importa. O que importa são as coisas que você tem que ninguém pode tirar de você. Tipo as suas experiências, tipo aqueles momentos com as pessoas ou a pessoa. Aquelas coisas boas de lembrar. De repente todas as coisas com as quais eu me importo parecem ridículas e me vem a mente coisas com as quais eu realmente devo me importar - e nenhuma delas pode ser tocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no final eu só tenho mais raiva de mim mesma, porque fico pensando que eu não deveria estar reclamando, que eu tenho um monte de amigos. Que tudo isso é uma besteira da minha cabeça pra eu ou pros outros terem pena de mim.. E isso me deixa com mais raiva e é cíclico. Droga, acho que eu nunca me expus tanto.. E isso também me deixa com raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos eu passo por isso, e sempre passa e volta um pouco pior na vez seguinte. Independente daquilo que tenho ou não na vida, sempre volta. E aí passa, sempre nas seguintes circunstâncias: alguma pessoa que se mostra adoravelmente amiga e próxima, por coincidência um ou dois dias depois de uma crise dessas. Sempre por coincidência. Não estou... sendo ingrata com as pessoas das quais eu gosto, os alguns amigos que tenho e que sei que tem carinho por mim. Não é isso, é só que.. eu simplesmente sinto essas coisas e eu precisava falar ou eu ia explodir. Não é que as pessoas com quem tenho uma amizade, mesmo que nada muito profundo e sólido, sejam.. maus amigos e não estejam fazendo seu papel. É que.. todos meus velhos e sólidos amigos, eu não os tenho mais. E os novos ainda não são tão próximos pra compreender certas coisas da minha cabeça.. fico com medo até que eles se afastem diante de tamanha perturbação. Eu me assustaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como vocês podem notar tão claramente ao ler esse texto - quero dizer, eu não entendo, minha cabeça está muito muito cheia de coisas e extremamente confusa agora, mas pras pessoas que vêem de fora deve estar claro - o problema é provavelmente.. eu. Ou não, sei lá, só to tentando achar uma explicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115204661875123038?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115204661875123038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115204661875123038&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115204661875123038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115204661875123038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/07/shite.html' title=''/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115150837151973798</id><published>2006-06-28T12:25:00.000-03:00</published><updated>2006-06-29T11:47:27.600-03:00</updated><title type='text'>If we were freckless we'd be fine</title><content type='html'>Você já conheceu alguém cujo olhar fosse tão intenso que fosse impossível manter contato visual por muito tempo? Que o olhar dessa pessoa fosse tão penetrante que você tivesse a impressão que estava sendo despido, que ela pudesse enxergar você de forma tão transparente? E que ao mesmo tempo essa pessoa se mostrasse inteira no olhar; você sem dúvida saberia quando ela estivesse mentindo, ou estivesse triste, ou brava, ou alta. O olhar dela a denunciaria. Você já conheceu alguém assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheci umas três pessoas assim. Uma delas se chama Eddie Vedder e é o vocalista do Pearl Jam, que eu chamo de minha banda preferida pelo incrível significado que teve pra mim. Sim, música pode mudar as pessoas. E essas pessoas são as mais legais de conhecer. E eu tento ser como elas até onde é possível que eu seja. Eu olho profundamente nos olhos de todos aqueles que converso.. As vezes encontro uma pessoa que como eu também olha nos olhos e é difícil sustentar o olhar. Mas eu estou me esmerando na habilidade de ser sempre o mais transparnte possível. Todo mundo deve achar isso tão besta mas eu acho isso uma das coisas mais incríveis que você pode fazer pra outra pessoa. Demonstra respeito, interesse, e demonstra que você está de inteiro ali. Só que isso acarreta sérios problemas pra mim porque eu não sou capaz de fingir nada. Não sou capaz de fingir felicidade nem tristeza; nem posso fingir que estou brava se não estiver, nem que estou satisfeita se não estiver. Eu nunca sorrio if I dont really mean it. Nunca choro se não for verdadeiro, não abraço ninguém que eu não goste realmente. Também não digo "eu te amo" praqueles que eu não amo realmente. As vezes é ruim; por exemplo, no trabalho, onde eu tenho que fingir que gosto de algumas pessoas.. Eu não consigo. Não consigo sequer sorrir pra essas pessoas. Mas no geral eu gosto de ser assim. Eu acabo sendo uma só com todo mundo, em todos os ambientes. Isso é agradável pra mim e pros outros. Eu percebo que os melhores posts (foda-se a modéstia) saem quando eu estou meio perturbada; eu andei meio perturbada esses dias. Total crise existencial do tipo "tudo isso vale a pena?", profissional ("vou estudar quatro anos pra ganhar pouco e trabalhar nos feriados"), fraternal. E essa última foi a mais séria. Está sendo na realidade. Porque eu tô meio sem amigos. Po, sei lá, eu tenho amigos.. Mas as vezes faltam amigos pra compartilhar das minhas loucuras. Eu tenho uns pensamentos meio estranhos, não sei se só eu sou assim ou se todo mundo é mas a maioria tem vergonha de dizer. Eu gosto de discutir umas coisas improváveis. Gosto de ir no parque a tarde e ficar olhando as pessoas passarem ouvindo música, sentada na grama. Gosto de ler ficção, mas também gosto de ler sobre outras culturas. Acima de tudo, gosto de discutir coisas improváveis. Eu queria uns amigos pra discutir essas tais coisas esquisitas e improváveis. As vezes essas discussões envolvem breves exercícios de auto-pena mas passa, não é demagogia. Percebi que eu sou dispensável pra todos os amigos que eu tinha/tenho. Porque não sou tão próxima de ninguém a ponto de ser única e indispensável, eu costumava ser, mas a distância física implicou em distância.. total. E eu tento manter uns laços mas não dá. As vezes eu murmuro essas coisas estranhas pros meus atuais amigos, na esperança de compreensão. E eles olham com uma cara de "você tá louca?", e dizem "quê???" e eu desisto. Abaixo a cabeça e volto a falar.. daquilo que estávamos falando (Aí entra o exercício de auto-pena. Esse é da série "ninguém me entende!").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava zapeando dia desses e passei pelo programa da Luciana Gimenez, e tava lá a Tatiana Giordano, uma ex-big brother. Ex-big brother é meio decadente né? Porque ser big brother já não é grande coisa, ex-big brother é zuado demais. Mas então essa Tatiana disse que acredita que quando você quer alguma coisa você não deve ficar falando em voz alta, porque têm em volta da gente uns espíritos malignos que ouvem se você fala; e se eles ouvirem eles vão fazer de tudo pra que você não consiga seu objetivo. Minha mãe e meu pai sempre me disseram pra eu não contar as coisas pros outros antes delas acontecerem, porque traz azar e normalmente a coisa não dá certo, e eu sempre fui muito empolgada- na menor chance de algo legal acontecer eu, ingênua, saio contando pra todo mundo. Eu aprendi que em partes faz sentido. Mas pode funcionar de outro jeito também: um monte de gente que me conhece sabe que eu vou pra Europa. Porque eu conto pra elas. Mas eu conto porque eu coloco na minha cabeça a idéia de certeza. Se "eu vou", elas não podem impedir. Ninguém pode. Se eu "quero ir", ok, é diferente. Mas "eu vou" sendo repetido várias vezes grava no universo e depois volta pra mim; o universo é tipo um espelho. Sabiam? Isso é preceito do Budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de, satisfatoriamente, descobrir as delícias de Futureheads, Death From Above 1979 e Revolver - dos Beatles, é! Mas só gostei mesmo mesmo de umas 4 músicas. Eleanor Rigby é transcedental.. Eu já conhecia de algum filme, but cant put a finger on it. Tenho muito mais pra falar mas to mais que atrasada. Outro dia eu volto neste mesmo horário, neste mesmo canal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115150837151973798?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115150837151973798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115150837151973798&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115150837151973798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115150837151973798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/if-we-were-freckless-wed-be-fine.html' title='If we were freckless we&apos;d be fine'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115132980868798794</id><published>2006-06-26T09:51:00.000-03:00</published><updated>2006-06-26T10:50:08.783-03:00</updated><title type='text'>My back hurts</title><content type='html'>18 anos e dores nas costas. Deve ser saldo do fim de semana boêmio. Pelo menos, comprei um MP3 player no sábado. Não sei como tava aguentando viver sem música; também não sei como quero escrever sobre música sem nunca ter ouvido o Revolver, dos Beatles. Tô baixando. Eu me dei conta que tenho que ouvir de tudo, pelo menos conhecer tudo, maspra conhecer tudo eu preciso ouvir o Revolver. Eu sou grande fã de música estrangeira mas tem tanta coisa nacional que é incrível.. Eu adoro fuçar e achar essas coisas escondidas e deliciosas de ouvir. É mais que um passa-tempo. Me ajuda a esquecer as mazelas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando em mazelas do mundo, eu não sei como as outras pessoas são, mas a maneira como eu vejo o mundo é muito estranho. Eu gosto, mas não parece ser uma coisa normal; não é o tipo de coisa que eu falaria em voz alta.. Vou explicar: qualquer situação por qual eu passe evoca em mim pensamentos e reflexões meio excêntricos. Eu nunca penso o óbvio.. eu me pego pensando em algo totalmente esquisito, uma linha de pensamento meio difícil de ser seguida. Na verdade acaba sendo meio ruim, porque eu não consigo simplesmente viver as coisas.. eu preciso tentar encontrar a razão pra tudo. Todas as coisas exigem reflexão... É meio assustador mas se eu tivesse um gravador mental eu ia passar dias e noites só reproduzindo meus pensamentos estranhos e dando risada. O fato de eu achar graça em (quase) tudo, não sei se já comentei isso, também faz parte dessa maneira estranha de pensar. Como eu vou muito longe nas coisas, sempre acabo achando a situação engraçada de alguma maneira, porque da maneira que eu pensei, ali no meio alguma coisa sempre é engraçada. Eu desenvolvi com perícia a habilidade de rir de mim mesma. Sou adepta do "se a piada é muito boa, ninguém pode ficar chateado", o tal "perco o amigo mas não perco a piada". E eu realmente não perco a piada, e por sorte nunca perdi nenhum amigo por causa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando em amigos.. Eu ainda tenho alguns problemas com eles. Porque como alguns de vocês sabem, eu tenho alguns desvios psicológicos, que os anos de terapia e o remédio psiquiátrico resolveram quase totalmente. Meu problema é que as vezes eu acho que não sou bem vinda pelas pessoas.. Não por todas, entendem? Acontece as vezes. Demora um tempo pra eu me sentir segura num lugar, com as pessoas.. Novas. Ou nem tão novas. E mesmo assim, depende do que acontece, tem que recomeçar do zero. As pessoas que me conhece não faz muito tempo só dificultam isso, porque acham que esse meu "receio" de me convidar pras coisas é frecura ou é doce, já que eu de natureza sou meio.. extrovertida. Mas não é. É que no fundo eu nunca tenho certeza se as pessoas com quem eu estou realmente me querem ali. É triste mas essa perspectiva de ser triste é mais triste ainda. E tudo por causa daquelas motherfuckers na sexta série.. um dia eu conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas alternativinhas já estão me dando nos nervos. Cansei de Ser Sexy é uma bosta, só eu acho isso? Bonde do Rolê só é divertido por causa dos samples que são bons, Bonde das Impostora só é legal por que eles riem deles mesmos. Eles são toscos, cansei desses hypes. São todas as pessoas que tentam ser diferentes.. E são todos iguais a todos que querem ser diferentes. Eu sou normal, eu acho. Só gosto da DJ Club porque a música é boa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115132980868798794?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115132980868798794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115132980868798794&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115132980868798794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115132980868798794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/my-back-hurts.html' title='My back hurts'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115034332464816915</id><published>2006-06-14T23:45:00.000-03:00</published><updated>2006-06-15T00:56:52.546-03:00</updated><title type='text'>Lets get these teen hearts beating faster, faster</title><content type='html'>Eu tava com uns pensamentos estranhos ontem antes de dormir, e agora to assistindo Deus é Brasileiro e uns pensamentos relacionados voltaram. Ontem eu tava pensando que é meio inútil fazer planos na vida, porque o mundo tá tão.. violento e sem.. esperança e esses clichês que eu posso morrer a qualquer hora. Todo mundo sabe disso, sabe que pode morrer a qualquer hora. Por um monte de motivos. Mas pela primeira vez isso realmente me assustou. Ontem pela primeira vez eu tive medo, realmente medo, de não viver pra concretizar as coisas que tenho planejadas. Na realidade fiquei até com medo de escrever sobre isso, porque as pessoas normalmente tem esses insights e pouco tempo depois morrem, e ai as pessoas ficarão dizendo: "Nossa, parece que ela sabia, escreveu sobre isso no blog". E eu sei e todos nós sabemos que no fundo nada disso faz sentido, porque se a gente for pensar assim não faz nada, mas sei lá. Tô vivendo, né. Quando assisti Clube da Luta tinha a Marla Singer, que eratipo uma Loser feito o mocinho lá, mas ela disse algo interessante, mais ou menos que ela odiava a vida dela e fazia de tudo pra morrer, e o mais curioso era que ela não morria. Acho que eu não tenho que me preocupar com isso, quando tiver que ser eu nem vou pensar em mais nada né.. Só vai ser.&lt;br /&gt;   E esse filme que eu to vendo provoca uma real reflexão sobre Deus e a terra e as coisas do mundo. Eu já tinha visto mas ainda é surpreendente. Ainda mais porque nos últimos dias eu tenho pensado em pegar a grana que eu to juntando pra viajar pra fora e fazer um esquema aqui no Brasil mesmo, tava pensando isso esses 3 últimos dias, e esse filme mostra uns lugares que eu realmente gostaria de conhecer. Na realidade, é só um pensamento, não vou deixar realmente de ir pra onde eu tava querendo. Mas como a idéia é morar lá fora só por uns tempos, quando eu voltar preciso fazer isso. Meu país é gigante e é bonito, e também é horrível e eu preciso muito ver isso, o feio e o bonito, aqui. E voltando ao negócio de morrer, aconteceu uma coisa ontem. Tem uma pessoa, uma grande amiga daminha mãe, tipo irmã assim. Que pra gente sempre foi meio que uma tia, uma pessoa que eu gosto como um alguém da família. Essa mulher sempre batalhou muito pra conseguir as coisas na vida e eu sempre vi ela se fuder, sem nunca tirar do rosto o sorriso e com um dos melhores humores que eu já vi. Ontem ela tava esperando oônibus lá perto do zoólogico, era tarde e ela foi agarrada por um homem. E ela como sempreluta contra tudo também lutou contra o homem, mas o homem era forte. E ela lutava, e quantas mulheres não lutam contra um estuprador e perdem? 99.8% talvez? E bem, ela não ficou entre os 0.2%. Ela ficou em alguma outra estatística, a das"mulheres que são atacadas mas são salvas por estranhos armados", que deve configurar menos de 0,2%. Bom, então passou um cara de carro, apontou uma arma por maluco que tinha agarrado era, o cara correu. O tio da arma ficou com ela até o ônibus vir e pá, foi isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da série "Copa do Mundo e Crianças Fofas". Eu era uma criança fofa, deixa ver se tenho uma foto.. Não, o fotolog tácom problema então não tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, e minha mãe me contou uma história daminha primeira copa do mundo, a de 90. Na ocasião eu tinha dois anos e minha vó comprou uma camiseta do Brasil pra mim. Minha mãe disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filha, olha só, a vovó comprou uma camiseta pra você torcer  no jogo do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no dia do jogo eu, sorridente e falante (sim, eu era falante e disso tenho várias histórias), peguei a camiseta e.. torci. Tipo.. "Mamãe, olha, eu vou torcer." E torci a camiseta. Pra mim fazia todo o sentido do mundo; assim como fazia sentido que quando eu estivesse andando de carro a lua estivesse me seguindo, e assim como fazia sentido que todas aquelas feiras de malha que eram "entrada franca" tivessem sua entrada na cidade de Franca, com um túnel subterrâneo para a localização da feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contador de acessos está disponível pra todo mundo ali, no fim da página. E eu tive nove acessos únicos hoje! Não é incrível? E, bom, uma letrinha ótima do Panic! At The Disco, abaixo. Eles são legais. Okay, é o tipo de coisa que eu tenho um pouco de vergonha de falar que gosto, mas eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Is it still me that makes you sweat?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Am I who you think about in  bed?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;When the lights are dim and your hands are shaking as you're sliding off  your dress? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Well think of what you did. And how I hope to God he was worth  it.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;When the lights are dim and your heart is racing as your fingers touch  your skin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;I've got more wit, a better kiss, a hotter touch, a better fuck  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;than any boy you'll ever meet. Sweetie, you had me. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Girl I was it, look  past the sweat, a better love deserving of &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;exchanging body heat in the  passenger seat? no no no you know it will always just be... me.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Let's get  these teen hearts beating. Faster faster!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;So testosterone boys and  harlequin girls:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;will you dance to this beat and hold a lover close?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;So  testosterone boys and harlequin girls:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;will you dance to this beat and hold a  lover close?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;So I guess we're back to us, oh cameraman, swing the  focus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;In case I lost my train of thought where was it that we last left  off?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Let's pick up pick up&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Oh now I do recall, we just were getting to  the part&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Where the shock sets in, and the stomach acid finds a new way to  make you get sick.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;I hope you didn't expect to get all of the attention.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Let's not get selfish, did you really think I'd let you kill this  chorus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Let's get these teen hearts beating. Faster, faster!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115034332464816915?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115034332464816915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115034332464816915&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115034332464816915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115034332464816915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/lets-get-these-teen-hearts-beating.html' title='Lets get these teen hearts beating faster, faster'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115023454248210830</id><published>2006-06-13T18:29:00.000-03:00</published><updated>2006-06-26T10:50:53.936-03:00</updated><title type='text'>We've seen some change, but we're still Outsiders</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Notícia boa do dia:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Franz Ferdinand retorna ao Brasil em setembro. (E eu tenho espasmos de felicidade ao ler a notícia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Notícia ruim do dia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou de exame de "Comunicação e Linguagens", que é tipo aquela matéria "Semiótica". Na realidade, isso é humilhante porque essa é uma matéria feita à distância, ou seja, pelo computador. Chamamos de "semipresencial".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que a outra boa notícia é que o Brasil ganhou, mas o jogo tava tão truncado e deu tanto sono que eu nem sei o quão bom isso realmente foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aaaahhh, so much to talk about and nothing for to say. Acho que essa é a primeira Copa em que eu tenho maturidade suficiente pra começar a analisar o fenômeno social que ela é no Brasil. Ainda mais nessa que é considerada a maior Copa de todos os tempos, não me pergunte porquê. O clima hoje tava meio eufórico. Algo como o dia do PCC, mas o inverso: a aura pairava mas era verde-amarela. E eu, tão cética, puta por ter sido acordada por cornetadas incessantes das crianças vizinhas, senti enquanto estava no ônibus uma incontrolável vontade de comprar uma camisa da seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou contra a Copa, não sou anti-Brasil, nem sou anti-patriota, nem paga-pau de gringo. Nada disso. Entendo futebol, sei até o que é impedimento! Minha queixa contra a Copa não é culpa do futebol ou da seleção. Sei lá de quem é, mas me irrita a atitude do povo, que esquece os problemas e age como se nada mais no mundo fosse importante. Copa, Caranaval e todas essas festas de merda no Brasil só servem pra alienar mais a população (Com o perdão do discurso pronto mas eu realmente penso assim). Não é que eu torço pro Brasil perder; eu assisto os jogos e levo minha mão à cabeça, grito "uuuuuuuuuuuuuuhhh!!!!" quando o Roberto Carlos chuta e a bola passa direto pra linha de fundo. Eu só acho que o país reforça a falta de compromisso do povo com ele mesmo. Alguns dizem que eu não sou patriota porque sou sempre a primeira a meter o pau no Brasil e na gente, povo; mas a real é que amo meu país e me entristece ver que ninguém faz nada pra mudar as merdas dele. Porque ele tem um monte de merdas. E o futebol, o carnaval, a simpatia, as belezas naturais, nada disso compensa a miséria, a corrupção, a fome, a violência e todas essas coisas. E eu queria que fosse tudo bom. Eu queria não ter vontade de ir embora daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora voltemos &lt;em&gt;ao que im&lt;/em&gt;porta, ou seja, a vinda do Franz Ferdinand. Ou a volta, como queiram. Não pude ir aos shows deles por falta de grana, fora que acho que o FF já não é mais banda de abrir show. Eles merecem mais do que isso. E eu fiquei muito triste, porque gosto muito da banda e realmente gostaria de ter ido. Botei na minha cabeça que eu só teria oportunidade de vê-los novamente daqui a um bom tempo, talvez quando já estivesse no exterior..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que fique bem claro ao Sr. Lucio Ribeiro que, se ele estiver mentindo, ele morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideração final: Coloquei um contador! Agora dá pra saber se alguém, além das 3 pessoas que eu tenho certeza, lê meus textos. Veremos..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115023454248210830?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115023454248210830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115023454248210830&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115023454248210830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115023454248210830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/weve-seen-some-change-but-were-still.html' title='We&apos;ve seen some change, but we&apos;re still Outsiders'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-115013937792462118</id><published>2006-06-12T15:40:00.000-03:00</published><updated>2006-06-12T16:09:37.930-03:00</updated><title type='text'>Im exactly were youd like me now</title><content type='html'>Tem dois posts gigantes salvos aqui, que eu comecei e não terminei. Um falava sobre os filmes que eu tinha visto essa semana (Até então, Clube da Luta e A Montanha dos Sete Abutres, e depois de ontem, o Código da Vinci) e o outro falava sobre a minha noite de sábado, que passei no hospital devido aos exageros alcoólicos de um dos meus amigos mais legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu achei que nenhum dos dois posts era realmente interessante. Nem pra mim nem pra vocês. Pensei em escrever ficcção, em escrever algo meio beat-meio Salinger, pensei em um monte de coisas mas tá difícil. E essa metalinguagem torna ainda mais difícil introduzir aqui um texto de ficção assim, do nada.. Comprei um bloquinho do Dilbert, mas o máximo que eu fiz foi transformar a figura do Dilbert que está em marca-d'água em um Harry Potter. Ficou simpático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de assistir Clube da Luta, fiquei pensando que toda pessoa no mundo tem ou deveria ter um Tyler Durden. Quem não assistiu o filme vai se perder, mas sorry, não vou explicar. Acontece que eu fiquei imaginando como seria o meu Tyler Durden. Considerando que o Tyler seria tudo aquilo que eu gostaria de ser e não tenho coragem, e ele faz bem tudo aquilo que eu não sei fazer.. Meu Tyler Durden seria então uma pessoa a quem eu admiraria. Eu sempre admiro as pessoas que são capazes de fazer coisas que eu não sou. Faz sentido, não faz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda to lendo o On The Road e vou demorar, porque o livro só tá ficando interessante agora. Mas ele é interessante do ponto de vista de uma pessoa que quer viajar assim - embora o Holden tenha me ensinado muito mais em tão menos tempo. Saudades do Holden, jamais deveria ter emprestado o livro. O problema é que eu não consigo lembrar pra quem eu emprestei.. se foi pro meu ex-professor de Redação ou sei foi pra minha amiga Carol. Ou se não foi pra nenhum dos dois.. Droga, eu fui ingênua de emprestar, eu sou o tipo de pessoa que quando lê um livro incrível quer que todas as pessoas around the world também tenham o incrível prazer de ler o livro, então eu saio comentando e acrescentando ao final: "Eu te empresto!" E assim eu sigo perdendo meus livros, e esse é um dos mais importantes pra mim. Até porque eu ganhei de uma pessoa legal e tem dedicatória e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu já parei pra pensar muitas vezes no que é que faz algo ser engraçado. Porque eu acho as coisas engraçadas de uma maneira fora do normal. Quero dizer, eu acho graça em um monte de coisas que as pessoas não acham. Meu humro é muito mais abrangente e as pessoas costumam me chamar de "feliz". Por exemplo, Dia dos Namorados, e eu to sem namorado. As pessoas ficam deprimidas, se mandam flores, se trancam em casa, alugam filmes românticos e os assistem comendo um pote de sorvete, essas coisas. But I, I dont give a fuck. Sério. Eu acho até engraçado. Sim, eu dou risada. Porque eu não acho que é tão triste, porque eu sou meio cética e pra mim essa data não significa porra nenhuma, é tão comercial quanto qualquer data dessas que tem aí então foda-se. Não é um mau-humor, não, nem estou fingindo que não ligo quando ligo. Desejo aos namorados e namoradas do país muita felicidade. E responsabilidade e maturidade. E união. De verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hhahahahahahahaha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu como eu acho tudo engraçado? Direto as pessoas no MSN me perguntam porque eu to rindo, ficam bravas. Na vida real também. Eu dou risada e as pessoas pensam que eu to rindo delas ou algo assim. Ou então, quando eu falo algo sério, as pessoas acham que eu tô brincando. Odeio isso. Acho que eu tenho um tom de voz divertido. Sei lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-115013937792462118?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/115013937792462118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=115013937792462118&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115013937792462118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/115013937792462118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/im-exactly-were-youd-like-me-now.html' title='Im exactly were youd like me now'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114977612276197139</id><published>2006-06-08T10:24:00.000-03:00</published><updated>2006-06-09T18:48:56.036-03:00</updated><title type='text'>Ebony Wand</title><content type='html'>Comprei um bloquinho. Se não gosta/não liga pra bandinhas novas e hype, pule o trecho abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixei o disco do Panic! At the Disco. Não queria baixar porque o Lúcio tinha falado e eu tive uma impressão ruim, achei que era mais um Strokes da vida. Mas tava afim de ouvir uma coisa nova..: As músicas são parecidas e lembram música de abertura do Power Rangers. Tem algo forte de música eletrônica (Daft Punk) e de... emo? Algo de Simple Plan, talvez pelos vocais. Você sente isso com certa frequência, mas é durante pouco tempo. E não dá pra falar que tem isso como influência, é mais próximo de indie e música eletrônica do que do resto. Os nomes das músicas são ótimos e as letras também são divertidinhas. Legalzinho mas não faz meu.. tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também baixei odo Clap Your Hand Say Yeah!. Não tinha ouvido ainda. A primeira música é esquisita. Hahahaha, zueira. É só uma intro, não configura "música", eu acho.&lt;br /&gt;A minha primeira impressão é..: "Me irrita que um cara com uma voz dessa ache que pode cantar numa banda". É tosca. Mas provavelmente ele sabe disso e sabe que depois de um tempo a pessoa se acostuma é até gosta. Me lembra alguém que já canta assim, não lembro quem. E a melodia me agrada muito. É o tipo de banda da qual eu gosto. Ah, já sei o que me lembra! U2, de longe. Hhahahaha, sim, me lembra. É, CYHSY entrou pra minha lista de boas bandas preferidas. Tem muito pandeiro e tem até uma música que é a intro é uma mistura da música do danoninho com a dos anjinhos - chama Details of the War. Tem até uma incrível gaitinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vocês bem sabem - e se não sabem, ficarão sabendo agora - eu sou uma boa e fiel fã da série Harry Potter. São provavelmente os livrinhos mais divertidos e envolventes que tive oportunidade de ler. E como vocêstbm provavelmente sabem, todo personagem do univrso de Harry Potter tem uma varinha. Segundo o Olivaras, o tiozinho da loja que as vende, não é o bruxo que escolhe a varinha e sim a varinha que escolhe o bruxo. E o Harry tem uma varinha que é feita com a pena damesma Fênix da varinha do Voldemort.. Mas ok, isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que eu estava, numa dessas manhãs desocupadas, vasculhando a internet à procura de qualquer coisa pra fazer. Aí achei uma coisa que me deixou... embasbacada.&lt;br /&gt;É um site (www.alivans.com) que vende varinhad o Harry Potter. Eles têm centenas de modelos, todos talhados em madeira e todos diferentes um do outro e aquelas coisas. O mais surpreendente é.. o preço. U$ 25 pracima, tem umas "edições especiais" e "limitadas" que custam U$ 65 e daí em diante. Destaque para uma das varinhas em edição especial, da qual achei o texto particularmente curioso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1786/853/1600/ebony_fantasy_zoom.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1786/853/320/ebony_fantasy_zoom.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução livre do texto referente a essa varinha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Varinha de Ébano com Cristal Solitário: U$ 55,00&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Ébano é, sem dúvida, conhecida como a madeira mais poderosa quanto se trata de magia. O usuário dessa varinha terá poder ilimitado assim como habilidades de proteção sem precendentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Essa varinha Fantasies Collection (a série a qual a varinha pertence) é também adornada com um único cristal na ponta do lugar onde você a segura, que está lá para representar sua solidão e beleza para seu dono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;O que está incluída em sua varinha?&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt; Sua varinha Alivaras vem completa com duas caixas de colecionador, um aquinho em veludo bordado com o brasão do Alivaras em dourado e um certificado numerado de autenticidade que detalha no verdo as propriedades mágicas da peça que você escolheu. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Madeira:&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt; Ébano de Macassar. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Tamanho:&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt; 15 1/4 polegadas. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(0,0,153)"&gt;Encantamento:&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153)"&gt; Essência de escama de serpente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0)"&gt;Você compraria uma?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga, estou a dois dias tentando trocar o "template". Sempre que coloco um novo ele dá uma "incompatibilidade" bizarras e não dá pra ler texto nenhum. Fica tudo com uns símbolos estranhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Té mais, no fim de semana eu posto algo decente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114977612276197139?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114977612276197139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114977612276197139&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114977612276197139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114977612276197139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/ebony-wand.html' title='Ebony Wand'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114969371965498229</id><published>2006-06-07T11:25:00.000-03:00</published><updated>2006-06-07T12:22:29.810-03:00</updated><title type='text'>Into another dimension</title><content type='html'>Eu tenho uma matéria que chama Metodologia da Pesquisa em Comunicação. A matéria ensina os alunos de Jornalismo a.. a... tipo fazer fichamento de livros, catalogar e indexar informações, essas coisas. Eu não gosto muito da matéria e nem ninguém da sala. Mas quando então eu me encho e não quero assistir aula, eu simplesmente saio pra não atrapalhar ninguém que porventura queira assistir. Eu falo bastante, essencialmente; mas não falo em aula.&lt;br /&gt;Bom, a questão é que a aula é zuada. Ninguém presta atenção. E aí o Prof. Adolpho Queirós resolveu dar uma prova sem consulta - a sala só aceitou porque ele prometeu uma revisão (revisão é rever, mas muitos de nós estaríamos vendo pela primeira vez) na semana anterior ao teste. Acontece que ele faltou no dia da revisão, sem avisar. E não adiou a prova. Chegou no dia dela, que era sem consulta e sem revisão, a sala começou a chiar. Chiar é ser bonzinho; as pessoas começaram a gritar impropérios do tipo "O Sr. é um professor de merda, por isso dê a prova com consulta, eu não aprendi nada nas suas aulas" pra baixo. E diante da pressão de uma sala universitária, e de um rapazinho mais velho que fez um discurso infame sobre "molecada que tem grana e vem direto do cursinho pra faculdade", o professor cedeu. É claro que cedeu, os ânimos tavam tão exaltados que eu achei (ele também achou, possivelmente) que ele ia apanhar. E bom, eu achei aquilo tudo a maior putaria do mundo. Coisa que achei que não fosse ver mais depois que saísse do ensino médio. O professor foi intimidado de uma forma agressiva, quase abusiva. Lá na sala tá cheio de gente pronta pra criticar o famoso "EU PAGO ENTÃO EU POSSO" na universidade particular. Mas o que eles fizeram ontem foi praticamente isso. Eles só não enunciaram em voz alta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia eu tava reclamando que não ganho nada. Em sorteio, quero dizer. Concurso dá pra ganhar, já ganhei algumas coisas legais. Então eu reclamava e me afundava em meu assento, amaldiçoando minha tão inoportuna falta de sorte. Foi aí que eu me lembrei: sim, eu já ganhei algo em sorteio. Foi há três anos, numa feira de alguma coisa na escola.  Eu ganhei uma bolsa de estudos no Canadá, no valor de U$ 6.000 dólares. Mas eu não tinha grana pra pagar a passagem. Não tinha nem 16 anos, a idade mínima: tinha 15. Aí era como se eu não tivesse ganhado porque nãopude usufruir do prêmio..&lt;br /&gt;Falando em não poder pagar, por algum motivo algumas pessoas da faculdade acham que eu sou rica. Eu tenho uma confortável vida de classe média, igual à maioria deles. Só que alguns, por serem mais pobres ou algo assim, por algum motivo se sentem.. hum.. mais dignos do que eu. Como se eu (hahahaha) tivesse tido tudo fácil ou algo assim. Mesmo que fosse verdade, isso é problema meu, e contanto que eu desse valor acho que estaria tudo bem. Ontem me peguei tentando justificar pra alguém meu novo celular.. preciso parar com isso. Acho que meu padrão de vida subiu sim, mas ainda tenho que trabalhar pra pagar a faculdade, ainda tenho que juntar dinheiro se quiser viajar, ainda não tenho dinheiro para comprar um Ipod e se eu ganhasse hoje a bolsa no Canadá ela ia ter o mesmo destino que aquela de 2003 teve. Tsc tsc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o período em que estive escrevendo esse post, que aliás é um dos piores que escrevi nos últimos tempos, em algum lugar aqui perto eu ouvi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;algo&lt;/span&gt; berrando. Não sei se é um gato, um cachorro chorando ou mesmo uma criança. Mas não pára. E sei lá. Eu queria poder saber o que é e tipo denunciar pro abuso de menores ou de animais ou algo assim, mas os gritos me irritaram e eu simplesmente dei play no cd do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;We Are Scientists&lt;/span&gt;. Eu tenho soluções práticas e convenientes pros problemas do dia-a-dia e a maioria delas envolve um discman com potência de som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gabi falou hoje em abrir um blog. Vai chamar ifyoudontmind e a gente vai falar só sobres coisas legais e descompromissadas, nada de política ou economia. Ok, mas não há regras at all, então dá pra falar disso também quando for inevitável - as vezes é inevitável.&lt;br /&gt;E eu preciso com urgência de um bloquinho. Vou providenciar isso hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114969371965498229?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114969371965498229/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114969371965498229&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114969371965498229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114969371965498229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/into-another-dimension.html' title='Into another dimension'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114957105065678695</id><published>2006-06-06T01:16:00.000-03:00</published><updated>2006-06-06T02:17:30.700-03:00</updated><title type='text'>Sobre 666 e música e a borboleta e jornalistas e luzes misteriosas..</title><content type='html'>Legal. Vários dias de observações e de absorvições (existe isso?) das coisas e eu acho que vai dar pra escrever alguma coisa. Ok, não to espremendo o texto de mim, até deu uma vontadezinha e isso é importante. É importante quando ele é espontâneo.&lt;br /&gt;Na verdade várias coisas rondaram minha mente esses dias. A primeira foi o dia do capeta, amanhã. Ou hoje, anyway, mas é que eu não fui dormir ainda. É que não significa nada e ao mesmo tempo significa tudo. Porque a gente sabe que no fundo esse dia não vai ser diferente de jeito nenhum - muita gente vai nascer e morrer, outras vão fazer sexo e outras vão usar drogas, algumas vão conhecer o amor da sua vida, como em todos os outros dias. Mas é que no fundo eu, pelo menos, vou atéo final do dia esperando que o céu se abra em chamas, que as bolas de fogo atinjam a face da terra e que o mundo se acabe. Afinal, 06/06/06 que se preze tem que ter apocalipse. Além disso, minha vida tá muito monótona. Um Armageddom ia dar uma agitada. Se bem que o dia lá do PCC foi bem animadinho.. Se eu fosse o Marcola, tinha escolhido essa fatídica terça pros ataques. Ia ter um significado bem maior. Mas não, Marcola acredita em Deus e não faria uma coisa dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em coisas apocalípticas, estávamos eu e Guiga voltando da faculdade semana passada, às 11:30 da noite, quando vimos uma luz no céu. Um clarão alaranjado, como se o sol estivesse nascendo. Nossa curiosidade de wannabe-journalists e a nossa falta do que fazer nos motivou (ok, motivou a ele, que estava dirigindo o carro - eu apenas coloquei uma pilha) a seguir o clarão. E ao som de Big Wave experimentamos a incrível aventura de buscar o desconhecido. A luz era forte e caia no horizonte, e nós nos sentimos em Manhattan porque a quantidade e a altura dos prédios de Santo André City não nos permitia ver do que se tratava a porra do clarão. Mas o Gui continuou dirigindo, dirigindo, e da Metodista fomos parar na Pirelli, quase em Mauá. E nada, não dava pra ver nem fudendo. Desistimos e mesmo maravilhados pela luz, desistimos de nossa empreitada. Chegando em casa, corri para a sacada pra poder ver o que era. E vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu contar vai perder toda a graça, como perdeu pra mim. Eu preferia não ter visto. Então não vou contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vendo a história do julgamento da Richtoffen ou seja lá como se escreve essa merda, eu fiquei pensando que o destino nos prega peças. Quero dizer, a doida conheceu o Cravinhos no parque porque o irmão dela foi brincar de aeromodelismo no parque e o Cravinhos lá também brincava disso. Se eu fosse o Andreas eu ia dormir pensando "Caralho, que que eu fui inventar moda de brincar de aviãozinho no Ibirapuera".. É meio estranho mas é de se pensar. Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dia desses um menino lá da faculdade despertou novamente o desejo Cásper dentro de mim. Me lembrei que eu queria ter passado lá e que com certeza (?) eu teria vários amigos legais se estivesse lá, e não estaria tão perdida quanto estou na Metô. Mas se estivesse lá.. Bom, poderia estar morta. Ou aleijada. Vide história acima. Quero dizer, se não existe. Estou relativamente feliz, empregada no primeiro semestre, fazendo amigos e levando meu irmãozinho (15 anos) à Paulista que ele nunca tinha iso ("Tata, lá onde a gente vive é só um reflexo distorcido dessa incrível realidade!"). E sou feliz, quase que totalmente. Mas, voltando aos questionamentos, todo dia eu paro e olho toda essa merda na qual estou me chafurdando. Jornalismo é triste, cruel. E eu amo muito tudo isso mas não sai da minha cabeça que as chances de que eu jamais consiga trabalhar com o que eu quero são maiores do que as de eu trabalhar com que eu quero. E mesmo se eu trabalhar com o que eu quero, até onde eu estou vendo, o mercado de Jornalismo Musical no Brasil está uma lama só.. sério. Sei lá, é todo mundo meio.. mau. Evil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes eu tento me auto avaliar e entender porque eu gosto tanto dessas músicas que ninguém conhece. Tenho um amigo que diz: "Você só gosta dessas músicas pra poder dizer que você ouve o que ninguém conhece". E eu fico com medo de essa ser a verdade. Eu nego, luto contra isso. Ainda não consegui descobrir a razão e todos os dias rezo para que ela não esteja originada numa vontade inconsciente de ser.. diferente. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Indie&lt;/span&gt;. Porque aí eu vou ter que parar de zuar essas pessoas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Indie&lt;/span&gt;.. Po, eu só gosto! Que culpa eu tenho se as bandas não querem ser.. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mainstream&lt;/span&gt; ou sei lá como se chama isso. Porque Franz Ferdinand é foda e Bloc Party também, e Raconteurs também. E merda, não tenho culpa que o Lúcio falou deles semana passada. Não mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebam (tem alguém aí?) que eu falei, falei e não falei nada. Mas isso é importante também, não é? Porque no fundo (nem tão fundo) eu falei várias coisas. Falei da luz, e das bandas, e do meu irmão que foi desvirginado quanto às maravilhas da terra da garoa. E isso é alguma coisa.. não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114957105065678695?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114957105065678695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114957105065678695&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114957105065678695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114957105065678695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/sobre-666-e-msica-e-borboleta-e.html' title='Sobre 666 e música e a borboleta e jornalistas e luzes misteriosas..'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114921971545315110</id><published>2006-06-02T00:23:00.000-03:00</published><updated>2006-06-02T00:41:55.466-03:00</updated><title type='text'>Droga</title><content type='html'>Eu tentei. Mas não sai nada. Bloqueio criativo. Talvez se eu saísse na rua com um bloquinho e anotasse tudo que eu vejo.. Mas eu não tenho um bloquinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114921971545315110?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114921971545315110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114921971545315110&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114921971545315110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114921971545315110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/06/droga.html' title='Droga'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114833462104223580</id><published>2006-05-22T18:21:00.000-03:00</published><updated>2006-05-22T18:50:21.176-03:00</updated><title type='text'>Back to Kerouac</title><content type='html'>Uma vez um menino da minha sala, que tem um blog muito legal do qual eu não lembro o endereço, disse que escrever em blog era viciante. Eu tenho blog há muuuuito tempo mas nunca provei do real vício de escrever nele até.. até esses dias. A minha vida segue mas eu sinto um vazio de repente. E aí percebo que é porque o blog está a dois, três dias sem atualizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não costumo vir escrever aqui a não ser que eu tenha uma boa idéia, uma que dê pra desenvolver pelo menos umas 20 linhas. Acho razoável postar algo que seja interessante, se não pros outros, pra mim. É uma espécie de fetiche mas eu acho delicioso ler textos antigos do blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então cá estava eu, na redação, com o trabalho escasso - leia-se, um daqueles dias estranhos de uma estagiária onde simplesmente não há nada pra fazer. Li o jornal de hoje e abri o livro que comprei ontem, On The Road. Mas não consegui ler. O blog não estava atualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo passo era arrumar um assunto. Mas não funciona assim comigo; eu simplesmente vejo as coisas acontecendo e penso que elas dariam um bom texto, de alguma maneira, e não consigo pensar do nada em alguma situação pra escrever. Voltei ao Kerouac e por algum motivo lembrei de uma frase que li, há uns 3 meses, numa matéria interessantíssima do JT. Flava dos &lt;em&gt;nerds&lt;/em&gt;, o que eles são, como eles são, essas coisas. Eu sempre desconfiei que era nerd. Meus amigos me zuavam na época do colégio porque eu costumava ir bem em tudo - isso tornou-se uma inverdade já no ensino médio. Mas não nerd desse tipo. Eu sempre me senti uma espécie de nerd, contudo sem saber explicar porque. A matéria do JT esclareceu que nerd é "qualquer um que se interesse o suficiente por algo a ponto de ler (muito)  sobre isso, escrever sobre isso, discutir isso periodicamente com um grupo de pessoas igualmente nerds e que até chega ao extremo de criar um site sobre isso". As palavras não eram exatamente essa, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz ou infelizmente, tive a comprovação final da minha desconfiança. Uma vez, numa dessas noites das quais eu me envergonho parcialmente, surge um cara (sim, sempre que a gente está louco surgem caras mais loucos pra nos provarem que sempre se pode ir mais longe) e diz que todos nós somos, no fundo, nerds. Um amigo meu, chapado de maconha, começou a divagar sobre a cota nerd que é inerente a todo ser humano e eu emendei algumas bobagens sobre "altas e quedas na cota nerd", ao mesmo estilo das quedas e subidas das cotas na BOVESPA, aquelas coisas de economiquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não formei uma conclusão sobre a discussão do &lt;em&gt;nerdismo&lt;/em&gt;, me perdoem. Voltando ao início do texto, resolvi divagar sobre a falta de assunto que paira ao meu redor. Sempre achei o maior clichê do mundo escrever um texto sobre a falta de assunto para esse texto. Se você souber usar as palavras e for um daqueles caras cujo texto a gente devora, até se torna algo interessante.  E com sorte, de todas as pessoas que lerem seu texto, vai ter alguém que nunca viu esse tipo de recurso em nenhum outro lugar e que portanto vai achar sua idéia brilhante e criativa. É o recurso mais batido de metalinguística do mundo inteiro, mas às vezes funciona. A coluna do &lt;em&gt;Carlos Heitor Cony&lt;/em&gt; na &lt;em&gt;Folha&lt;/em&gt; de hoje  faz exatamente isso. Se formos falar só da parte monetária, diríamos que o valor do espaço que o Carlos Heitor Cony tem na Folha é enorme - sem contar os outros tipos de valores que uma coluna no maior jornal do país traz. E aí o cara usa as linhas dele pra dizer que ele não conseguiu achar um assunto pra escrever lá. Acho que um dos trabalhos dele é esse, não é? Não tô criticando o cara, normalmente gosto muito do que ele escreve. Mas é que achei a maior ironia do mundo, quero dizer, eu me criticando porque ia usar o maior clichê do mundo aqui pra preencher espaço, e abro a Folha de hoje e ele resolveu fazer primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora tudo isso - ficou meio confuso - tive um fim de semana vazio. No sábado, fà festa da minha prima, que completava um ano. Lá, me deparei com aqueles patéticas cenas que só acontecem quando a família se reúne e com os meus incríveis primos mais novos. Tenho alguns primos que são verdadeiramente interessantes. Crianças normalmente são, de maneira geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Domingo, comprei um all-star branco, que carrega toda uma simbologia paralela, é claro. Precisava de um tênis novo, já que o que eu costumava usar já apresentava furos em boa parte de sua "extensão". All-stars sempre resolvem esse tipo de problema: são bonitos, baratos e carregam uma aura toda "moderna e rebelde e alternativa" e isso certamente é importante pra uma estudante de Jornalismo que está tentanto buscar seu lugar.. no mundo. Ou algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Acho que vamos (eu e vocês) ganhar mais se eu voltar para o Kerouac.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114833462104223580?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114833462104223580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114833462104223580&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114833462104223580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114833462104223580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/05/back-to-kerouac.html' title='Back to Kerouac'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114798256742424889</id><published>2006-05-18T16:24:00.000-03:00</published><updated>2006-05-18T17:02:47.483-03:00</updated><title type='text'>I could be another clone..</title><content type='html'>Depois de um post vagabundo na segunda, no qual eu poderia sim ter escrito mais não fosse o pânico ter me impedido, volto aqui com coisas realmente relevantes (pra mim ao menos) pra postar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca achei que medo fosse palpável de alguma maneira. Quando saí de casa na segunda, ainda não sabia da onda de boatos que corriam. Estava "virgem" daquele fenômeno bizarro de milhões de informações desencontradas. E vocês podem não acreditar, mas senti algo meio estranho no ar mesmo assim. Até cheguei aqui na redação comentando. Mas não tem outra palavra, a sensação de pavor era tão grande que o ar pesado, era possível sentir, de uma forma meio estranha, mas todo mundo que já viveu uma situação parecida sabe  ao que me refiro então não vou me alongar por aqui. Só acho que nunca vivi nada parecido, nunca achei que viveria nada parecido. E o fenômeno da boataria, que eu pude presenciar ontem durante a última aula (celulares tocando sem parar, cada mãe desesperada com uma história diferente e evidentemente, infundada - rimou) me surpreendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a desprezível e superficial classe média brasileira. Não é o tipo de coisa que eu gosto de assumir, sou politicamente correta pra essa coisa de preconceito, mas.. Não é &lt;em&gt;pré-conceito&lt;/em&gt;, vejam bem. Odeio superficialidades. Pessoas que escolhem ser ignorantes. Elas não são ignorantes por falta de opção ou de oportunidade; são ignorantes porque, bem, porque nunca acharam conveniente serem um pouquinho mais.. elevadas. São cegas, não enchergam profundamente as coisas e também em seus sentimentos e pensamento e opiniões não são profundas, são rasas. Não são complexas, nem difíceis de entender, nem tem coisas incríveis pelas quais a gente se apaixone. São só &lt;em&gt;average people&lt;/em&gt;. Não porque não &lt;em&gt;podem&lt;/em&gt; ser acima da média; mas porque não &lt;em&gt;querem&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca li um livro inteiro do Nietzsche, só comecei e nunca terminei, ou li contos ou trechos avulsos - mesma coisa com o Dostoiévski. Por falta de vergonha na cara, diga-se. Porque eu sempre tive vontade de ler. É o tipo de coisa que você lê e logo depois que leu coloca no Orkut que você leu, porque dá a entender que você é culto. Tenho um amigo que me zoa por causa disso. Eu não tenho essa pretensão de parecer culta ou algo assim, mas ele ironiza muito porque eu gosto de conversar sobre livros dos quais ele não gosta e de outras coisas que ele acha chatas. De qualquer maneira, eu dou risada com ele porque ele é um dos amigos mais legais que eu já pude arranjar e de, alguma maneira, ele está certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao Nietzsche, o Marcelo, meu incrível professor de filosofia (&lt;em&gt;I have a couple of incredible teachers, mind you&lt;/em&gt;), chegou a mencionar bem rapidamente na sala de aula que Nietzche costumava dizer que o conhecimento é para os fracos, que surge da fraqueza. Vou colocar aqui da mesma maneira que ele colou. Lá, nos primórdios da civilização, os homens eram nômades. Porque os recursos acabavam e eles simplesmente não sabiam como renovar os recursos, então eles esgotavam uma região e partiam pra outra. Só que isso era uma constante e as regiões que proviam recursos para a sobrevivência foram acabando. Então os mais fortes iam pra essas regiões e os mais fracos eram expulsos por eles. E então os mais fracos tiveram que desenvolver o conhecimento necessário pra não precisar migrar, ou seja, pra renovar os recursos da área onde eles estejam. Aí surgiram as primeiras formas de agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse negócio de que o conhecimento só surge porque existe alguém que é de alguma forma fraco e ele, oprimido pelo cara forte, tente compensar sua fraqueza com o conhecimento, se aplica ainda hoje na maioria dos cenários sociais. Look around.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corduroy é, sem dúvida um hino de libertação. Não é curioso como você pode ouvir uma música, a mesma música, durante anos, e um dia você acordar e ouvir essa música e por algum motivo, a partir dali, ela assume uma outra significação bem diferente e mais.. intensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que o post de hoje foi absolutamente homogêneo e ironicamente superficial, porque tocou de leve um monte de assuntos mas não aprofundou-se neles como eu deveria ter feito - oh, eu ainda o estou escrevendo, posso mudar isso, não posso? Quero dizer, sem fatalismos, não é o fim e eu ainda posso mudar. Ainda posso tornar esse post algo do que me orgulhar. E o melhor, ao contrário da vida, que infelizmente te força a ser muito mais imediato, esse post permite que você o edite depois. Você pode terminar e depois acrescentar outras coisas amanhã ou depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahn sim, me perdi. Chama-se digressão, o pioneiro nesse tipo de linguagem meio diferente foi Machado de Assis. Droga, de novo. Então, &lt;em&gt;considerando que o post de hoje foi absolutamente homogêneo e ironicamente superficial&lt;/em&gt;, finalizo com a frase da semana: &lt;strong&gt;corra que a polícia vem aí&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114798256742424889?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114798256742424889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114798256742424889&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114798256742424889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114798256742424889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/05/i-could-be-another-clone.html' title='I could be another clone..'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114771528968552259</id><published>2006-05-15T14:19:00.000-03:00</published><updated>2006-05-15T14:48:09.726-03:00</updated><title type='text'>Cya</title><content type='html'>Nunca pensei que acompanharia tão de perto algo tão próximo de uma guerra. Não sei se foi impressão minha mas eu senti as ruas mais vazias e um clima tenso; as pessoas andando rápido, com feições apreensivas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem muita coisa pra falar mas não posso porque to na faculdade e eles tão fechando o campus, tão evacuando.. Bom, sei lá. To me sentindo no Iraque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114771528968552259?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114771528968552259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114771528968552259&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114771528968552259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114771528968552259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/05/cya.html' title='Cya'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114738362086624130</id><published>2006-05-11T18:30:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T18:47:43.180-03:00</updated><title type='text'>Reading through my veings</title><content type='html'>Aqui na redação, minha mesa fica num ângulo meio desgraçado em relação à porta. A porta, de vidro, é daquelas que tem mecanismo de fechar “sozinha” se você soltá-la – mas ela nunca fecha totalmente, fica sempre uma fresta, pela qual entra um vento cortante que se dirige exatamente a todo o lado direito do meu corpo. Na porta da redação tem uma folha de papel escrito “mantenha a porta fechada”, mas parece que ninguém lê ou pensa que “fechada” significa “com uma fresta”. E muita gente entra e sai daqui, e eu não posso ficar falando pra todo mundo “fecha a porta, por favor!”, senão eu saio como louca. Então eu falo isso só praqueles dos quais eu sou mais “íntima”, mas normalmente eu levanto MUITAS VEZES por dia pra encostar a porta que será a aberta novamente em não menos que 5 minutos – e a pessoa a entrar fará menção de permitir que o irritante filete de ar continue entrando pela porta entreaberta. Esse problema só se tornou realmente sério com a recente queda de temperatura aqui na região – estamos na época de frio, quando faz um solzinho insosso com vento pela manhã, o dia é irritantemente seco – não chove – e a noite tem um frio pesado, chato, daqueles em que você precisa de toucas e cachecóis de lã e que uma calça jeans não mantém suas pernas aquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse frio, hoje, me fez lembrar que deve fazer um pouco mais de frio nos países que ficam mais pra cima. E me fez lembrar da minha tão desejada e cada vez mais próxima viagem. Eu, uma pessoa que nunca teve nenhuma característica sovina; eu que nunca consegui guardar dinheiro pra nada que fosse daqui um mês, quem diria pra 4 anos; eu que sempre fui da seguinte filosofia: “sobrou dinheiro, então gastemos”, estou conseguindo guardar dinheiro pra viajar assim que eu juntar dinheiro suficiente E tiver terminado a faculdade. Parece que a coisa é séria e nem o meu consciente se deu conta. Tive entrando nuns sites de intercâmbios, daqueles cursos que você passa um mês estudando a língua no lugar, e tive a agradável surpresa: eles são bem mais baratos do que eu imaginava. Lógico que a minha intenção, quanto à viagem é ir trabalhar na Europa; mas uma “prévia” - um mês aprendendo inglês britânico – não seria nada mau. Eu, como uma bela adolescente da feliz classe média brasileira que sou, já informei minha também abastada mãe dos meus planos (leia-se: “mãe, olha o preços desses cursos, um mês de aula com tudo incluso, acho que você pode pagar, não?) e ela mostrou-se.. hum, receptiva. Disse-me que há possibilidade no próximo ano ou no outro. E hoje eu entrei no site da 89 FM e deixei minha contrivuição pra uma promoção que me levará Londres, para assistir ao Reading Festival na Inglaterra (Cujo line-up causa espasmos só pela leitura):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://img465.imageshack.us/my.php?image=reading3hj6cg.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://img465.imageshack.us/img465/3408/reading3hj6cg.th.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais estranho é a maneira como eu imagino minha viagem. Quando penso dela (no futuro), ela vem à minha cabeça como minha redenção final e ao mesmo tempo o verdadeiro início da minha vida. É como se eu sentisse que aqui não é meu lugar, que eu fui feita pra conhecer os outros lugares e que eu sei disso. Então quando eu imagino esse “conhecer outros lugares” eu sinto claramente que é meu objetivo final e ao mesmo tempo inicial. É pra onde eu vou e de onde eu venho, como se eu fosse.. “concebida”, desde sempre, pra estar ali, e a partir dali sim as coisas começasse de verdade. Como se até lá as coisas não fossem de verdade.. Não sei explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti ontem ao show do PJ no David Letterman e foi incrível relembrar das coisas incríveis que aconteceram entre os dias 29/11 e 4/12 de 2005. O triste é que é uma nostalgia que dói até certo ponto, porque foi tudo tão legal que fico excepcionalmente triste em pensar que acabou. Vê-los entrando no palco, não há nada como ver o Eddie entrar, com a feição austera, pelo fundo do palco e acenar levemente com a cabeça, o público uivando de êxtase, com o cigarro na mão direita e a garrafa de vinho e o caderno com a capa marmorizada na esquerda. Dizendo G’night, ele dizia G’evening nos shows da Europa de 2000, e pegando a guitarra – normalmente o Eddie toca guitarra em todas as canções que abrem os shows. Mas é mais legal quando ele não toca guitarra porque é muito mais divertido observá-lo com aqueles trejeitos segurando o microfone, e se apoiando no suporte do mic e batendo o pé, ou jogando pra trás, ou rodando o mic no fio. São tantos anos de DVDs e de VCDs que quando eu fui ao show parecia que eu sabia exatamente o que ele fariam em seguida, eu conheço os trejeitos dos membros da banda como se eu convivesse com eles. O que dá certo medo mas é legal, principalmente quando você encontra outra pessoa que também conhece os caras nesse nível e começa a discutir com ela sobre tudo aquilo que você observa e percebe que ela observa também. Acho injusto não citar Mr. McCready aqui, o cara que pula, e gira o braço, e aponta, e entre essas coisas joga palhetas pra você. Aí ele canta, fecha o olho e pula, e quando você canta, ele olha pra você e fica rindo, ele também ri quando percebe que você erra. E você ri dele e ele ri junto quando ele canta errado. E quando você chama a atenção dele ele aponta pra você. E são 80.000 pessoas na mesma vibração, e você de repente se dá conta que o Vedder tem todas nã mão. Que se ele disse “tirem a roupa”, as pessoas vão começar a tirar. E quando chega o fim, com Yellow Ledbetter, você chora, ao mesmo tempo de euforia e de saudade precipitada porque você sabe que chegou ao fim. Eu não gosto nem de olhar o pandeiro nem a palheta nem os ingressos nem a pulseira nem nada. Porque tudo isso me faz lembrar que acabou e que foi tão rápido que eu fico profundamente deprimida.Ontem também assisti a eles no Jools Holland, maldito o sotaque daquele inglês, parecia falar árabe. E os vi se assistindo em 1990, impagável, é claro, a risadinha do Eddie no “Yeah yeah yeah yeah yeah yeah yeah” depois do refrão de Alive.&lt;br /&gt;Só pra finalizar o papo sobre Pearl Jam, a letra de Come Back, uma das canções novas, é incrível. O eu lírico fala de alguém amado que se foi - mas não que eles terminaram ou algo assim. A pessoa foi por que teve que ir, algo que não pode ser controlado - morte, talvez. E tem um trecho que expressa uma agonia tão bonita, "Please say that if you haven't gone now, I wouldn't have lost you another way", quer dizer, como se a consciência de que ele não seria deixado caso não fosse inevitável trouxesse algum tipo de alívio, algo meio desesperado mesmo. E depois "And in the night, I've been waiting for the real possibility that I may meet you my dreams". Muito muito muito triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retiro em parte meu post anterior. Não dá pra ter tudo, é claro; eu posso ter desperdiçado ótimas chances de ter amigos mas elas foram minoria, considerando o número absurdamente maior de gente que eu efetivamente conheci. E você pode ter um monte de amigos, e gostar deles, mas não pode compará-los no tipo de amizade que você tem com eles. Acho que os amigos que suprem todos os tipos de necessidade são raros. Nunca encontrei nenhum que fosse assim, a pessoa para todas as horas. TODAS. Mesmo. Cada amigo tem sua especialidade. Se a gente souber reconhecer isso vai ter um montão de amigos legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejem-me sorte. Quem sabe eu não vou pro Reading?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114738362086624130?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114738362086624130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114738362086624130&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114738362086624130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114738362086624130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/05/reading-through-my-veings.html' title='Reading through my veings'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114698058177991685</id><published>2006-05-07T02:30:00.000-03:00</published><updated>2006-05-07T02:43:01.806-03:00</updated><title type='text'>Cigarrette Smoking</title><content type='html'>Você estuda 3 anos com as mesmas pessoas. E vc não se dá bem com elas, sabe-se lá porque motivos. Então vc passa 2 anos e pouco brigando com essas pessoas. E no terceiro ano - ah, o incrível terceiro ano - vc se reconcilia, reconhece que as pessoas são todas, no fundo, incríveis. Mas não se reconcilia o suficiente. E aí o ano termina e vai cada um prum lado, e vc entra no Orkut e começa a ver os perfis das pessoas. E sente saudade. De apertar o coração, de gente que não era nem tão próxima assim - talvez eu gostaria que fosse, só percebi muito tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu aprendi uma coisa maravilhosa. E aprendi tarde, mas aprendi e isso demoooooooora. Aprendi que a maioria das pessoas tem alguma coisa maravilhosa e fascinante dentro delas. E que você deve tentar buscar isso nelas antes de considerá-las não compatíveis com sua amizade ou algo assim. Porque o que são as pessoas, o ser humano, se não fascinantes? Algumas pessoas são tão incríveis - complexa e profunda e docemente incríveis - que eu seria capaz de observá-las, suas ações e seu jeito de falar, e de dar risada, por horas. E me sentir satisfeita e sorrir só por isso. Só por ver o quanto um amigo ou amiga minha é capaz de sorrir de uma maneira tão bonita e tão espontânea, e de como aquela pessoa é única e de como todo mundo é capaz de ver beleza em quase todo mundo, é só querer ver, porque quase todo mundo tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que eu só percebi quanto algumas pessoas podem ser legais tarde demais. Ok, as vezes eu acerto também. Mas lidar com gente é isso né? Me fascina lidar com as pessoas, acho que eu deveria ter feito.. RP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas desculpas sinceras a todos aqueles que não lerão esse blog porque e os subestimei e com os quais não fui capaz de construir uma bela amizade. Por tolice. Eu cresci e aprendi, mas o que eu perdi não vou recuperar mais - quase o ensino médio inteiro me afastando das pessoas em função de preocupações mesquinhas e ridículas. Porque eu me deixava levar pela cabeça, too reasonable and too fool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que meu coração é mais importante agora. Isso tudo que eu escrevi aqui, acho que poucas vezes fui tão sincera com os outros e comigo mesma. E foi totalmente do coração. Totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que isso me redima, de alguma maneira, então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114698058177991685?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114698058177991685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114698058177991685&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114698058177991685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114698058177991685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/05/cigarrette-smoking.html' title='Cigarrette Smoking'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114581275255621833</id><published>2006-04-23T14:17:00.000-03:00</published><updated>2006-04-23T14:19:12.573-03:00</updated><title type='text'>I bet you look good on the dancefloor</title><content type='html'>Ontem eu realizei um sonho bizarro: andar na Paulista a pé, a noite, sem rumo, com uma garrafa de vinho na mão. Ok, nós tínhamos um rumo - era a DJ Club, um lugarzinho escondido numa ruazinha escondida pra baixo da Paulista, que toca música alternativa. O lugar não tem nenhuma indicação de que é uma balada; é daquele tipo que a gente não reconhece porque passa em frente, até porque fica numa rua totalmente residencial e de dia se confunde tranquilamente com uma casa normal. É do tipo que você conhece porque alguém te falou de "um lugarzinho.."&lt;br /&gt;Aliás, numa roda desses lugares modernos, existe coisa mais incrível de você falar daquelas coisas super alternativas que só você conhece e mais ninguém? Tipo aquela banda, aquela balada, aquele restaurante, aquele livro.. Uma vez eu li um conto do Drummond sobre isso. Mas no caso dele, o que dava status era conhecer um restaurantezinho em Paris. Daquele mesmo tipo que só você conhece. Uma outra vez, li uma crônica que tem a ver. Era a história de um estudante de letras, ou de filosofia, ou de comunicação, que achou uma prainha perdida no litoral norte, um lugar maravilhoso, o paraíso na terra, que ninguém conhecia. E, no boca-a-boca, o lugar tornou-se um inferno de gente. Ficou uma bosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, acabou que não entramos da DJ Club porque a bonita aqui só fará 18 anos em 4 dias. O curioso é que eu já tinha ido lá, num dia em que o lugar estava bem vazio, e não pediram documento. Ontem estava bem cheio.. De qualquer maneira, fomos a um outro lugar, na Augusta, chamado Sarajevo. Não gostei. E tive a prova final de que beijar em balada é totalmente repulsivo - pra mim, é claro. Quero dizer, não nasci pra isso. Eu sou o paradoxo ambulante do liberalismo e do conservadorismo, tenho certeza disso. Mas foda-se, as coisas não são assim tão atreladas umas às outras e eu posso entender cada coisa de uma maneira diferente e ter uma opinião diferente pra cada uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Mestre Faro (meu incrível professor de história contemporânea) me disse que "A Sangue Frio" era "melhor que beijo", eu não dei muita atenção. Mas o livro é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;delicioso&lt;/span&gt;. O texto do Capote é profundamente viciante, é inebriante. É envolvente e mesmo com as descrições minuciosas não se torna chato, nem previsível, nem nada a mais do que deveria ser. O livro tem tudo na medida certa, como um bom livro deve ter, tudo dosado incrivelmente bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No feriado-fim-de-semana eu assisti a alguns filmes: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anjos Rebeldes&lt;/span&gt;, uma história apocalíptica-armaggedom que lembra vagamente Constantine mas que foi feito muito antes; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sinopse: Quando Deus cria os homens e lhes dá alma, alguns anjos têm ciúmes dos seres humanos e se voltam contra Ele. Dessa maneira, inicia-se no céu uma segunda guerra [a primeira foi aquela que ocasionou a queda de Lúcifer] onde uma horda de anjos, liderados por Gabriel e cheios de ciúmes dos seres humanos, lutam contra os anjos que não se voltaram contra Deus e ainda seguem Suas ordens. O filme é uma trilogia e eu só assisti ao I&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;Aí, assisti a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Crash&lt;/span&gt; (o vencedor do Oscar; bom, bom, mas acho que ainda não sou capaz de entendê-lo tão profundamente comoele deve ser entendido) e pela 89a vez, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A outra História Americana&lt;/span&gt;. Bons filmes. Só faltou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Harry Potter&lt;/span&gt; pra fechar o feriadão com a bagagem cinematográfica imensamente maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odeio música eletrônica&lt;/span&gt;. Psy é uma bosta. House, techno, eletro, what-the-fuck, foda-se. Não gosto, é tudo a mesma merda e é tudo horrível. Não sei como aguentei aquela merda ontem. É engraçado, tem gente que simplesmente não se importa quando toca uma música da qual ela não gosta. Comigo não funciona. Do mesmo jeito que a boa música é capaz de provocar sensações incríveis e uma impressão que é boa, a música ruim me deixa com uma sensação ruim, me passa algo ruim. Eu preciso da mensagem. Meu irmão diz que "se você quiser mensagem, vá ler poesia". Faz sentido, mas eu não sou assim. Acho que a mensagem importa mais do que o conteúdo musical em si, já que odeio esses metais e progressivos virtuosos, de solos chatíssimos de 87 minutos do cara que toca 12 instrumentos - inclusive cítara - e é capaz de tirar um Dó com o pé. Foda-se. Não quero técnica, quero feeling. O que eu sinto na músicaé o que me importa. Anyway. O último CD do Pearl Jam é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;foda&lt;/span&gt;. Altamente recomendável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114581275255621833?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114581275255621833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114581275255621833&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114581275255621833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114581275255621833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/04/i-bet-you-look-good-on-dancefloor.html' title='I bet you look good on the dancefloor'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114479245839154676</id><published>2006-04-11T18:01:00.000-03:00</published><updated>2006-04-11T18:54:18.446-03:00</updated><title type='text'>Inside Job</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Inside Job&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Underneath this smile lies everything &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;All my hopes and anger, pride and shame &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Make myself a pact not to shut doors on the past &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Just for today I am free &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I will not lose my faith &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It's an inside job today &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I know this one thing well… &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I used to try and kill love: the highest sin &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Breathing insecurity out and in &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Searching hope, I'm shown the way to run straight &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pursuing the greater way for all human light&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How I choose to feel is how I am &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;How I choose to feel is how I am &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I will not lose my faith &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It's an inside job today &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Holding on, the light of night &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;On my knees to rise and fix my broken soul &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Again &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Let me run into the rain &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To be a human light again &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Let me run into the rain &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To shine a human light today &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Life comes from within your heart and desire &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Life comes from within my heart and desire &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Life comes from within your heart and desire&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que significa um Inside Job mas acho essa uma das letras mais bonitas que eu já li. E eu tenho pensado em muitas coisas pra escrever esses dias, coisas sobre lágrimas, sobre chuvas, sobre trens e aviões, sobre um lugar novo e bonito, sobre fumaça, sobre percepções alteradas, sobre sensibilidade, mas não consegui juntar tudo num post só ou então formular um pensamento completo, no fim das contas. E eu só consigo me ver correndo na chuva, faz tempo que não corro na chuva.. Quer dizer, eu corri na chuva a algumas semanas, mas não era daquele correr que eu falo (eu estava correndo porque a chuva estava me molhando). Eu falo de um correr que é até mais bonito se for estático, quero dizer, eu falo de ficar parado na chuva, acho que nada purifica mais o corpo a alma e tudo mais do que ficar parado numa chuva daquelas torrenciais. Como se representasse um recomeço, o fim de uma era e o início de outra, tipo apagar o velho pra ter lugar de registrar o novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu estive pensando porque as pessoas usam drogas. Ok, vou me expressar melhor: me intriga igualmente o fato de alguém ouvir Zezé Di Camargo &amp; Luciano e o fato de alguém tomar LSD. Mas nesse caso estou falando daqui que entorpece.. Eu entendo que as pessoas usam drogas porque é bom, o que eu quero entender é PORQUE agrada às pessoas o fato de fugir da realidade e enfrentar uma maneira totalmente diferente (e sem dúvida mais bonita, no caso de algumas drogas) de encarar a vida. Vou nas festas e é tudo que se vê. Ninguém está feliz se não se drogar. Na classe média alta que eu frequento, começa-se com álcool e solventes, depois maconha, aí ecstasy e LSD. Raramente alguém vai pra pó, pedra, heroína, não é droga de playboy e vicia. Ninguém quer se viciar nessas coisas. Algum antropólogo devia estudar isso, essa nova maneira da classe média de usar drogas, daria uma tese de mestrado ou algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho mas a mim parece que é uma reação inconsciente à merda que está o mundo. Os jovens usam drogas e são alienados. Mas ao mesmo tempo, o uso dessas usbtâncias é porque no fundo eles percebem como a realidade verdadeira e atual é uma grande merda. Inconscientemente eles percebem que o mundo está indo pro buraco, quena verdade é tudo horrível, que as pessoas são ruins, egoístas, mesquinhas, gananciosas. Usam drogas pra fugir disso, é uma reação inconsciente à uma percepção também inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não condeno esse uso, de maneiro alguma. Só estou tentando entender as razões dele no subconsciente, deve ahver algum motivo. Não sei se sempre foi assim, calamitoso do jeito que está, uma juventude onde todo mundo no mínimo bebe, e muito. Mas é assim que é, eu eu não acho que os jovens já tenham bebido tanto em qualquer época.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114479245839154676?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114479245839154676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114479245839154676&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114479245839154676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114479245839154676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/04/inside-job.html' title='Inside Job'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114420625041600193</id><published>2006-04-05T00:04:00.000-03:00</published><updated>2006-04-05T00:04:12.060-03:00</updated><title type='text'>T in the fucking park</title><content type='html'>&lt;a href="http://img130.imageshack.us/my.php?image=t5fo.jpg" border=0 target="_blank"&gt;&lt;img src="http://img130.imageshack.us/img130/6803/t5fo.th.jpg" alt="Free Image Hosting at ImageShack.us"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Abram a fotinho e observem o line-up sensacional do festival. Tive até que fazer uma colagem da página no Photoshop pra caber.&lt;br /&gt;Eu tô a milhares ou milhões de quilômetros do Reino Unido. E, embora o friozinho do início de Abril me aproxime bem pouquinho da sensação de estar por lá, não chega nem perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114420625041600193?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114420625041600193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114420625041600193&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114420625041600193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114420625041600193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/04/t-in-fucking-park_04.html' title='T in the fucking park'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-114288491120939599</id><published>2006-03-20T17:00:00.000-03:00</published><updated>2006-03-20T17:01:51.246-03:00</updated><title type='text'>Would you smile again for me?</title><content type='html'>Na última vez que eu atualizei, eu era outra pessoa. Trabalhava em outro lugar, meu estado de espírito era outro (bem inferior) e eu nem desconfiava o que a vida estaria reservando pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, dois meses depois do último post, é curioso observar como tanto mudou. Aprendi muitas coisas; inclusive, que a gente não deve fazer planos tão acurados. Basear a vida neles, trabalhar com possibilidades. Quase nunca funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passei no curso de Jornalismo da Fundação Cásper Líbero. Consegui uma vaga no mesmo curso, pro período noturno, na Universidade Metodista de São Paulo - considerada pelo Guia do Estudante a melhor do país em Jornalismo. Subestimei a Metodista e até que foi bom; me surpreendi positivamente com o curso e estou muito satisfeita. Fui demitida do lugar onde eu estava trabalhando - aquele que eu odiava - e felizmente consegui, três semanas depois, um estágio remunerado na Faculdade. As expectativas são muitas - sou uma das únicas alunas do primeiro semestre aqui a conseguir estágio remunerado e corre entre os professores a dúvida: "será ela capaz de dar conta do trabalho?". Mas é só um desafio a mais, não? É só questão de fazer o que sei fazer da melhor maneira possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo lendo o que eu lia e escutando o que eu escutava. Agora saio mais, na intenção de poder passar alguns momentos da semana com alguns amigos que agora vejo pouco. Tenho conhecido pessoas na faculdade - algumas com potencial para se tornarem amigos extraordinários - e reencontrando pessoas das quais gostaria de me reaproximar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai se casa nesse sábado, dia 25. Tenho sorte em relação à minha "madrasta" (estranho falar assim), ela é uma pessoa incrível. E gosta realmente do meu pai e isso não precisa ser gênio pra perceber. Não me é estranho esse negócio de meio que ganhar uma "nova família". Minha mãe também casou recentemente e nós, afinal, estamos morando com o cara - com a diferença que no caso da minha mãe não houve cerimônia.&lt;br /&gt;Junto com o Gregório (marido da minha mãe), veio o filho dele, a ex-mulher alcoólatra e problemática, a mãe dele (uma senhora muuuuito figura, que deve ter mais de 70 anos e é surpreendentemente sóbria e moderna), os irmãos dele (que são vários, um inclusive gêmeo) e respectivos anexos (espécies de novas tias e primos), entre muitos outros. Com a Liliana (quase mulher do meu pai) vêm também um monte de gente meio que junto, inclusive a irmã dela, com quem me dou particularmente bem. Eu e meu irmão estamos, na verdade, lidando muito bem com tudo isso - até porque foi tudo feito de uma forma extremamente cautelosa e porque não dizer natural (pelos meus pais, quero dizer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No resto das coisas a vida é quase a mesma. Na última semana tive um sonho daqueles que só pode ter depois das 11, quando as crianças já tão dormindo - fazia tipo uns 3 anos que não tinha um assim, desde a época de pico das mudanças hormonais. Preciso me policiar em alguns setores (ando exagerando na vida boêmia, acho) e arrumar uma empregada nova (a antiga se demitiu sexta). No sábado perdi minha caretira, que foi milagrosamente encontrada e devidamente devolvida no setor de Achados e Perdidos do Shopping ABC - com o dinheiro dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me despeço com a bela canção que tem embalado minhas noites. A banda é "...and you will know us by the Trail of Dead" - vale uma visita ao site da banda, é lindo (http://www.trailofdead.comj). Segue a letra. Ah, o endereço do meu flog: http://www.fotolog.net/opoucoquesobrou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Will You Smile Again?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Close the door and drift away&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Into a sea of uncertainty&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Where all your hopes and dreams&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Have faded out of reach.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Remember all the bad dreams&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Are not far from reality&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Would you write again for me?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(let me whisper something in your ear)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And you awake and there you are&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Not far off from the line before&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And just how long did it take for you to understand&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Where your feelings stopped and writing began&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Convince yourself to take control&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Play to the hilt this unlikely role.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Remember all the bad dreams&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Are not far from reality&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Will you write again for me?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And who bade you stop this living art?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Have you forgotten just what you are?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;If you don't want to then you could at least pretend&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;That the paper's your soul and your blood's in the pen&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And maybe then you'd see the light&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And read the truth that you had to write.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;If heaven sent you downstream&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Where banished eyes haven't been&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Would you smile again for me?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;You misread your fate line&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Had long run out of time&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Would you write again for me?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And you awake and there you are&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Not far off from the line before&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And just how long did it take for you to understand&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Where your feelings stopped and writing began&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Convince yourself to take control&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Play to the hilt this unlikely role.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;If heaven sent you downstream&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Where banished eyes haven't been&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Would you smile again for me?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-114288491120939599?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/114288491120939599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=114288491120939599&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114288491120939599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/114288491120939599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/03/would-you-smile-again-for-me.html' title='Would you smile again for me?'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-113758927829922390</id><published>2006-01-18T10:51:00.000-02:00</published><updated>2006-05-12T12:04:26.566-03:00</updated><title type='text'>Loucos e Santos</title><content type='html'>Às vezes eu acho que espero um pouco demais das pessoas. E que muitas vezes elas esperam de mim bem menos do que sou capaz. Odeio que me subestimem; aliás, não conheço alguém que goste. No meu outro trabalho ninguém me subestimava, aliás, o contrário, o que era extremamente motivante. Lógico que tudo tem um limite e não adianta, também, esperar de mim mais do que eu sou capaz de alcançar – passa de desafiante pra frustrante. Mas eu sou do tipo que costuma avisar quando acha que certo objetivo ultrapassa meus limites. Não, não sou acomodada; realista e ponderada, talvez. Sei até onde consigo ir, e não é que me imponha limites; é que eu sei onde eles estão, exatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raramente eu conservo pré-conceitos. Normalmente, aquilo que eu penso da pessoa se baseia em tudo que eu vi nela e observei após algum tempo, de alguma maneira, e não na primeira impressão – embora eu raramente me engane quanto à índole de alguém: sempre reconheço de primeira, no olhar ou em pequenos gestos, alguém de caráter duvidoso. Considero essas características – não me prender às aparências iniciais e ter empatia – duas das minhas melhores qualidades, talvez as mais expressivas e que mais me ajudem na compreensão do mundo e das coisas. E quem me conhece um pouco sabe como eu sou observadora e como eu necessito tentar compreender as coisas antes de continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, eu sempre quis andar com pessoas mais velhas. Às vezes eu me questionava se era porque eu queria parecer legal mas depois de muito pensar cheguei à conclusão que é porque normalmente as pessoas da minha idade não satisfazem totalmente aquilo que eu espero de uma amizade. Então eu fui crescendo e as pessoas da minha idade também, de forma que eu tinha certeza que poderia aos poucos me aproximar mais delas, pois com certeza elas teriam mais coisas a me acrescentar depois que houvessem amadurecido mais. Ingenuamente enganada, eu estava. Sendo direta ao ponto, eu sempre esperei que os tais adultos fossem todos maduros e experientes. Claro que eles errariam às vezes, mas isso seria fruto de um puro engano, e não de más-intenções ou de imaturidade. Ridículo pensar assim né? E ainda hoje eu me pego tendo reações que confirmam esse pensamento, como se eu ainda acreditasse nisso. No final das contas é como se eu achasse que nenhum adulto seria capaz de falar ou fazer coisas estúpidas. Quase como se eu &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; esperasse que todos eles tivessem uma experiência de vida tão mais extensa que a minha que teriam coisas incríveis pra me explicar, experiências enriquecedoras pra mostrarem etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhandoo em volta, agora, que sou quase uma adulta (ahn, não sei qual a definição, mas eu trabalho, tenho responsabilidades e algumas preocupações diferentes da maioria das pessoas de 17 anos), vejo que eles (os adultos) podem ser tão infantis quanto meu irmão. Às vezes bem mais. Ou podem ter amplitude emocional e mental de uma colher de chá. Esses dias, numa leitura particularmente interessante de algum texto relacionado à Harry Potter, confidenciei à minha mãe que eu acharia brilhante se o mundo mágico dos livros realmente existisse. Desdenhosa, ela disse “Ah! Cresce vai, Ana Paula!”. Como se fosse ironia, ontem, minha mãe brigou comigo de uma maneira particularmente e indubitalvelmente infantil. Não estou olhando só o meu lado e não vou contar detalhes porque eles são risíveis (meu irmão gargalhou diante dos pormenores, descrente); entretanto, tenho certeza que qualquer um de vocês concordaria que ela gritou comigo sem motivo e foi absolutamente infantil na argumentação – sem falar que a situação toda iniciou-se porque ela me tratou com grosseria gratuita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, se nem as mães e os pais são perfeitos, como eu costumava achar, os outros também não podem ser. Adultos ou não. “Oh, sério?”. Desculpe-me, mas você, como um bom leitor, deve ter notado a importância do raciocínio na compreensão que eu faço do mundo e das pessoas, independente da conclusão absolutamente óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando das relações (de todo tipo), de novo, e parafraseando química, me atraem as relações de dupla-troca. Quando a pessoa tem coisas a me oferecer. Porque eu sempre tenho, eu acho (eu tento ao menos), então vai ser uma troca justa. Egoísmo? Sim, eu já conheço o discurso “você deve dar aos amigos sem esperar nada em troca”, sem a malícia do duplo sentido, é claro. E não acho egoísmo, não. Cansei de me entregar de corpo e alma às relações sem receber nem metade daquilo em troca. Então você pensa “a culpa é sua se você se entrega demais; ninguém te obrigou”. E eu penso “é, talvez seja”. Mas eu já sou calejada e criei uma espécie de “amostra grátis”, um teste que me faz reconhecer o território antes de pisar com os dois pés nele. Quando conheço alguém eu dou um pouco, uma parte que não vai fazer doer, mas o suficiente pra eu receber em troca algo por aquilo – e se eu receber, ótimo, então sinal verde. É que eu sou assim: sou movida a experiências, sensações, troca de conhecimento. Eu &lt;em&gt;preciso&lt;/em&gt; do feedback. A palavra relação pressupõe mais que um indivíduo, e pressupõe compartilhamento, e troca, e reação. Não é só um lado, precisa do outro pra fazer a coisa funcionar e se tornar interessante, profunda, &lt;em&gt;worthy&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após anos convivendo com as mesmas pessoas e considerando-nas amigas, pude perceber nas últimas semanas que elas não se importam tanto comigo assim e tampouco fazem meus olhos brilhar, de admiração, ou de satisfação, ou de felicidade. Nao há a troca de forma plena... Não totalmente, às vezes em uma situação ou outra, mas não da forma que deveria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri também, felizmente, que dentre esse grupo uma ou duas são capazes de despertar em mim as reações citadas anteriormente. Com eles eu consigo conversar sobre qualquer coisa (sério!), e consigo fazer qualquer piada e eles entendem e eles também podem fazer qualquer piada, e consego suspirar do nada e pensar que aqueles momentos tão pequenos e tão exclusivos é que faziam a vida valer a pena. E também tem as horas de dar risada das coisas mais estúpidas, e de balbuciar bobagens - coisas eu não conseguiria fazer ao lado dos tais adultos citados lá em cima. O mais extraordinário: como eu sou dependente da tal troca de coisas, me dou conta que só estou satisfeita com tudo aquilo porque percebo que pessoa também está satisfeita. Faz parte da coisa toda, fazer com que a outra pessoas também se sinta bem naquela situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, não os quero totalmente adultos, nem totalmente jovens. Adultos são chatos, jovens são inconsequentes...&lt;em&gt; Mas o que há de errado com um pouco de chatice e de inconsequência de vez em quando?&lt;/em&gt; E aquele que concordar que não há nada de errado é realmente do tipo que eu procuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um texto do Oscar Wilde que sucinta com perfeição todas as coisas que espero de um amigo. Pra fechar o post, aí vai ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;Loucos e Santos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Oscar Wilde)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escolho meus amigos não pela pele ou outro&lt;br /&gt;arquétipo qualquer, mas pela&lt;br /&gt;pupila.&lt;br /&gt;Tem que ter &lt;strong&gt;brilho questionador&lt;/strong&gt; e&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;tonalidade inquietante&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A mim não&lt;br /&gt;interessam os bons de espírito nem os maus&lt;br /&gt;de hábitos.&lt;br /&gt;Fico com&lt;br /&gt;aqueles que fazem de mim louco e santo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Deles não&lt;br /&gt;quero&lt;br /&gt;resposta, &lt;strong&gt;quero meu avesso&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que me tragam dúvidas e&lt;br /&gt;angústias&lt;/strong&gt; e&lt;br /&gt;agüentem o que há de pior em mim.&lt;br /&gt;Para isso, só&lt;br /&gt;sendo louco.&lt;br /&gt;Quero os&lt;br /&gt;santos, para que não duvidem das diferenças e&lt;br /&gt;peçam perdão pelas&lt;br /&gt;injustiças.&lt;br /&gt;Escolho meus amigos pela&lt;strong&gt; alma&lt;br /&gt;lavada&lt;/strong&gt; e pela &lt;strong&gt;cara exposta&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Não&lt;br /&gt;quero só o&lt;br /&gt;ombro e o colo, quero também sua maior alegria.&lt;br /&gt;Amigo que não ri&lt;br /&gt;junto,&lt;br /&gt;não sabe sofrer junto.&lt;br /&gt;Meus amigos são todos assim: metade&lt;br /&gt;bobeira,&lt;br /&gt;metade seriedade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não quero risos previsíveis, nem choros&lt;br /&gt;piedosos&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Quero&lt;br /&gt;amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas&lt;br /&gt;lutam para&lt;br /&gt;que a fantasia não desapareça.&lt;br /&gt;Não quero amigos adultos nem&lt;br /&gt;chatos.&lt;br /&gt;Quero-os metade infância e outra metade velhice!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crianças,&lt;br /&gt;para&lt;br /&gt;que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos,&lt;br /&gt;para que nunca&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; tenham&lt;br /&gt;pressa&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;Tenho amigos para saber&lt;br /&gt;quem eu sou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pois os vendo loucos e&lt;br /&gt;santos, bobos e sérios,&lt;br /&gt;crianças e velhos, nunca me esquecerei de que&lt;br /&gt;"normalidade" é uma ilusão&lt;br /&gt;imbecil e estéril.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-113758927829922390?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/113758927829922390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=113758927829922390&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113758927829922390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113758927829922390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/01/loucos-e-santos.html' title='Loucos e Santos'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-113711191439557233</id><published>2006-01-12T22:15:00.001-02:00</published><updated>2006-01-12T22:25:14.416-02:00</updated><title type='text'>Thats why we only work when we need the money!</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quanto estou entediada no trabalho, normalmente eu pego um papel e um lápis, abaixo a cabeça na minha mesa e começo a desenhar – sempre esperta, é claro, pra evitar que alguma cabeça indesejada me surpreenda por cima do ombro. Às vezes falha, é claro, e eu disfarço, finjo que estou rabiscando algo relacionado à minha função. De vez em quando eu fico olhando pela janela, daqui do alto dá pra ver uma boa porção da cidade, o horizonte meio turvo e envolvido por uma névoa acinzentada, que eu aprendi que se chama Ilha de Calor ou algo assim.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Se eu disser que não estou aprendendo nada estarei mentindo. Tirando aquela experiência aproveitável que toda situação nova inevitavelmente traz, têm algumas outras coisas relacionadas com a profissão que eu quero seguir. Alguns conceitos pequenos que eu estou assimilando melhor, por estar o tempo todo em contato com o produto final do jornalismo – a notícia.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Não consigo relaxar aqui, todavia. Todas essas restrições disciplinares só servem pra me colocar desconfortável e fazer com que eu me pergunte, a todo o momento, se não estou transpondo qualquer uma das n regras impostas pela empresa. Eu simplesmente não consigo estar à vontade; é como se algo seguisse me incomodando constantemente, não permitindo que eu me sinta como algo pertencente a esse lugar... &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Também, a falta de desafios e a essência do meu trabalho (listar documentos e gerar relatórios ao fim do mês), colaboram para a desmotivação. Todo dia é a mesma coisa... E todo dia tem tanto ou mais trabalho quanto no anterior. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Oh, don’t you come with that you’re-gonna-get-used rubbish. &lt;/span&gt;Não quero me acostumar, porque no meu caso, isso leva à conformação, e se conformar com isso não é certo. Só estou trabalhando porque preciso pagar a faculdade. O salário não é de todo ruim e o trabalho em sim não é difícil (como eu disse, não exige desafio); as circunstâncias é que levam ao aborrecimento.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Um auto-retrato escrito, nesse momento (10:16 da manhã de uma quinta feira nem tanto ensolarada): Sou uma menina de 17 anos que trabalha e quer cursar faculdade ainda esse ano – e isso depende de passar ou não no vestibular, cuja prova será realizada dia 21. Nas raras e merecidas horas livres durante a semana, costumo ler, ouvir música, traduzir alguns textos ou colorir desenhos no Photoshop – essas coisas me fazem feliz. Aos finais de semana, procuro rever alguns amigos e dormir, mas não consigo; a ansiedade exige que eu use o tempo do sono pra fazer outras coisas. Sinto falta dos tempos em que ficava fazendo nada em casa o dia inteiro e da época em que, quando não tinha nada pra fazer, era só descer alguns lances de escada e gritar alguns nomes pra dar umas risadas. Gosto de música e isso inclui CDs, shows, discos, encartes, fotos relacionadas e tudo o mais. Literatura de ficção, daquelas bem fantasiosas – tipo Harry Potter ou Lord of the Rings, que me cativam de forma que eu penso estar dentro da história. Ficção-política-não-tão-ficção-assim (à &lt;st1:personname productid="la Orwell" st="on"&gt;la Orwell&lt;/st1:PersonName&gt;) ou experimentos enteógenos inovadores (Huxley) também me atraem. Espero pela sexta-feira ansiosamente (a dessa semana é sexta-feira 13, que eu adoro) porque só nos finais-de-semana sou capaz de me guiar pra dentro da realidade alternativa criada pela minha mente – e que me dá forças pra continuar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na terceira gaveta ao lado do computador tenho um pandeiro que ganhei do Eddie Vedder no show do Pearl Jam &lt;st1:personname productid="em S￣o Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:PersonName&gt;, dia 03/12, e no mural em cima da cama tenho uma foto dos meus avós paternos, sorrindo. Gosto de coisas que estimulem visualmente, arte em geral: fotos, filmes, desenhos, essas coisas. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Pro futuro..? Passando na Cásper, continuo ralando aqui pra multiplicar dinheiro e pagar o curso de Jornalismo. Esse ano quero começar alguma outra língua, Francês ou Italiano. Antes de me formar, quero conseguir emprego num veículo impresso ou em rádio e ao final da faculdade, tentar uma vaga no curso oferecido pelo Estadão pra Jornalistas recém-formados. Aí, trabalho um ano (ou o suficiente) juntando grana pra poder viajar pra Europa – quero morar lá uns tempos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Se eu não passar... Aí fica tudo quase igual, exceto que esse ano já começaria a guardar grana (talvez mudaria de emprego, pra um lugar mais perto e menos estressante; ano que vem, tento de novo a Cásper e se não der vou de Metô mesmo. De resto, as circunstâncias seriam semelhantes.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Mais pra frente? Uma pós em alguma coisa – que eu ainda vou decidir – lá na Europa, e depois um trampo num veículo impresso pra falar sobre música, aqui ou lá na gringa (seria foda). Depois, encontrar alguém que tenha algumas preocupações semelhantes e que, de forma geral, consiga compreender minhas sandices (o maravilhoso sotaque inglês não será exatamente essencial mas contará uns 8 pontos na média total).&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Depois, viver confortavelmente em algum lugar perto das coisas, sendo paga&lt;br /&gt;pra fazer algo que eu verdadeiramente amo. Não se esquecer de freqüentar um lugarzinho longe e bonito, cuja areia seja branca e a água seja clara, ao menos uma vez a cada dois meses. E depois, fazer visitas ocasionais à Amsterdam e a seus sensacionais cafés, se é que vocês me entendem.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A gente não pode fazer com que a vida siga os rumos que a gente quer... Mas ninguém pode me proibir de imaginar como as coisas poderiam ser. Vou imprimir esse texto e guardar, pra ler daqui uns 50 anos. Vai, no mínimo, provocar boas risadas.&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-113711191439557233?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/113711191439557233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=113711191439557233&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113711191439557233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113711191439557233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2006/01/thats-why-we-only-work-when-we-need_12.html' title='Thats why we only work when we need the money!'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-113163950785574301</id><published>2005-11-10T13:32:00.000-02:00</published><updated>2005-11-10T14:23:02.873-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O menino tinha 14 anos. A vida era difícil: O pai não ganhava o suficiente pra sustentar a mãe, o menino e seus quatro irmãos. Mas seguia-se com a vida, às vezes comendo mal, sem nenhum luxo - nem teria como.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O problema é que, desde pequeno, ele sabia que não tinha nascido praquilo. Ele queria mais e ele via um horizonte mais amplo do que a família poderia lhe oferecer. O pais eram ignorantes, mas ele sabia que no fundo, só tentavam fazer o melhor. E, apesar da mãe até demonstrar certo carinho (não o suficiente, ele pensava, mas não conseguia admitir), o pai era frio. Mas o menino entendia. Ele pensava que esse era mesmo o jeito do pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O menino resolveu, então, procurar um emprego. Poderia ajudar os pais em casa e guardar o que sobrasse até que desse pra comprar um aparelho de rádio: o menino era fascinado pelos encantos do rádio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na busca pelo trabalho, bateu em todas as portas de uma rua num bairro de classe média da cidade onde morava. Uma das senhoras que o atendeu disse precisar que seu jardim fosse aparado semanalmente. Ele poderia começar dali a dois dias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O menino foi pra casa e resolveu não contar aos pais, ainda. Queria fazer uma surpresa. Imaginou, durante dois dias, toda a promessa de seu futuro - baseado no pequeno emprego de jardineiro que havia acabado de conseguir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No seu primeiro dia de trabalho, o menino fez o melhor que pôde. Aquilo representava a libertação dele para o mundo. Pela primeira vez ganharia dinheiro por um trabalho feito por ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chegou em casa e chamou pela mãe para contar-lhe a novidade. O pai, com a feição dura de sempre, quis saber também porque o menino demorara tanto pra voltar da escola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pai! Mãe! Eu estive pensando,  e bom, consegui um emprego. Estou cuidando do jardim de uma senhora lá no Alt.."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E ele nem viu de onde veio o primeiro murro. Enquanto o pai batia, o menino ouvia-o gritar que não havia criado filho para trabalhar aos catorze e que era uma afronta da criança insinuar que o pai, sozinho, não podia dar conta da família. Desmaiou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dois anos depois, ele ainda estudava e trabalhava. O pai o havia obrigado a trabalhar aos 15, o que ele aceitou sem titubear, embora não fosse mais sua vontade. Na realidade já nem lembrava a última vez que havia frequentado a aula: havia, na rua, opções mais atrativas. Continuava no emprego por medo do pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Num dia comum de trabalho - exceto pelo fato de que, nesse dia, ele não havia matado aula - seu chefe pediu para que o menino o acompanhasse até a filial do escritório na cidade mais próxima. De bom grado, o menino resolveu aceitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No meio da viagem (de cerca de 40 minutos), o chefe do menino disse que teria que parar na estrada: estava apertado. O chefe desceu do carro e o menino ficou, como sempre, com o olhar perdido no horizonte. Queria fumar e abriu o porta luvas em busca de fogo. E foi aí que encontrou o revólver 38. Observou-o por alguns segundos e pegou-o na mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O menino acendeu o cigarro. Deu um trago profundo e a brasa brilhou forte. Jogou o cigarro pela janela, engatilhou a arma, colocou-a na boca e puxou o gatilho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em casa, o irmão pelo qual o menino tinha mais afeição chegava da escola. Ao abrir a gaveta de meias, encontrou uma carta e um rádio à pilhas. A carta, um testamento improvisado do irmão mais velho; O rádio, a representação da única coisa importante que o menino possuía.&lt;br /&gt;Da cozinha, a mãe pensou ter ouvidos alguém chorando no quarto. Mas convenceu-se ser só impressão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto baseado numa história real vivida por um primo distante.&lt;br /&gt;Olhem em volta: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pais&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mães&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;irmãos&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meninos&lt;/span&gt; estão por toda a parte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-113163950785574301?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/113163950785574301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=113163950785574301&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113163950785574301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113163950785574301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2005/11/o-menino-tinha-14-anos.html' title=''/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-113147328133295992</id><published>2005-11-08T15:23:00.000-02:00</published><updated>2005-11-08T16:08:01.373-02:00</updated><title type='text'>Oh, how quick the sun can drop away?</title><content type='html'>Alguns problemas são inventados por nós, ou seja, são soluções que trazem problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o carro que você compra pensando em não andar mais de ônibus e em chegar mais rápido, e aí você tem que se preocupar com a gasolina, com o IPVA, com o seguro, com o alarme, com o estacionamento, etc etc etc. A gente faz as coisas pensando na praticidade e na solução de problemas mas na maioria das vezes essas soluções acabam trazendo outros problemas. E o pior é que na ilusão do "se dar bem" a gente nem sequer percebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia cria a ilusão da vida mais fácil - que é ilusão só em parte, porque não podemos negar que a tecnologia trouxe praticidade imensa e até revolucionou a maioria dos setores. Mas em alguns casos parecemos portugueses, tentando tornar mais fácil de fazer aquilo que já quase não exige esforço algum. Além disso, a maior parte da população mundial - uns 80% ou mais, acredito - ainda não tem acesso a essa tecnologia. E nem precisa ir longe pra achar gente que vive de maneira absolutamente simples e tradicional, da mesma maneira como a maioria da população viva há cerca de 60 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil sentir falta daquilo que se desconhece. Por isso, seu João e dona Rosa, vizinhos do meu pai em Juquitiba (munícipio ao sul de São Paulo) , parecem felizes. Moram numa casa bem antiga, numa estrada de terra, vivem na maior simplicidade que eu já pude observar (sem passar fome), sem aposentadoria (sustentam-se com pequenos trabalhos manuais que realizam nas chácaras mais ricas das redondezas), e têm no máximo 3 peças de roupa e dois pares de sapatos cada. Computador, máquina de lavar, som pra tocar CD? Nem pensar. Fogão? À lenha. Nada de comer pizza de sábado, ir à livraria, ou viajar pra praia no fim de semana. Filhos eles não têm e, que eu saiba, tbm não sabem ler.&lt;br /&gt;Talvez eles tenham uma TV, porque afinal, se depois de tudo isso eles ainda não pudessem assistir à novela das 8, aí realmente a vida seria triste.&lt;br /&gt;Eles parecem felizes porque, na humildade, não sabem que teriam direito a mais. Não conhecem o outro lado, onde teriam direto a roupas de qualidade, educação de qualidade, educação de qualidade, etc etc etc. Pode ser que sejam felizes porque a simplicidade em que vivem traz essa felicidade mas,.. Não teriam dona Rosa e seu João o direito de escolher entre a) a vida que vivem hoje ou b)uma outra vida que eles desconhecem, que traria mais dignidade à eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu preocupada por que "só" vou ver dois shows do Pearl Jam. Tsc tsc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-113147328133295992?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/113147328133295992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=113147328133295992&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113147328133295992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113147328133295992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2005/11/oh-how-quick-sun-can-drop-away.html' title='Oh, how quick the sun can drop away?'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-113128512773150623</id><published>2005-11-06T11:51:00.000-02:00</published><updated>2005-11-06T11:52:07.733-02:00</updated><title type='text'>I'm open. Come on in.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um homem repousa em sua cama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;num quarto sem porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele espera, ansiando por uma presença;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alguma coisa, qualquer coisa para entrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Depois de gaster metade de sua vida procurando,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ele ainda se sente tão vazio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quanto o firmamento para o qual ele estava olhando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ele está vivo, mas não sente absolutamente nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então, ele &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;é&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quanto ele tinha seis, acreditava que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a lua acima de sua cabeça o seguia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aos nove, ele decifrou a ilusão,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trocando a magia pelo fato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem voltar atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então isso é ser um adulto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se ele soubesse agora o que ele sabia outrora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estou aberto, entre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Repousando ao lado de folhas de papel amassadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e sem capas, ele decide sonhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sonhar com um novo "ele" para ele mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passei por isso e passo quase sempre, tipo pelo menos uma vez por mês. O deitar na cama e olhar pro teto, e se sentir tão vazio, tão branco como o teto, isso eu sinto sempre. Eu passei alguns anos tendo preocupações que não tenho hoje, e isso eu compreendo, até porque cresci só um pouco mas mudei bastante nos últimos 3 anos. E eu olho a vida, e é exatamente como se eu olhasse o horizonte e lá no fim eu visse que é igual o que eu vejo aqui, que nada vai mudar só porque eu vou trabalhar, ou porque eu vou crescer, casar, sei lá.&lt;br /&gt;O que eu sinto é isso, é que estou fadada a esse vazio eternamente, exatamente porque eu fui buscar mais do que aquilo que me ofereceram, e aí eu descobri que tudo isso que a gente vê, não é tão legal assim e não é nada verdade. E não adianta ser pretensiosa, e achar que eu por ser uma das poucas pessoas a notar isso, serei recompensada com um destino diferente, mais feliz. É EXATAMENTE o contrário. O conhecimento traz sofrimento, é justamente aquilo que te condena. Metaforicamente, funciona como um livro com um conteúdo absolutamente importante e crucial pra sua vida, mas que está amaldiçoado. Suas opções são: 1. Não abrir o livro com medo da maldição, e ficar pro resto da vida imaginando o que teria no livro. 2. Ligar o foda-se para a maldição e se convencer que o conteúdo do livro é bem mais importante do que ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu escolhi a opção dois, e portanto vivo assim. Não é exatamente ruim, eu sou feliz e tudo mais, mas vejo o mundo com olhos niilistas. Uma vez me falaram que eu era niilista, e tudo bem que a pessoa que me falou é absolutamente desprezível, mas infelizmente eu não pude esquecer isso, sei lá porque - talvez porque eu tenha concordado, e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o cara da letra lá em cima, estou sempre aberta, esperando por aquilo que vai me fazer realmente feliz, mas que eu sei que nunca terei, porque é impossível ser feliz depois que você abre o livro. E o fato é que a escolha foi só minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-113128512773150623?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/113128512773150623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=113128512773150623&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113128512773150623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113128512773150623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2005/11/im-open-come-on-in_06.html' title='I&apos;m open. Come on in.'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17971786.post-113116114073980745</id><published>2005-11-05T01:19:00.000-02:00</published><updated>2005-11-05T12:00:04.813-02:00</updated><title type='text'>If you put it on, if you put it on...</title><content type='html'>PJ Harvey IS the perfect-for-fucking soundtrack. Mas já me falaram do Queens Of The Stone Age usado também pra esse fim com resultados extremamente positivos. Preciso de experiência própria pra dar uma opinião justa sobre essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me arrependo de não ter conhecido a PJ Harvey antes, assim como sou tão otária a ponto de olhar pra trás e pensar: "Puxa! Como teria sido se eu tivesse feito certa coisa naquela época, e não só agora?". Só que não sou capaz de perceber que estou fazendo agora, e isso é o que conta e isso é foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia legal, e eu gostaria que todos fossem assim. Gostaria que em todos os dias eu olhasse em volta e percebesse que as coisas pequenas e tão legais são as únicas coisas que fazem esses dias valerem a pena. Porque, na real, eles não valem. Eu acho que é bem "tenho uma nuvenzinha na minha cabeça; as vezes ela chove, mas na maioria do tempo não.", como tive a oportunidade de ouvir hoje. Mas ela tá sempre lá, pode não estar chovendo, mas tá sempre nublado. E ameaçando cair um pé d'água, então eu tô sempre alerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que acontece comigo, mas a possibilidade de me tornar Jornalista é o que mais me encanta atualmente, parece que eu libero doses cavalares de endorfina no corpo quando penso que daqui poucos meses finalmente estarei assistindo às aulas do curso que sempre quis fazer. E sei que é ilusão, e que possivelmente a faculdade não será quase nada daquilo que eu espero, mas as ilusões são o tempero da vida. Não sei a partir de que momento eu disse "porra, vou escrever sobre música pro resto da minha vida e ser feliz", sei que um dia eu tava com isso na cabeça e foi simplesmente assim.&lt;br /&gt;E viajar, e colocar a mochila nas costas e conhecer todos os lugares que eu quero, que aliás eu nem sei quais são agora, mas que vão me mostrar tudo aquilo que eu não posso ver aqui. E tudo aquilo que ninguém aqui nem nada aqui pode me oferecer. A superfície, ela nunca me atraiu, não sei explicar porque. As coisas e as pessoas, tem que ser tudo intenso e tem que ser tudo lá no fundo, a partir do fundo, porque a superfície não diz nada, não traz nada, não mostra, não é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um campo verde tipo uma pradaria, os pés de trigo bailando ao vento no ponto mais alto da planície, na parte de baixo um poço e um reflexo, e depois a noite e as estrelas. E aquele assovio (assobio?) do vento, assim baixinho, sabe aquela noite de verão, fresca? Aquele vento assim, não muito forte.. E um barulho ensurdecedor no final, tipo um grito de desprezo, e o cenário se desfaz. À espera..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17971786-113116114073980745?l=ana-freitas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ana-freitas.blogspot.com/feeds/113116114073980745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17971786&amp;postID=113116114073980745&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113116114073980745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17971786/posts/default/113116114073980745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ana-freitas.blogspot.com/2005/11/if-you-put-it-on-if-you-put-it-on.html' title='If you put it on, if you put it on...'/><author><name>Ana Paula Freitas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05014698177881451564</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-au__hUePWpw/TbcR2nPv_TI/AAAAAAAAAUA/uamNovu1Jd0/s220/19032011-P1020600.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
